Monitor – 15 a 18 de abril de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
15 a 18/04/22 | nº 635 | ANO IV |  www.cnc.org.br

Bom Dia Brasil (TV Globo, 15/04) informou que o reajuste dos combustíveis teve impacto forte no preço do frete. Setores do comércio que dependem do transporte para entregar mercadorias já estão repassando parte do aumento. A estimativa da CNC é de que, em um curto prazo, o preço do transporte das mercadorias fique 5% mais caro. De acordo com a Confederação, de 2007 e 2021, as despesas totais do varejo cresceram 355%. Já os gastos com frete subiram mais de 500%. “A capacidade que o combustível tem de contaminar o preço de mercadoria e serviços é muito alto. Por conta dessa oscilação frequente no preço dos combustíveis, essa velocidade de repasse aumentou muito nos últimos meses”, afirmou Fábio Bentes, economista da CNC. Ainda segundo a entidade, as vendas pela internet vêm crescendo a cada ano. Em 2019, correspondiam a 4% de todo o comércio. Já no último ano, equivalem a 10% do total.

Jornal da GNews (Globo News, 15/04) acrescentou que as vendas no comércio no Brasil cresceram pelo segundo mês seguido. Os números foram divulgados nessa quarta pelo IBGE. Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, considera esse crescimento do primeiro trimestre, ainda fraco. Até porque a base de comparação é ruim, mas afirma que já estivemos em situação pior.

CNN Sábado Tarde (CNN Brasil, 16/04) registrou que a importação de chocolates já cresceu 8% neste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. E o comércio de ovos de Páscoa prevê um salto na receita. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, a expectativa é que a valorização do real em relação ao dólar gere esse “bota-fora” no mercado.

Valor Econômico publica artigo do advogado tributarista Caio César Nader Quintella sobre a ADI 2446, proposta pela CNC. Dispositivo questiona permissão às autoridades tributárias para desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária.

Reformas
O Globo
 (17/04) entrevistou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que afirma não haver perspectiva (de aprovação) da reforma tributária, a PEC 110, no Senado nem da reforma administrativa na Câmara.

Sobre os preços dos combustíveis, Lira alega que o Congresso não tem “medida mágica para baixar o dólar ou o petróleo do dia para a noite”. Para ele, a Petrobras “não se preocupa com ninguém e não investe para ninguém”.

Crédito
Valor Econômico
 relata que o crédito a pessoa jurídica entre 2020 e 2021 teve como um dos seus destaques o crescimento das operações às micro e pequenas empresas. A expansão acumulada da carteira chegou a 94,7% no período, para R$ 363,9 bilhões, segundo levantamento da Febraban.De acordo com o estudo, o crédito destinado para as MPEs ganhou participação na carteira total de pessoa jurídica, saindo de 13,2% em 2019 para 19,7% em 2021

O crédito geral para pessoa jurídica teve expansão de 34,6% na pandemia, enquanto para pessoa física o saldo avançou 35,2%. O crédito bancário para grandes empresas cresceu bem menos, com muitas delas acessando os mercados de capitais, e o que puxa a média final de PJ para baixo. O crédito total no Brasil subiu 35,0% nesse período.

FGTS
Folha de S.Paulo
 informa que a Caixa começa a liberar, na quarta (20), o saque extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS aos trabalhadores com saldo no fundo. Os pagamentos vão até 15 de junho, conforme o mês de nascimento do profissional. Neste mês, serão feitos somente dois lotes de depósitos, para nascidos em janeiro, que recebem no dia 20, e para os que fazem aniversário em fevereiro, que receberão em 30 de abril. As liberações são às quartas e aos sábados.

Investimentos
O Estado de S. Paulo
 veicula que o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou ontem série de compromissos em Washington, nos Estados Unidos, para vender a ideia de que o Brasil é um “porto seguro” para receber investimentos.

Em reuniões de ministros de finanças no G20, serão discutidos os riscos para a economia global, sob efeitos econômicos da guerra da Ucrânia e da pandemia de covid-19, com a interrupção das cadeias globais.

