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Reformas
O Globo (17/04) entrevistou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que afirma não haver perspectiva (de aprovação) da reforma tributária, a PEC 110, no Senado nem da reforma administrativa na Câmara.
Sobre os preços dos combustíveis, Lira alega que o Congresso não tem “medida mágica para baixar o dólar ou o petróleo do dia para a noite”. Para ele, a Petrobras “não se preocupa com ninguém e não investe para ninguém”.
Crédito
Valor Econômico relata que o crédito a pessoa jurídica entre 2020 e 2021 teve como um dos seus destaques o crescimento das operações às micro e pequenas empresas. A expansão acumulada da carteira chegou a 94,7% no período, para R$ 363,9 bilhões, segundo levantamento da Febraban.De acordo com o estudo, o crédito destinado para as MPEs ganhou participação na carteira total de pessoa jurídica, saindo de 13,2% em 2019 para 19,7% em 2021
O crédito geral para pessoa jurídica teve expansão de 34,6% na pandemia, enquanto para pessoa física o saldo avançou 35,2%. O crédito bancário para grandes empresas cresceu bem menos, com muitas delas acessando os mercados de capitais, e o que puxa a média final de PJ para baixo. O crédito total no Brasil subiu 35,0% nesse período.
FGTS
Folha de S.Paulo informa que a Caixa começa a liberar, na quarta (20), o saque extraordinário de até R$ 1.000 do FGTS aos trabalhadores com saldo no fundo. Os pagamentos vão até 15 de junho, conforme o mês de nascimento do profissional. Neste mês, serão feitos somente dois lotes de depósitos, para nascidos em janeiro, que recebem no dia 20, e para os que fazem aniversário em fevereiro, que receberão em 30 de abril. As liberações são às quartas e aos sábados.
Investimentos
O Estado de S. Paulo veicula que o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou ontem série de compromissos em Washington, nos Estados Unidos, para vender a ideia de que o Brasil é um “porto seguro” para receber investimentos.
Em reuniões de ministros de finanças no G20, serão discutidos os riscos para a economia global, sob efeitos econômicos da guerra da Ucrânia e da pandemia de covid-19, com a interrupção das cadeias globais.
Os ministros ainda discutirão a segurança energética e alimentar dos países, a crise da dívida e a falta de recursos das nações na identificação, enfrentamento e tratamento de potenciais futuras pandemias.
Juros
Na Folha de S.Paulo (17/04), empresários que apoiaram Jair Bolsonaro reclamaram, nos bastidores, que a alta dos juros reduziu o retorno financeiro dos grupos, comprometendo planos futuros de expansão.
Eles avaliaram que os juros baixos eram uma das poucas vantagens de Bolsonaro na economia diante da implosão da agenda liberal.
Em nota, a Federação das Indústrias de São Paulo afirma que “os altos juros cobrados no Brasil são um problema estrutural e um dos principais entraves para a atividade econômica, o crescimento do país e o progresso social”.
Inflação 1
Manchete em O Estado de S. Paulo (16/04) revelou que o choque de preços que levou a inflação em março a 1,62%, a maior para o mês em 28 anos, e a dos últimos 12 meses a 11,30% provocou perda abrupta de conquistas de consumo dos brasileiros desde o Plano Real.
A reportagem pontuou que itens que haviam ficado mais acessíveis nos últimos anos deixam a lista de compras de parte da população – exemplo mais visível de uma situação de perda de renda, desemprego elevado e custos mais altos.
Inflação 2
Manchete em O Globo (17/04) mostrou que jovens entre 20 e 30 anos enfrentam pela primeira vez inflação alta, prolongada e dispersa entre os preços de vários produtos e serviços do cotidiano.
IPCA acumulado em 12 meses atingiu 11,3% em março, sétimo mês consecutivo em dois dígitos. Isso não ocorria desde o surto inflacionário entre novembro de 2002 e novembro de 2003, sob influência do dólar.
O cenário de carestia se repete marcado pelo alto desemprego, cuja taxa ficou em 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, patamar próximo ao de 2016, e o rendimento médio foi de R$ 2.511, o menor da série histórica para o mesmo trimestre.
Pandemia
Imprensa relata que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na noite deste domingo (17), em cadeia de rádio e TV, que o governo irá publicar nos próximos dias um ato normativo colocando fim na emergência sanitária provocada pela Covid-19. Em sua fala, o ministro destacou investimentos federais na pandemia e prestou solidariedade às vítimas da doença.
Guerra
Manchete em O Estado de S. Paulo (17/04) avançou sobre efeitos da guerra na Ucrânia sobre os preços do petróleo e dos alimentos, criando onda de instabilidade mundial.
O conflito impactou um quarto do comércio mundial de trigo, um quinto do mercado de milho e 12% de todas as calorias comercializadas globalmente, acirrando risco de insegurança alimentar.
No Brasil, a alta dos combustíveis trazida pela disputa se mistura à escassez de fertilizantes e pressiona a inflação, principalmente dos alimentos.
Salário mínimo
Imprensa relatou em 15/04 que o governo prevê que o salário mínimo suba para R$ 1.294 em 2023, alta de 6,7% em relação a 2022. Se o valor for confirmado, esse será o quarto ano seguido sem aumento real. O valor para o salário mínimo cobre apenas o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), voltado à inflação sentida pelos brasileiros de menor renda. A projeção do governo é que o índice termine 2022 em 6,7%.
Petrobras
Principais jornais destacaram na sexta-feira (15) que, em sua cerimônia de posse, o novo presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, defendeu ontem como “necessária” para o país a prática de preços de mercado de combustíveis, alvo de críticas na oposição e no próprio governo.
“A prática de preços de mercado é condição necessária para criação de um ambiente de negócios competitivos, para a atração de investimentos, para ampliação da infraestrutura do país e para a garantia do abastecimento”, afirmou.
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