Monitor – 15 a 17 de janeiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
15 a 17/01/22 | nº 574 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem da Folha de S.Paulo (15/01) sobre o desempenho do setor varejista em novembro trouxe análise do economista Fabio Bentes, da CNC: “O ritmo da retomada é lento. Aquela expectativa de recuperação em V não é bem assim. Em um primeiro momento, as vendas até reagiram, mas, no caso do comércio, a inflação mais alta costuma levar o consumo das famílias para itens essenciais”, avalia.

Correio Braziliense (15/01) trouxe dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, que indica que o volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 0,6% em novembro de 2021. Mesmo com esse resultado, mais da metade das atividades apresentou desempenho negativo no período . No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos 12 meses, crescimento de 1,9%.

O resultado de novembro veio acima da expectativa da CNC, que projetava estabilidade em relação a outubro. A entidade avalia que o aumento da circulação de consumidores permitiu a reação do setor, após as duas ondas da pandemia se mostrarem próximas ao esgotamento. No entanto, o cenário não deve se repetir nos próximos meses.

“Na semana que antecedeu o Natal, a média semanal de fluxo de consumidores chegou a superar em 20% o nível pré-pandemia”, apontou a Confederação. “Contudo, a rápida disseminação da variante ômicron e a natural desaceleração das compras após as festas de fim de ano passaram a constituir um cenário desafiador para o setor no início de 2022.”

Segundo a CNC, além do ritmo intenso dos reajustes no atacado e da incapacidade de repasse integral das altas de preços ao consumidor final, somam-se ao cenário de piora das condições de consumo o encarecimento do crédito e a letargia do mercado de trabalho.

Jornal da Globo (TV Globo, 14/01) ressaltou que, mesmo com a melhora do comércio, o momento difícil da economia afetou o modelo de consumo para meses de novembro. Com a inflação alta elevando a taxa básica de juros, além do desemprego, a CNC reduziu a expectativa de aumento das vendas neste ano. Nesse início de 2022, as consequências da variante Ômicron ameaçam o desempenho principalmente das atividades mais presenciais.

Editorial do Correio Braziliense avalia que, faltando menos de oito meses para as eleições, pouco sabem os brasileiros sobre as propostas dos pré-candidatos a presidente, governador, senador, deputados federal e estadual.

Texto faz análise da situação econômico afirma que estudo da CNC revela dado preocupante: queda de 7,1% da movimentação de consumidores no varejo e no setor de serviços durante a primeira semana de janeiro.

Em reportagem sobre a inflação dos pets, O Estado de S. Paulo (16/01) trouxe declaração do economista da CNC Fábio Bentes: “Em anos anteriores, tivemos esses preços de itens voltados para pets subindo menos do que a inflação geral do País”. Ele destacou que o preço da comida para pets subiu acima da alimentação doméstica.

IR
O Estado de S. Paulo
 (15/01) informou que o presidente Jair Bolsonaro pediu ao Ministério da Economia uma solução para a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

O jornal lembrou que, durante a campanha eleitoral, o presidente prometeu corrigir a faixa de isenção para cinco salários mínimos (hoje, R$ 6.060).

Benefício social
Folha de S.Paulo 
(16/01) afirmou que, com o fim do pagamento do auxílio emergencial, cerca de 27 milhões de famílias ficaram sem ajuda do governo e fora do novo programa de transferência de renda, o Auxilio Brasil. Esse impacto é observado com força nas cidades que sentiram os efeitos do auxílio emergencial, embora tivessem uma cobertura menor do Bolsa Família.

Em 1.036 municípios do país, 75% ou mais da população que teve acesso a algum desses benefícios ao longo de 2021 ficou sem atendimento.

Pandemia
Manchete na Folha de S.Paulo traz que o Datafolha indica que a maioria dos brasileiros (79%) é a favor da imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19, enquanto 17% são contra.

O Brasil registrou ontem mais 31,6 mil novos casos de covid-19, chegando a 23 milhões de diagnósticos confirmados desde o início da pandemia, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa.
Com isso, a média móvel de casos nos últimos sete dias foi a 69.235 – a maior desde o dia 27 de junho do ano passado (70.103). Em comparação à média de 14 dias atrás, houve aumento de 721%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

Combustíveis
No sábado, jornais informaram que o Comitê Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz) confirmou o descongelamento do ICMS sobre combustíveis no dia 31 de janeiro.

Hoje, na Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), culpou o Senado e governadores pelos preços dos combustíveis, em publicação nas redes sociais ontem. Ele disse que os chefes dos Executivos estaduais cobram soluções com foco nas eleições.

