Rating
Manchetes em O Estado de S. Paulo e O Globo destacam que agência internacional de classificação de risco S&P Global revisou de estável para positiva a chamada perspectiva para a nota de crédito do Brasil (mantida em BB-).
A agência alega, em comunicado, que a mudança reflete uma maior certeza de estabilidade na condução da política fiscal e monetária – o que poderia beneficiar “as perspectivas ainda baixas de PIB do Brasil”.
O Brasil ainda está distante de reconquistar o grau de investimento (perdido em 2015), mas a revisão foi vista no mercado como chancela importante, já que um grande número de fundos de pensão e de investimento se pauta por essas avaliações.
O secretário executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, avalia que a decisão da S&P mostra que a pasta está no caminho certo.
Valor Econômico e Correio Braziliense avançam em frente semelhante.
Folha de S.Paulo acrescenta que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou a decisão da agência de classificação de risco S&P Global Rating de revisar para “positiva” a perspectiva da nota do Brasil.
Ele aproveitou o momento para fazer um aceno favorável ao Congresso Nacional e ao Judiciário, ao mesmo tempo em que disse que “está faltando o Banco Central”.
Em entrevista, Haddad adotou um tom conciliador, dividindo o mérito com o Legislativo e o Judiciário, que recentemente proporcionaram vitórias ao ministro, como medidas que elevem a arrecadação e o avanço do arcabouço fiscal.
Fed
Principais jornais informam que o Federal Reserve anunciou em decisão unânime ontem que manteve a sua Fed Funds, a taxa básica de juros americana, em 5% e 5,25% ao ano, seguindo a expectativa do mercado financeiro, que apostava na pausa no ciclo de alta de juros. A decisão foi a primeira de manutenção da taxa básica de juros desde março de 2022, quando a instituição deu início ao ciclo. Ao todo, o Fomc, comitê de política monetária do Federal Reserve, aumentou a taxa em cinco pontos percentuais na taxa básica de juros americana em dez reuniões seguidas.
Selic
Valor Econômico reporta que o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, voltou a dizer que “não há nenhuma razão” que explique a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic num patamar alto.
Substituição tributária
No Valor Econômico, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse ontem que o governo trabalhará para manter no escopo da reforma tributária a chamada “substituição tributária”.
Alckmin falou sobre o tema após o presidente Lula se reunir com alguns dos principais empresários que representam o varejo no país.
Falta de empenho
Valor Econômico publica entrevista com o governador do Rio Grande do Sul e presidente do PSDB, Eduardo Leite, que critica suposta falta de empenho do presidente Lula em conduzir a reforma tributária.
“A reforma tributária tem sido até aqui a reforma da burocracia da máquina pública, liderada com esforço pelo Bernard Appy, um técnico respeitável, e tantos outros, como o próprio ministro [da Fazenda, Fernando Haddad]”, avaliou Leite.
Para o governador, o arcabouço fiscal também é “insuficiente” e ainda atacou a ideia de mudança no marco do saneamento. |