Monitor – 15 de maio de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
13 a 15/05/23 | nº 902 | ANO V |  www.cnc.org.br
Folha (15/05) repercute a campanha do Sistema S contra a nova regra que prevê destinar 5% dos recursos por Sesc e Senac para a Embratur. De acordo com as entidades, que são administradas pela CNC, a medida pode acabar com unidades em mais de 100 cidades, provocando o fechamento de 31 mil vagas gratuitas de ensino profissional e 7.700 da educação básica.

José Roberto Tadros, presidente da CNC, diz que a proposta é uma “excrescência jurídica, social, econômica e política”. Segundo ele, o Sistema S é privado, e os valores destinados ao Sesc e ao Senac não são recursos públicos. Haveria, na visão da confederação, entendimento no STF de que os valores destinados às entidades devem ser utilizados exclusivamente para este fim.

Com chamada de capa, o Correio Braziliense (14/05) publicou entrevista com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Ele reclama do “jogo pesado” e com “inverdades” do Sistema S contra a Embratur, mas diz que não se intimida. Também afirma que o setor de comércio é o que mais ganha com o crescimento do turismo e diz que “R$ 447 milhões é nada para promover o Brasil”.

“Aconteceu de eu estar entrando no gabinete de um senador e o cara da CNC bate à porta, esperando para entrar depois. Eu cumprimento, sou civilizado. Estou propondo algo que não é para mim”, afirma Freixo.

No Correio Braziliense (15/05), carta de leitor critica Freixo e afirma que a CNC representa os interesses de setores fundamentais para a economia brasileira.

GloboNews (13/05) repercutiu estimativa da CNC de movimentação de R$ 1 bilhão, no Estado do Rio, pelo Dia das Mães.

Em outra inserção na GloboNews (13/05), o economista Fabio Bentes comentou as vendas na data.

Valor (15/5) relata que o programa de renegociação de dívida Desenrola, uma das principais promessas de campanha do presidente Lula, esbarra em dois problemas principais: o desenvolvimento tecnológico e o compartilhamento de informações por birôs de crédito sem que isso prejudique o modelo de negócio deles.

O programa é descrito como “muito complexo” por diversos agentes envolvidos em sua elaboração, o que faz com que alguns deles vejam com desconfiança o lançamento em julho sinalizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Izis Ferreira, economista responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC, destaca a importância do Desenrola, mas defende que sejam adotadas medidas posteriores à renegociação, como “alguma iniciativa de conscientização financeira” para que os antigos devedores não voltem a ficar inadimplentes. No mês passado, a convite do Ministério da Fazenda, a CNC apresentou os dados da Peic para secretários da pasta, como forma de ajudar na elaboração do programa.

Reportagem no Valor (15/05) afirma que a próxima eleição na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), marcada para terça-feira (16), pode ser determinante para reerguer a instituição depois da crise que quase levou à venda da sede da entidade. Jornal cita que a falta de eventos e a redução da ocupação da sede da ACRJ levaram a direção a negociar a venda para a CNC por R$ 20 milhões, mas as conversas não agradaram aos beneméritos.

Coluna Eixo Capital (Correio Braziliense, 13/05) registrou que o secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, tem buscado parcerias com Fibra-DF, Fecomércio-DF, CNC e Apex Brasil para aumentar o percentual da participação do DF na exportação nacional.

Recuperação judicial
Valor
 (15/05) destaca que os primeiros cinco meses do ano foram marcados por uma sucessão de pedidos de recuperação judicial de grandes empresas em setores diversos como varejo, telecomunicações, bebidas e energia, entre outros. Somadas, Americanas, Oi, Cervejaria Petrópolis e Light requisitaram à Justiça proteção contra a cobrança de dívidas que totalizam mais de R$ 100 bilhões.

Especialistas concordam a respeito do impacto de fatores como as taxas de juros e os ciclos econômicos sobre o número de pedidos de RJ, mas destacam também que os desdobramentos de casos emblemáticos — como os da Americanas e da Light — podem interferir no ritmo e no formato de novos pedidos.

Combustíveis
A Petrobras confirmou ontem em comunicado ao mercado que está discutindo internamente alterações em suas políticas de preços para diesel e gasolina. Sem dar detalhes, a petroleira afirmou que as possíveis mudanças serão analisadas pela diretoria-executiva no início desta semana e poderão resultar em uma nova estratégia comercial para a definição de preços, informa o Valor (15/05).

Inflação
Jornais (13/05) relataram que a inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,61% em abril, após subir 0,71% em março. Com o resultado, o IPCA desacelerou a alta para 4,18% no acumulado de 12 meses. É o menor nível desde outubro de 2020 (3,92%). A variação era de 4,65% no acumulado até março de 2023.

Casa própria
Manchete do Estadão (15/05) conta que os juros altos e as incertezas em relação a emprego e renda estão adiando o sonho da compra da casa própria. No primeiro trimestre deste ano, 40% do brasileiros pretendiam adquirir um imóvel residencial novo ou usado nos próximos três meses — a menor marca em três anos, segundo pesquisa da Raio-X FipeZap+. O resultado dos três primeiros meses deste ano também está quatro pontos abaixo do último trimestre de 2022 (44%).

PIS/Cofins
Manchete do Valor (15/05) informa que disputas judiciais envolvendo o PIS e a Cofins podem se transformar em uma boa fonte de receita para União. Estão em jogo, no STJ e no STF, R$ 635,4 bilhões distribuídos entre 11 teses. Esse valor representa mais da metade do risco previsto pelo governo para os casos tributários relevantes nos tribunais superiores, que é de R$ 892,8 bilhões, de acordo com o projeto da LDO 2024.