Os ministros ainda discutirão a segurança energética e alimentar dos países, a crise da dívida e a falta de recursos das nações na identificação, enfrentamento e tratamento de potenciais futuras pandemias.

Juros
Na Folha de S.Paulo (17/04), empresários que apoiaram Jair Bolsonaro reclamaram, nos bastidores, que a alta dos juros reduziu o retorno financeiro dos grupos, comprometendo planos futuros de expansão.

Eles avaliaram que os juros baixos eram uma das poucas vantagens de Bolsonaro na economia diante da implosão da agenda liberal.

Em nota, a Federação das Indústrias de São Paulo afirma que “os altos juros cobrados no Brasil são um problema estrutural e um dos principais entraves para a atividade econômica, o crescimento do país e o progresso social”.

Inflação 1
Manchete em O Estado de S. Paulo (16/04) revelou que o choque de preços que levou a inflação em março a 1,62%, a maior para o mês em 28 anos, e a dos últimos 12 meses a 11,30% provocou perda abrupta de conquistas de consumo dos brasileiros desde o Plano Real.

A reportagem pontuou que itens que haviam ficado mais acessíveis nos últimos anos deixam a lista de compras de parte da população – exemplo mais visível de uma situação de perda de renda, desemprego elevado e custos mais altos.

Inflação 2
Manchete em O Globo (17/04) mostrou que jovens entre 20 e 30 anos enfrentam pela primeira vez inflação alta, prolongada e dispersa entre os preços de vários produtos e serviços do cotidiano.

IPCA acumulado em 12 meses atingiu 11,3% em março, sétimo mês consecutivo em dois dígitos. Isso não ocorria desde o surto inflacionário entre novembro de 2002 e novembro de 2003, sob influência do dólar.

O cenário de carestia se repete marcado pelo alto desemprego, cuja taxa ficou em 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, patamar próximo ao de 2016, e o rendimento médio foi de R$ 2.511, o menor da série histórica para o mesmo trimestre.

Pandemia
Imprensa relata que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na noite deste domingo (17), em cadeia de rádio e TV, que o governo irá publicar nos próximos dias um ato normativo colocando fim na emergência sanitária provocada pela Covid-19. Em sua fala, o ministro destacou investimentos federais na pandemia e prestou solidariedade às vítimas da doença.

Guerra
Manchete em O Estado de S. Paulo (17/04) avançou sobre efeitos da guerra na Ucrânia sobre os preços do petróleo e dos alimentos, criando onda de instabilidade mundial.

O conflito impactou um quarto do comércio mundial de trigo, um quinto do mercado de milho e 12% de todas as calorias comercializadas globalmente, acirrando risco de insegurança alimentar.

No Brasil, a alta dos combustíveis trazida pela disputa se mistura à escassez de fertilizantes e pressiona a inflação, principalmente dos alimentos.

Salário mínimo
Imprensa relatou em 15/04 que o governo prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.294 em 2023, alta de 6,7% em relação a 2022. Se o valor for confirmado, esse será o quarto ano seguido sem aumento real.  O valor para o salário mínimo cobre apenas o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), voltado à inflação sentida pelos brasileiros de menor renda. A projeção do governo é que o índice termine 2022 em 6,7%.

Petrobras
Principais jornais destacaram na sexta-feira (15) que, em sua cerimônia de posse, o novo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, defendeu ontem como “necessária” para o país a prática de preços de mercado de combustíveis, alvo de críticas na oposição e no próprio governo.

“A prática de preços de mercado é condição necessária para criação de um ambiente de negócios competitivos, para a atração de investimentos, para ampliação da infraestrutura do país e para a garantia do abastecimento”, afirmou.

Carnaval
Reportagem da Folha de S.Paulo conta que, após um ano de cancelamento em razão da pandemia, a retomada dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro gera impactos que não ficam restritos aos limites da Marquês de Sapucaí.

