Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 15/09/23 | nº 979 | ANO V | www.cnc.org.br |
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Em chamada de capa, O Globo destaca que a segunda fase do Desenrola Brasil deve ajudar a destravar o consumo no país no último trimestre do ano. A Febraban avaliou que a tendência é que haja “maior estímulo por parte dos credores para concessão de crédito” a partir da renegociação das dívidas “junto a outras variáveis importantes”.
O texto salienta avaliação de Izis Ferreira, economista da CNC, de que um eventual aumento nas concessões de crédito vai depender do êxito do programa nas renegociações. Para a especialista, produtos que dependem mais de compras a prazo podem ter cenário mais favorável.
Carta Capital publica artigo de Nadim Donato, presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac em Minas Gerais, no qual ele cita dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela CNC, ao tratar da dívida no cartão de crédito.
Na revista Veja, pauta atenta que o endividamento excessivo é um problema crônico que afeta milhões de brasileiros. A publicação afirma que o cartão de crédito está entre os vilões. Recente pesquisa da CNC aponta que 86,8% dos consumidores endividados têm débitos no rotativo, e o percentual é crescente.
Bem Paraná (PR) observa que o número de paranaenses endividados baixou em agosto segundo dados da CNC e da Fecomércio do estado.
Enquanto em julho 95, 1% das famílias possuíam algum tipo de dívida, em agosto esse percentual caiu para 94, 6%, colocando o Paraná, pelo 3º mês consecutivo, no 2º lugar do ranking nacional de endividados. Normalmente o estado ficava na primeira posição, posto agora ocupado pelo Rio Grande do Sul. |
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Exportações Valor Econômico trata sobre crédito à exportação por meio do BNDES e o avanço na Câmara de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estabelecendo que os empréstimos de bancos públicos controlados pela União precisam de aval do Congresso quando envolverem operações externas. A PEC acirra o debate sobre o tema entre representantes da indústria, especialistas em comércio exterior e em contas públicas e parlamentares. Alguns apontam a necessidade de se discutir o papel do BNDES mediante a maior participação do mercado financeiro no crédito a grandes empresas.
Vendas desaceleram Painel S.A., na Folha de S.Paulo, aponta que o fim dos incentivos fiscais ao setor auto motivo ajudou a derrubaras vendas do varejo. Em agosto, a retração foi de 0,2%, segundo a Serasa Experian.
Após quatro meses consecutivos de queda, entre janeiro e abril, o faturamento das lojas físicas contabilizou meses de crescimentos modestos (abaixo de o,s%) até julho, e voltou a cair.
Petróleo prejudica aéreas Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) aponta que a cotação elevada do petróleo pressionou as ações da Azul e da Gol na Bolsa ontem.
A Azul teve a segunda maior baixa do Ibovespa, de 4,31%. Já os papéis da Gol caíram 3,09%. “A alta do petróleo vai contra as aéreas em termos de custos”, disse o economista-chefe da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti. A preocupação com a alta dos combustíveis levou a americana Delta a cortar a previsão de lucro do terceiro trimestre.
Comportamento do ministro Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) indica que o ministro do Turismo, Celso Sabino, diz lamentar a situação gerada por ele após fazer uso de cigarro eletrônico em uma reunião da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), na quinta (14).
O chefe da pasta chamou a atenção e causou desconforto por seu comportamento ao participar de uma entrevista coletiva que foi transmitida online. Além de chegar atrasado, Sabino causou interrupções ao conversar com pessoas que estavam ao seu redor e fez uso de vape.
