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Mercado financeiro
Principais jornais relatam que Wall Street viveu ontem seu pior pregão em mais de dois anos, em um dia de perdas que não se viam desde os tempos iniciais da pandemia. Os dados de inflação ao consumidor de agosto nos EUA vieram mais fortes do que o esperado e, pela primeira vez, o mercado passou a apostar na possibilidade de o Fed subir sua taxa referencial em 1 ponto percentual na semana que vem.
O índice S&P 500 perdeu 4,32%, para 3.932,69 pontos, e o Dow Jones fechou em queda de 3,94%, a 31.104,97 pontos. Quem mais sentiu o risco de a alta de juros se aprofundar nos EUA foi o Nasdaq, que desabou, para encerrar com desvalorização de 5,16%, a 11.633,57 pontos.
Na esteira de Nova York, os mercados globais terminaram no vermelho. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,3%, aos 110.793 pontos, enquanto os juros futuros dispararam e o dólar subiu 1,79%, para R$ 5,187. A Europa, apesar de fechar mais cedo e não acompanhar a piora mais forte do mercado, não escapou das perdas. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve recuo de 1,55%. O FTSE 100, de Londres, recuou 1,17%, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,59%, e o CAC 40, de Paris, 1,39%.
O dólar também foi bastante impulsionado e encerrou o pregão em forte alta de 1,79% ante o real, a R$ 5,1874.
Desmatamento
No Valor Econômico, analistas opinam que posição adotada pelo Parlamento Europeu sobre uma regulamentação visando produtos “zero desmatamento” impactará nas relações da Europa comunitária com o Brasil.
O Parlamento aprovou ontem regras que suspendem a compra de produtos vindos de áreas de desmatamento. A lista atualizada, discutida desde o fim do ano passado, incluiu, entre as commodities, borracha, carvão vegetal e papel.
Folha de S.Paulo avança em frente semelhante.
Etanol
Folha de S.Paulo relata que o corte de impostos sobre combustíveis promovido pelo governo apertou as margens de lucro do etanol e deve levar as usinas a evitar o biocombustível e se concentrar no açúcar.
Segundo especialistas em açúcar e etanol, os lucros com as vendas de etanol de cana caíram tanto em comparação com os do açúcar que as usinas brasileiras vão mudar o máximo possível para a produção de açúcar à medida que a safra entrar na segunda etapa.
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