Serviços
Dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada ontem pelo IBGE, mostram que o setor encolheu 1,2% em outubro, na comparação com setembro, feito o ajuste sazonal. É a maior queda para o mês desde 2016, quando recuou 1,5%. A expectativa era de uma perda menor, de 0,2%.
Na comparação com outubro de 2020, o indicador teve alta de 7,5%, por causa da baixa base de comparação. No ano, o setor avança 11%; em 12 meses, sobe 8,2%.
Na média, o nível de atividade dos serviços está 2,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). Algumas atividades, porém, ainda não recuperaram esse patamar, como os serviços às famílias, a única a registrar alta em outubro (2,7% ante setembro). As outras quatro atividades, ligadas às empresas, caíram.
Na leitura do Valor, o desempenho foi decepcionante em outubro e aponta para uma provável queda do PIB no quarto trimestre. Se confirmada, seria a terceira retração trimestral consecutiva da economia brasileira.
Meios de pagamento
Manchete do Valor destaca que o Pix conquistou um espaço importante no comércio brasileiro e tende a crescer nas vendas do setor, segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) com 500 varejistas em todas as regiões do país.
Para 50% dos entrevistados, o dinheiro ainda é o meio de pagamento favorito dos comerciantes, seguido por cartão de débito (18,4%). Já o Pix ocupa a terceira posição (15,6%), à frente de modalidades mais consolidadas, como boleto bancário (4,6%).
Excluindo grandes varejistas, o favoritismo foi ainda maior. Entre pequenos e médios comerciantes, o dinheiro foi o preferido (53%), mas o Pix empatou com o cartão de débito, ambos citados por 16%.
Fast-food
Reportagem no Valor mostra que a inflação do fast-food chegou a 8,7% em outubro, puxada pela escalada no valor dos insumos e do papelão para embalagens.
Segundo dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB), em outubro houve um aumento nominal de 5,3% nas vendas em relação a igual mês de 2019. Nesse intervalo, a alta nos preços no segmento foi superior, atingindo 14,7%. Portanto, há queda real nas vendas de 9,4%, mostra a pesquisa com associados. Em relação a outubro de 2020, a alta nas vendas é de 22%.
Moda
Valor Econômico afirma que o forte avanço da vacinação entre a população adulta tem ajudado as vendas do setor de moda. Mas o cenário macroeconômico deteriorado e o aumento dos juros trazem incertezas para a continuidade dessa trajetória em 2022.
Em 2020, o varejo vendeu 5,5 bilhões de peças de roupas, meias e acessórios, abaixo dos 6,4 bilhões de 2019. Neste ano, a estimativa da IEMI – Inteligência de Mercado é de aumento de 15,1% em volume, somando algo na casa de 6,3 bilhões.
Black Friday
O Globo informa que o Procon-RJ notificou as empresas Amazon, B2W (Americanas.com) e Philips por irregularidades em ofertas na Black Friday. As empresas poderão sofrer multa de até R$ 10 milhões. |