Monitor – 16 de janeiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
14 a 16/01/23 | nº 823 | ANO V |  www.cnc.org.br
Coluna Capital S/A (Correio Braziliense) afirma que, com feriadões em vários meses, 2023 deve ser um ano para o turismo voltar a bombar depois de um período de baixa provocado pela pandemia. Apesar do aperto no orçamento das famílias brasileiras, a CNC aposta que a receita real das atividades turísticas deve receber o maior incremento desde 2018: R$ 74,3 bilhões, o equivalente a cerca de 18% do faturamento do setor. O calendário de 2023 contará com diversos feriados ou pontos facultativos prolongados. De acordo com a CNC, cada um desses períodos pode injetar até 2,1% no volume anual de receitas do setor.

No domingo, Madrugada BandNews (TV Band News) também abordou o assunto.

Pacote econômico
O Globo 
(14/01) ressaltou que o pacote apresentado pelo ministro Fernando Haddad vai depender de um amplo esforço do governo federal para avançar, tanto no corte de gastos quanto no aumento de arrecadação. Para especialistas, dificilmente todo o valor de R$ 243 bilhões será atingido.

Folha de S.Paulo (14/01) acrescentou que economistas avaliam que apenas metade das medidas apresentadas pelo ministro Fernando Haddad são factíveis. Os especialistas levam em conta dificuldades políticas e riscos de frustração apontados pelo próprio ministro ao apresentar o plano.

Reforma tributária
O Estado de S. Paulo e O Globo 
(14/01) registraram que o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, que hoje é economista-chefe do BTG, disse que a proposta de reforma tributária poderá chegar ao Congresso “mais rápido” do que o esperado. A declaração foi dada após encontro de economistas de bancos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Com relação ao pacote de medidas apresentado pelo ministro, Mansueto disse que as contas primárias podem caminhar para um déficit em torno de R$ 100 bilhões neste ano, o que seria “muito positivo”.

Combustíveis
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo 
(14/01) detalharam que pesquisa divulgada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) aponta que o preço médio da gasolina comum nos postos brasileiros caiu para R$ 5,04 nesta semana.

O novo valor representa uma baixa de 1,6% em relação à semana anterior. O preço médio do etanol foi de R$ 3,94, queda de 1,7% ante os sete dias anteriores. Já o diesel custou R$ 6,36, em média, queda de 0,8%.

Comércio
Coluna de Ancelmo Gois (O Globo,14/01) trouxe que uma pesquisa feita pelo CDLRio mostra que mais de 60% desses consumidores de lojas de rua têm mais de 60 anos. Já os mais jovens preferem os shoppings, não apenas pelas compras, mas também como um polo de entretenimento: 60% estão na faixa entre 16 e 35 anos.

Shoppings
Nota na coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) informa que as vendas dos shoppings ficaram em torno de R$ 180 bilhões em 2022, conforme os dados da Alshop (associação de lojas). O resultado, porém, ainda não alcança o patamar de 2019, quando os números ultrapassaram R$ 192 bilhões.

Para 2023, a Alshop projeta um primeiro semestre complicado. A esperança é que a segunda metade do ano ajude os lojistas a superarem o nível de vendas pré-pandemia.

“O primeiro semestre costuma ser mais fraco, mas pela situação econômica que estamos vivendo e os atos que aconteceram em Brasília, com toda a insegurança gerada em torno disso, acreditamos que será mais difícil. O segundo semestre deve ser melhor”, afirmou Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop.
Em dezembro, o movimento das vendas nos shoppings ficou abaixo do esperado pelo setor, segundo Ildefonso, que atribui o desempenho fraco a inflação, desemprego e endividamento.

Bares e restaurantes
Valor Econômico 
informa que, reabertos após dois anos entre fechamentos constantes no auge da pandemia da covid-19, restaurantes e bares recuperaram o movimento em 2022. Contudo, a maioria ainda carrega o endividamento que cresceu com a crise sanitária e convive com a inflação dos alimentos e com a renda pressionada do consumidor.

Em 2022, bares e restaurantes faturaram R$ 396 bilhões, alta de 8% sobre o resultado de 2019, antes da pandemia, e de 5% em relação a 2021, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Cesta básica 
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 14/01) informou que a cesta básica vendida nas lojas virtuais registrou em dezembro a terceira alta seguida. Segundo a Precifica, empresa especializada em estratégias de preço, o avanço nos 13 alimentos que compõem o levantamento foi de 4%.