Plano verde Valor Econômico situa que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, volta suas atenções para o Plano de Transformação Ecológica, que está sendo finalizado pelo governo. Ele viaja no fim de semana a Nova York, onde apresentará para investidores as linhas gerais da proposta. O plano envolve como eixos finanças sustentáveis; adensamento tecnológico do setor produtivo; bioeconomia; transição energética; economia circular; e nova infraestrutura e serviços públicos para adaptação ao clima. |
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Recuperação da M.Officer O Estado de S. Paulo informa que o grupo empresarial dono da marca M.Officer, criada em 1997 pelo estilista Carlos Miele, teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça de São Paulo. Com dívidas de R$ 53,5 milhões, a empresa tem 12 lojas distribuídas em três Estados, que empregam cerca de 130 pessoas.
Outras centenas de empregos indiretos são gerados na cadeia de confecção das peças de vestuário da marca, cuja produção é 100% nacional. Além das lojas, a M.Officer também vende pelo e-commerce. Segundo a empresa, o elevado endividamento deveu-se à queda de mais de 90% das vendas durante a pandemia de covid-19, agravada pela situação financeira do grupo.
Crise na 123milhas No Valor, pauta registra que o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Empresarial de Belo Horizonte, entrou com recurso na Justiça para tentar reduzir o valor da remuneração definida para os administradores judiciais nomeados para a recuperação judicial da 123milhas. O órgão também pede a troca de um dos administradores judiciais por considerá-lo “suspeito”.
A Justiça de Minas Gerais escolheu os escritórios Paoli Balbino e Barros, de Belo Horizonte, e Brizola e Japur, de Porto Alegre, como administradores judiciais. O Ministério Público alega que o administrador Paoli Balbino e Barros já teria atuado como assessor de um dos advogados da 123milhas, o que afeta a isenção e a imparcialidade da atuação do profissional. Há possibilidade de substituição do administrador.
Casas Bahia em queda O Globo traz que os papéis da Casas Bahia chegaram a despencar mais de 30%, passando a valer menos que R$1. As ações fecharam o pregão com queda de 18,92%, a R$ 0,90. Segundo o jornal, o motivo seria uma captação de valor inferior ao esperado em sua mais recente oferta de ações (follow-on) devido à desconfiança do mercado sobre as estratégias para conduzir o negócio.
A previsão da companhia era arrecadar perto de R$ 1 bilhão, mas a Casas Bahia só angariou R$ 622, 9 milhões. O valor estipulado por ação na oferta também ficou abaixo das expectativas: R$ 0,80.
Schein e a Receita Também em O Globo, abordagem noticia que o governo anunciou ontem que a Shein foi habilitada a participar do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal. O principal benefício para as empresas é a isenção do Imposto de Importação para compras de até US$ 50(R$243, 50).
Criado pelo Ministério da Fazenda, o programa entrou em vigor em agosto com a meta de regular as compras importadas e evitar evasão fiscal. A varejista chinesa Shein foi a primeira das grandes do comércio eletrônico a solicitar a adesão ao programa, no início de agosto. Desde então, o pedido estava sendo analisado pelos técnicos da Receita.
Shopee sob suspeita Valor Econômico comunica que o governo avalia denunciar a empresa de comércio on-line Shopee por suspeita de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. O Valor apurou que a Receita Federal encaminhou na quarta-feira (13) a documentação para análise do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
O ministro, por sua vez, enviou os documentos para análise da Polícia Federal (PF) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ambas vinculadas à pasta. A previsão é que haja uma reunião na próxima semana entre o ministro, a PF e a Senacon para discutir a questão. Segundo o jornal, a Shopee estaria resistindo a aderir ao Remessa Conforme, programa da Receita Federal que busca trazer os marketplaces estrangeiros para a conformidade.
Oxxo avança O Estado de S. Paulo dá conta que a Oxxo alcançou 350 unidades dos seus mercadinhos de bairro em São Paulo e região metropolitana e no interior do Estado em menos de três anos. De junho de 2022 a junho deste ano, foram inauguradas 216 novas lojas – média de uma a cada dois dias.
