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Comércio
Coluna de Ancelmo Gois (O Globo,14/01) trouxe que uma pesquisa feita pelo CDLRio mostra que mais de 60% desses consumidores de lojas de rua têm mais de 60 anos. Já os mais jovens preferem os shoppings, não apenas pelas compras, mas também como um polo de entretenimento: 60% estão na faixa entre 16 e 35 anos.
Shoppings
Nota na coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) informa que as vendas dos shoppings ficaram em torno de R$ 180 bilhões em 2022, conforme os dados da Alshop (associação de lojas). O resultado, porém, ainda não alcança o patamar de 2019, quando os números ultrapassaram R$ 192 bilhões.
Para 2023, a Alshop projeta um primeiro semestre complicado. A esperança é que a segunda metade do ano ajude os lojistas a superarem o nível de vendas pré-pandemia.
“O primeiro semestre costuma ser mais fraco, mas pela situação econômica que estamos vivendo e os atos que aconteceram em Brasília, com toda a insegurança gerada em torno disso, acreditamos que será mais difícil. O segundo semestre deve ser melhor”, afirmou Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop.
Em dezembro, o movimento das vendas nos shoppings ficou abaixo do esperado pelo setor, segundo Ildefonso, que atribui o desempenho fraco a inflação, desemprego e endividamento.
Bares e restaurantes
Valor Econômico informa que, reabertos após dois anos entre fechamentos constantes no auge da pandemia da covid-19, restaurantes e bares recuperaram o movimento em 2022. Contudo, a maioria ainda carrega o endividamento que cresceu com a crise sanitária e convive com a inflação dos alimentos e com a renda pressionada do consumidor.
Em 2022, bares e restaurantes faturaram R$ 396 bilhões, alta de 8% sobre o resultado de 2019, antes da pandemia, e de 5% em relação a 2021, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Cesta básica
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 14/01) informou que a cesta básica vendida nas lojas virtuais registrou em dezembro a terceira alta seguida. Segundo a Precifica, empresa especializada em estratégias de preço, o avanço nos 13 alimentos que compõem o levantamento foi de 4%.
O aumento da demanda com as festas de Natal e Ano-Novo, aliado aos fatores climáticos, puxaram o preço das frutas e legumes. Os itens que mais encareceram na cesta foram banana e tomate (alta de 26%), batata (12%), arroz (7%) e feijão carioca (6,5%). Carne bovina e açúcar, por outro lado, caíram 8,9% e 5,7%, respectivamente.
Em outubro, a cesta básica custava R$ 634,59, passando para R$ 640,39 em novembro e R$ 666,33 em dezembro, o maior valor desde junho de 2022, quando chegou a R$ 692,81.
Americanas
Manchete no Valor Econômico evidencia que bancos credores da Americanas se armam para uma batalha judicial contra a companhia, que conseguiu decisão na sexta-feira (13) para se proteger da cobrança de dívidas. A medida cautelar concedida à varejista antecipa, na prática, os efeitos de uma recuperação judicial, algo que as instituições financeiras querem evitar porque reduz a margem de negociação para receber o que lhes cabe. O clima entre os bancos e os acionistas de referência da Americanas – o trio formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – já era tenso, mas piorou com a decisão judicial.
O Estado de S. Paulo ressalta a crise envolvendo a Americanas furou a bolha do mercado financeiro e teve impactos até na ‘casa mais vigiada’ do Brasil. Depois de quatro anos como uma das principais patrocinadoras do Big Brother Brasil, a varejista foi ‘eliminada’ da lista de anunciantes e abriu espaço para o concorrente Mercado Livre.
A chegada do gigante do ecommerce ao programa ocorreu em uma negociação relâmpago, iniciada antes mesmo da decisão oficial da concorrente de deixar o reality show. De acordo com fontes do mercado publicitário, outros nomes do varejo nacional procuraram a emissora para saber se a rival continuaria anunciando na atração.
Valor Econômico anota que o Procon-SP notificou todo o Grupo Americanas – que inclui as lojas físicas e sites como Americanas.com e Submarino – para saber se o rombo de R$ 20 bilhões anunciado pela empresa afeta os consumidores. A Americanas deve responder aos questionamentos até o dia 17 deste mês.
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