| Principais jornais relatam que as vendas no varejo recuaram em julho, na terceira queda seguida do comércio sobre o mês anterior, contrariando expectativa de crescimento com retração em 7 das 8 atividades pesquisadas, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. A queda foi de 0,8% sobre junho, em dado com ajuste sazonal, maior declínio para o mês desde 2018 (0,9%). Na comparação com julho de 2021, o varejo encolheu 5,2%.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,3% na comparação mensal e de queda de 3,5% sobre um ano antes. As quedas na comparação com junho foram disseminadas, com destaque para tecidos, vestuários e calçados (-171%), móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e livros, jornais e papelaria (-2,0%). Apesar da deflação de julho, o IPCA ainda acumulava no período alta de 10,07% em 12 meses, comprimindo o poder de compra das famílias.
“A reação do consumo das famílias só vai se fazer sentir por causa dos recursos da Proposta de emenda à Constituição (PEC Eleitoral, que instituiu o benefício maior até o fim do ano), e não pela deflação de agosto. Mas o recado que fica e acende uma luz amarela é que o problema da inflação não foi corrigido ainda. Apesar da chegada desses recursos, a tendência é que o varejo tenha um restante de 2022 com desempenho fraco das vendas”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes em O Globo. Jornal informa que a entidade revisou de 1,7% para 1,3% a projeção de crescimento das vendas do varejo este ano.
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) também traz a nova projeção da CNC para o varejo, acrescentando que o segmento foi pego de supresa com o fraco resultado. A CNC prevê agora que, no quarto trimestre de 2022, as vendas tendem a ser afetadas negativamente pelo efeito retardado do aperto monetário.”Embora, do ponto de vista dos preços, julho tenha se caracterizado pela maior deflação para aquele mês desde o inicio da série histórica do IPCA, o recuo nos preços não se traduziu em aumento generalizado de vendas”, comentou o presidente da CNC, Jose Roberto Tadros.
A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje no Valor Econômico, destaca o debate ocorrido na Câmara Brasileira de Comércio Exterior. O órgão consultivo da entidade reuniu empresários do comércio exterior do país e concluiu que o cenário internacional impulsionou intercâmbio do Brasil com vizinhos. “A noção de blocos econômicos vai se consolidando no mundo, e o Mercosul precisa ser fortalecido para que nossos países também possam se beneficiar. somos mais do que vizinhos, somos parceiros em um processo de integração com um grande potencial de benefícios mútuos”, defendeu o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
O conteúdo também informa que o Sesc participa da 10ª edição da Semana MOVE, movimento internacional pela prática de esportes e atividades físicas. A coluna relata, ainda, que o Senac do Rio de Janeiro firmou parceria com o Women in Brasil para incentivar participação de mais mulheres no segmento de games. |