Reforma tributária
O Estado de S. Paulo assinala que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que a perspectiva do governo é de que a proposta de reforma tributária seja votada entre junho e julho na Câmara e entre setembro e outubro no Senado.
Haddad afirmou que os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tiveram compromisso com a transição de governo e terão “protagonismo essencial” no andamento da reforma tributária.
Ele também garantiu que não pretende usar a reforma para fazer mudanças no Simples e ressaltou que o governo não trabalha com a ideia de recriar um imposto nos moldes da antiga CPMF.
Valor Econômico acrescenta que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), preferiu ontem não cravar prazo para a votação da reforma tributária, mas apontou que pretende colocá-la em pauta ainda no primeiro semestre.
“Esperamos votar no primeiro semestre para submeter ao Senado no segundo semestre”, confirmou o parlamentar. Atualmente, o texto da reforma está em análise pelo grupo criado na Casa, que tem 12 deputados.
ISS
Correio Braziliense registra que a Frente Nacional de Prefeitos, em evento iniciado ontem, levantou debate contra a intenção do governo federal de acabar com o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que é municipal.
A reportagem cita que o secretário especial do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, defende abolir a arrecadação.
consignado do INSS
Principais jornais relatam que o CNPS aprovou ontem uma redução da taxa de juros para os empréstimos consignados contratados por aposentados e pensionistas do INSS. O novo limite será de 1,70% por mês, para um número estimado de 37 milhões de segurados. Na prática, esse será o limite autorizado para as instituições financeiras realizarem a cobrança dos juros na folha de pagamento dos que solicitaram os empréstimos. Até então, o patamar mensal estava definido em 2,14%.
O colegiado também aprovou redução para os juros no cartão de crédito consignado. O novo teto será de 2,62%. O valor até agora estava fixado em 3,06%. O Conselho conta com representantes do governo, aposentados, empresas e trabalhadores.
Desenrola
Valor Econômico conta que a medida provisória que criará o Desenrola permitirá que os bancos usem créditos tributários para atender os inadimplentes com faixa de renda acima de dois salários mínimos. Nos números informados pelo ministro Fernando Haddad há R$ 430 bilhões negativados, ou seja, em dívidas bancárias e não-bancárias cujo pagamento está atrasado, em 72 milhões de CPFs.
Como a faixa até dois salários mínimos com a qual o Desenrola trabalha é de R$ 50 bilhões devidos por 37 milhões de CPFs, segundo dados da Fazenda, todo o restante, supostamente, seria elegível a ser renegociado com o abatimento do crédito tributário. A estimativa, feita a partir de balanços de bancos, é de as instituições financeiras acumulem R$ 150 bilhões que poderiam vir a entrar nessa negociação.
SVB
A crise bancária nos Estados Unidos — marcada pelo colapso do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank — é destaque nas manchetes de Folha de S.Paulo e Valor Econômico. Ambos abordam a possibilidade de fim do ciclo de alta dos juros nos EUA, medida já considerada por agentes do mercado.
Além desse ponto, a Folha destaca que o presidente dos EUA, Joe Biden, foi à TV ontem pedir ao público confiança no sistema bancário e prometeu regras mais rígidas para evitar novas quebras.
O Valor aborda o assunto de forma semelhante e sublinha que, no mercado local, os reflexos da turbulência nos EUA levaram os agentes a crer em uma possível queda da taxa básica de juros brasileira, a Selic, antes do previsto.
Bolsas
O Globo expõe que após o colapso dos bancos Silicon Valley Bank (SVB) e Signature Bank, mercados financeiros globais operaram ontem com forte volatilidade. O texto cita expectativa de altas menores de juros nos países ricos, especialmente nos Estados Unidos.
Conforme a reportagem, isso poderia ter efeitos inclusive no Brasil, permitindo ao Banco Central (BC) antecipar o corte da Selic.
Para analistas, todavia, o BC ainda vai considerar ainda outras variáveis, como o comportamento do câmbio, a apresentação de um arcabouço fiscal crível e a evolução do processo desinflacionário.
Folha de S.Paulo e Valor Econômico avançam em frente semelhante. |