O aumento da demanda com as festas de Natal e Ano-Novo, aliado aos fatores climáticos, puxaram o preço das frutas e legumes. Os itens que mais encareceram na cesta foram banana e tomate (alta de 26%), batata (12%), arroz (7%) e feijão carioca (6,5%). Carne bovina e açúcar, por outro lado, caíram 8,9% e 5,7%, respectivamente.

Em outubro, a cesta básica custava R$ 634,59, passando para R$ 640,39 em novembro e R$ 666,33 em dezembro, o maior valor desde junho de 2022, quando chegou a R$ 692,81.

Americanas
Manchete no Valor Econômico evidencia que bancos credores da Americanas se armam para uma batalha judicial contra a companhia, que conseguiu decisão na sexta-feira (13) para se proteger da cobrança de dívidas. A medida cautelar concedida à varejista antecipa, na prática, os efeitos de uma recuperação judicial, algo que as instituições financeiras querem evitar porque reduz a margem de negociação para receber o que lhes cabe. O clima entre os bancos e os acionistas de referência da Americanas – o trio formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – já era tenso, mas piorou com a decisão judicial.

O Estado de S. Paulo ressalta a crise envolvendo a Americanas furou a bolha do mercado financeiro e teve impactos até na ‘casa mais vigiada’ do Brasil. Depois de quatro anos como uma das principais patrocinadoras do Big Brother Brasil, a varejista foi ‘eliminada’ da lista de anunciantes e abriu espaço para o concorrente Mercado Livre.

A chegada do gigante do ecommerce ao programa ocorreu em uma negociação relâmpago, iniciada antes mesmo da decisão oficial da concorrente de deixar o reality show. De acordo com fontes do mercado publicitário, outros nomes do varejo nacional procuraram a emissora para saber se a rival continuaria anunciando na atração.

Valor Econômico anota que o Procon-SP notificou todo o Grupo Americanas – que inclui as lojas físicas e sites como Americanas.com e Submarino – para saber se o rombo de R$ 20 bilhões anunciado pela empresa afeta os consumidores. A Americanas deve responder aos questionamentos até o dia 17 deste mês.

Democracia
As manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo (15/01) ainda reverberaram os ataques do último dia 8 em Brasília.

Folha de S.Paulo e Correio Braziliense destacaram a prisão do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, em razão de atos antidemocráticos e da minuta de decreto que previa intervenção no TSE, encontrada pela Polícia Federal.

A prisão de Torres foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que constatou omissão do então secretário de Segurança do DF diante dos atos na Esplanada dos Ministérios.

O Globo se debruça sobre a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nos ataques as instituições e nos atos antidemocráticos. Segundo o jornal, Bolsonaro fez durante seu mandato, um ataque à democracia a cada 23 dias.

O levantamento realizado pelo jornal, aponta que desde o início de 2020 Bolsonaro adotou uma prática de ameaças explícitas ao Judiciário, Legislativo e às eleições.

Ao todo foram 46 ataques de 2020 a 2022, que na avaliação de especialistas são a origem das investidas de seus apoiadores contra as instituições que culminaram na invasão às sedes dos três Poderes.

Bolsonaro
No sábado, a informação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro será investigado por incitar atos golpistas já havia repercutido nas manchetes dos principais jornais. A investigação acontece após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, aceitar o pedido feito pela Procuradoria-Geral da República para que Bolsonaro seja incluído no inquérito que apura a instigação e autoria intelectual dos ataques contra o Congresso, Palácio do Planalto e STF que aconteceram no último dia 8.

Os jornais detalham que a solicitação ocorreu após 80 procuradores entenderem que o ex-presidente é suspeito de incitação pública à prática de crime ao ter publicado vídeo no qual um homem questiona a lisura das eleições.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,10. Euro caiu 0,03%, chegando a R$ 5,53. A Bovespa operou com 110.916, queda de 0,84%. Risco Brasil em 255 pontos. Dow Jones subiu 0,33% e Nasdaq teve alta de 0,71%.

Valor Econômico
Bancos se preparam para ‘batalha’ contra Americanas

O Estado de S. Paulo
Mercado espera aberturas de capital, após ‘jejum’ em 2022

Folha de S.Paulo
Ministros de Lula deixam estados com desmate recorde

O Globo
GSI de Lula mudou menos de 10% do efetivo de Bolsonaro

Correio Braziliense
‘Um ato de violência contra os Três Poderes da União’

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