O parlamentar lembrou que a Câmara chegou a aprovar uma proposta que alterava regras para a mudança da cobrança do ICMS, engavetada pelos senadores.

Comércio
Com foco na economia, manchete de O Estado de S. Paulo traz o impulsionamento das vendas on-line durante o isolamento, conforme estudo da Canuma Capital.

No ano passado, o e-commerce faturou R$ 260 bilhões – R$ 84 bilhões a mais que os shoppings (R$ 175 bilhões). Já os outlets superaram as expectativas.

Shoppings 
Reportagem complementar do Estadão traz que, para o especialista no setor de varejo e sócio da Varese Retail, Alberto Serrentino, o fato de o comércio eletrônico ter ultrapassado as vendas dos shoppings não é motivo de grande preocupação para o setor. Segundo ele, os shoppings já estão em rota de atingirem o mesmo resultado pré-pandemia. O tombo das vendas ao longo dos últimos anos, lembra, foi um efeito direto do período de restrições mais duras. Além disso, segundo ele, o e-commerce já vinha com uma taxa de crescimento maior mesmo antes da pandemia.

Bares e restaurantes
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
relata que o setor de bares e restaurantes da capital paulista corre para tentar evitar a reativação das restrições de atendimento impostas em diversos momentos desde o início da pandemia.

Uma das medidas adotadas nos últimos dias é a exigência do comprovante de vacinação. O passaporte vacinal chegou a ser anunciado em São Paulo, mas ficou opcional na capital. Em cidades da região Nordeste, a exigência levou a uma “confusão tremenda”, disse Leandro Menezes, da Abrasel (associação de bares e restaurantes) na Bahia.

BR Malls
O Estado de S. Paulo e O Globo 
(15/01) informaram que a BR Malls disse que seu conselho de administração decidiu, por unanimidade, recusar a proposta não vinculante de fusão enviada pela rival Aliansce Sonae. A BR Malls diz que a proposta “subavalia, consideravelmente, o valor econômico justo” da companhia e de seu portfólio de ativos, não atendendo aos melhores interesses dos acionistas.

Hoje, chamada de capa no Valor Econômico avança que, apesar de a BR Malls rechaçar a proposta de fusão com a Aliansce, fontes ligadas às companhias garantem que a negociação não acabou. Segundo o veículo, os assessores financeiros continuaram em contato após a recusa.

Reajustes
O Globo 
(16/01) contou que os funcionários da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário são um dos poucos grupos do setor público que tiveram aumento real na renda nos últimos dez anos. Descontada a inflação do período, tiveram avanço no poder de compra de 7%.

Entre 2012 e 2021, só militares e professores conseguiram manter os salários protegidos da inflação, com ganho de 12% em termos reais. No mesmo período, os outros servidores federais viram a sua renda real encolher 5%. No Judiciário, a defasagem é de 11%. Quem trabalha no setor privado perdeu 2%.

CNMP
O Estado de S. Paulo 
evidencia que advogados alinhados a Luiz Inácio Lula da Silva e contrários à Operação Lava Jato propõem mudanças nos Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a adoção do juiz de garantias. Segundo o eles, as pautas são uma reação a “abusos” da força-tarefa do MPF.

Lula
Folha de S.Paulo 
(15/01) relatou que, reunido com economistas que integram o núcleo de acompanhamento de políticas públicas da Fundação Perseu Abramo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta ontem, que o mercado financeiro não deve ditar o debate econômico no país e não podem se sobrepor aos problemas que afligem a população.

Lula aponta fome, desemprego, inflação, saúde e educação como pautas prioritárias e inclui a defasagem salarial como problema a ser enfrentado. Ainda segundo participantes, Lula afirmou que o PT já provou que tem responsabilidade fiscal.

PT
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado federal Rui Falcão, coordenador da campanha de Lula em 1994, afirma que Geraldo Alckmin (sem partido), com suas “posições ultraconservadoras”, representa uma contradição com o PT. Falcão defende o combate ao desemprego e à inflação, com ampliação do investimento do Estado.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 0,29%, cotado a R$ 5,51. Euro caiu 0,73%, chegando a R$ 6,29. A Bovespa operou com 106.927 pontos, alta de 1,33%. Risco Brasil em 336 pontos. Dow Jones caiu 0,56% e Nasdaq teve alta de 0,59%.
Valor Econômico
Número de operadoras de saúde cai 47% e aumenta concentração

O Estado de S. Paulo
Vendas online batem as dos shoppings centers na pandemia

Folha de S.Paulo
79% dos brasileiros são a favor de vacinar crianças

O Globo
Estados apostam em aulas de reforço e ações contra evasão

Correio Braziliense
Vacinação começa com filas e muita emoção

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