A expectativa é que a reforma tributária simplifique o sistema e reduza o número de litígios. Por outro lado, acredita-se que o governo aposte nas atuais disputas para conseguir alcançar os objetivos definidos no novo arcabouço fiscal.

PIB
Valor (15/05) atenta que o PIB do Brasil no terceiro mandato do presidente Lula deve registrar o 25º pior crescimento acumulado entre mais de 190 países para os quais o FMI faz projeções. Apesar disso, em valores nominais, o Brasil deve voltar ao “top 10” das maiores economias do mundo.

Transporte
Folha
 (15/05) informa que motoristas de aplicativos como Uber e 99 prometem parar hoje para pressionar as empresas a aumentarem os repasses e valores mínimos por corrida. A convocação tem sido feita há alguns dias em grupos de mensagens e por influenciadores.

Shopee
Valor (15/05) informa que a Shopee abriu dois novos centros de distribuição no Brasil, que deverão operar como “cross docking”, dentro de um sistema logístico de armazenagem e envio mais rápido. Serão as duas primeiras centrais do grupo no Nordeste, na região metropolitana do Recife e de Salvador, com 10 mil e 6 mil metros quadrados, respectivamente. Isso deve tornar a empresa mais competitiva, num mercado que tem sentido aumento da concorrência das plataformas estrangeiras.

Ao todo, a Shopee tem 8 centrais desse tipo no país, com capacidade para atender cerca de 1,5 milhão de pacotes diariamente. Os outros “cross dockings” estão nas regiões metropolitanas de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Renner
Em entrevista ao Estadão (15/05), o presidente do conselho de administração da Lojas Renner, José Galló, considera que os empresários têm pouca voz ativa no país. Para ele, a polarização inibe os líderes de terem uma participação mais propositiva em relação ao poder público.

C&A
O diretor financeiro da C&A, Milton Lucato Filho, afirmou na sexta-feira (12) que há “uma discussão importante acontecendo sobre processos mais justos” entre competidores internacionais. O executivo comentou o assunto após questionamento de uma analista durante a teleconferência de resultados do grupo no primeiro trimestre, informa o Valor (15/05).

Em seu balanço, a C&A destacou que o ambiente de mercado continua desafiador em razão do consumo fraco, poder de compra restrito e concorrência acirrada, principalmente de empresas de comércio eletrônico internacionais. A diretoria destacou que o debate pode levar a “mais justiça de precificação e similaridade de condições”, mas reforçou o peso do cenário econômico para as estimativas do restante do ano.

Lucato Filho aponta que o segundo semestre de 2023 deve apresentar melhores condições, refletindo iniciativas da companhia como manejo de estoques.

Grupo Zema
Valor (15/05) conta que o Grupo Zema, de Araxá (MG), reforça neste ano a atuação nas áreas de comércio eletrônico e serviços financeiros, como estratégia para aumentar a receita em 10% a 12% em 2023, chegando a R$ 2,5 bilhões. O grupo, que acaba de completar cem anos, também planeja abrir centros logísticos para dar suporte ao negócio on-line, além de abrir cinco lojas físicas.

Açougue
Com chamada de capa, Valor (15/05) relata que a JBS está ampliando o número de pontos de venda nos quais ajuda o varejista a administrar as áreas de carnes de boi e de porco — como cortar, embalar e expor na gôndola. A área do açougue, que tradicionalmente não era considerada nobre dentro dos supermercados, fica mais atraente, aumentando as chances de venda. O programa, que desembarca neste ano no Chile, reúne no Brasil 4 mil pontos de venda. A meta é chegar a 5,2 mil até dezembro.

Revogaço
Desde que assumiu, o presidente Lula revogou quase dois decretos por dia, segundo levantamento obtido pelo Estadão (15/05). Ao menos 231 decretos de gestões anteriores já foram anulados em atos assinados pelo petista e quase todos os seus auxiliares. Decisões tomadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram as mais revertidas. O revogaço também visa marcar a posição atual do governo sobre temas considerados ideológicos.

Rodrigo Pacheco
Valor
 (15/05) veicula que a estratégia do governo de acelerar a liberação de emendas ao Orçamento para alinhar a articulação política no Congresso beneficiou, no Senado, a base governista que elegeu Rodrigo Pacheco (PSD-MG) presidente da Casa. Dos dez senadores que mais receberam liberação de verbas em maio, nove são considerados aliados, sendo três do PSD, três do MDB, além de um do PT, um do PSB e um do União Brasil.

O dólar comercial fechou na sexta-feira em baixa de 0,27%, cotado a R$ 4,92. Euro teve baixa de 0,87%, chegando a R$ 5,34. A Bovespa operou com 108.463 pontos, alta de 0,19%. Risco Brasil em 258 pontos. Dow Jones teve baixa de 0,03% e Nasdaq caiu 0,35%.

Valor Econômico
Disputas de PIS/Cofins podem elevar receitas do governo federal

O Estado de S. Paulo
Intenção de compra de imóvel cai ao menor nível desde 2020

Folha de S.Paulo
Valorização do mínimo é desafio à regra fiscal

O Globo
Falta de insulina no SUS já afeta os pacientes

Correio Braziliense
Petrobras vai rever sua política de preços

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