No País desde dezembro de 2020, a empresa, que pertence à mexicana Femsa e atua no Brasil em parceria com a Raízen, diz que vai manter o ritmo de expansão. De maio a agosto deste ano, foram abertas 25 novas lojas. |
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ICMS Principais impressos relatam que a Câmara aprovou ontem projeto de lei que abre caminho a repasse de R$ 13,9 bilhões para estados e municípios em 2023. O texto antecipa R$ 10 bilhões da compensação da União pelos cortes no ICMS patrocinados pelo governo anterior.
O montante estava programado para 2024, mas será adiantado para 2023 para aliviar o caixa de estados e municípios. A proposta ainda autoriza o governo a repor perdas nos repasses dos fundos de participação de estados e municípios.
Desenrola Brasil O Globo reporta que a segunda fase do Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas, previsto para começar na última semana do mês, deve ajudar a destravar o consumo no país no último trimestre do ano.
Economistas avaliam que as renegociações devem trazer fôlego financeiro às famílias e facilitar a compra de bens duráveis (eletrodomésticos como geladeira, máquina de lavar, entre outros), mais sensíveis ao crédito. O movimento pode ganhar fôlego com o ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic.
Contas públicas Valor Econômico evidencia que a composição das despesas dos municípios teve uma mudança significativa nos últimos 50 anos.
Enquanto a fatia dos gastos com a construção e manutenção de infraestrutura e com serviços urbanos caiu de 27,41% em 1972 para 9,89% em 2022, os recursos destinados a saúde, educação e cultura tiveram um salto expressivo. Em educação e cultura, a participação pulou de 14,82% para 26,76%, segundo o Observatório de Informações Municipais (OIM).
Gargalos do PAC O Estado de S. Paulo reverbera que o novo PAC precisará superar alguns gargalos para poder avançar conforme as projeções do governo. Entre as dificuldades previstas por executivos de empresas, associações empresariais e consultores do setor de infraestrutura estão a falta de mão de obra qualificada para certas atividades, a necessidade de garantias elevadas para as prestadoras de serviços de construção e questões de governança.
A reportagem enfatiza que fragilidade atual das empresas brasileiras com capacidade de participar de grandes obras complica o cenário. O texto lembra que muitas estão saindo de processos de recuperação judicial e não têm acesso a crédito de baixo custo no mercado.
Julgamentos do 8/1 O Globo, Folha de S.Paulo e demais publicações destacam que os três primeiros réus julgados pelo 8 de Janeiro foram condenados ontem pelo STF por golpe de Estado e abolição violenta do estado democrático de direito.
Foram as primeiras sentenças da história do País por esses crimes, incluídos no Código Penal em 2021. A maioria dos ministros apoiou o entendimento de que os réus cometeram crimes praticados por multidão, em que não é necessário individualizar condutas.
Minirreforma eleitoral O Estado de S. Paulo noticia que a Câmara dos Deputados concluiu ontem a aprovação da minirreforma eleitoral, projeto que altera o Código Eleitoral, a Lei da Ficha Limpa e fragiliza a transparência eleitoral e a prestação de contas.
Além de encurtar a inelegibilidade de candidatos cassados, o texto aprovado promete um “liberou geral” na propaganda e gastos eleitorais com as propagandas cruzadas entre partidos que não são federados nem coligados.
Pacheco sem pressa Folha de S.Paulo e O Globo publicam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse não ter pressa para que a minirreforma passe na Casa que ele comanda.
Para vigorar no pleito municipal do ano que vem, a proposta precisa ser chancelada por senadores e deputados e sancionada pelo presidente Lula até 6 de outubro, um ano antes da eleição. Pacheco afirmou que, se esse calendário não for cumprido, “paciência”. |
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| O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,03%, aos 119.391 pontos. O giro financeiro da sessão ficou em R$ 23,93 bilhões, de acordo dados da B3. O dólar comercial fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em duas semanas. A moeda americana encerrou a sessão de ontem a R$ 4,872 na compra e R$ 4,873 na venda. |
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