O Carnaval atípico de 2022, que será celebrado no feriadão de Tiradentes, também volta a movimentar parte dos setores da economia carioca que dependem da folia. É o caso das lojas que vendem insumos para confecção das fantasias das escolas ou dos hotéis, bares e restaurantes que aguardam a chegada dos turistas para a festa deste mês.

Já o setor hoteleiro espera que o retorno da Sapucaí gere uma espécie de bônus, segundo Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO (Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro). “É uma extensão da alta temporada”, diz.

Segundo o dirigente, a ocupação dos quartos da rede hoteleira carioca costumava girar em torno de 60% nos feriados de Tiradentes. Com o incremento do Carnaval, a projeção é de uma taxa próxima de 85% neste ano. A alta deve ser puxada pelo desembarque de turistas brasileiros.

No período tradicional da folia, em fevereiro, a ocupação na cidade foi de 84%, conforme Lopes.

O ramo de bares e restaurantes do Rio também fala em um alívio com o retorno dos desfiles. “Nosso setor é muito ligado ao turismo. Costuma ter alta na demanda quando há aumento de visitantes na cidade”, afirma Pedro Hermeto, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) no Rio de Janeiro.

Ele projeta um incremento nominal — sem levar em conta a inflação — de 20% a 25% na receita do setor, em média, em relação a outros feriados de Tiradentes. “A inflação vai pegar uma parte disso.”

A previsão de maior demanda, segundo o dirigente, vem em um momento no qual bares e restaurantes tentam recuperar as perdas da pandemia e são afetados pela alta dos custos de operação.”É um alívio. A gente vem observando um aumento no fluxo de clientes de maneira geral. Mas boa parte do dinheiro que entra é mordida pelo passivo criado na pandemia”, pondera.

Pix
O Globo
 (16/04) contou que o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem aos consumidores obterem dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais em vez de caixas eletrônicos, somaram R$ 17,7 milhões em março, 37 vezes o que movimentaram em dezembro, quando foram lançados.

Instituições financeiras se anteciparam ao Banco Central e já oferecem parcelamento de compras pagas via Pix com juros de consignado, mais baixos que os dos cartões de crédito.

Bolsonaro
A participação do presidente Jair Bolsonaro em motociata em São Paulo foi um dos principais assuntos abordados no noticiário do sábado (16).

Manchete da Folha de S.Paulo destacou que após o evento, Bolsonaro criticou acordo entre TSE e WhatsApp para lançar recurso de comunidades apenas após o segundo turno das eleições. “Inadmissível e inaceitável”, declarou o presidente em discurso aos participantes. Ele classificou o acordo como censura, e disse que não será cumprido.

Levantamento de O Globo calcula que com um aparato de 1.900 policiais militares em um percurso de 130 quilômetros, o passeio deve custar ao menos R$ 1 milhão aos cofres públicos.

MEC
Na sexta-feira (15), noticiário destacou denúncias envolvendo pastores evangélicos acusados de operarem um gabinete paralelo no Ministério da Educação. Manchetes em O Globo e O Estado de S. Paulo apontam que após se negar a divulgar informações, o Gabinete de Segurança Institucional revelou que o pastor Arilton Moura esteve 35 vezes no Planalto desde 2019. Já Gilmar Santos esteve em dez ocasiões no mesmo período, sendo seis dessas visitas ocorridas após a abertura de investigação pela Controladoria-Geral da União. Os dois são investigados por supostamente liberarem verbas no MEC mediante o recebimento de propina.

O dólar comercial fechou quinta-feira em alta de 0,16%, cotado a R$ 4,69. Euro caiu 0,39%, chegando a R$ 5,08. A Bovespa operou com 116.181 pontos, queda de 0,51%. Risco Brasil em 283 pontos. Dow Jones caiu 0,33% e Nasdaq teve queda de 2,14%.

Valor Econômico
Incertezas reduzem fôlego de fusões e aquisições neste ano

O Estado de S. Paulo
Com PSDB e MDB divididos, disputa na terceira via é marcada por traições

Folha de S.Paulo
Codevasf tem obra parada e indícios de fraude em série

O Globo
Senado vai investigar áudios do STM sobre tortura

Correio Braziliense
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