Americanas
Manchetes em O Estado de S. Paulo, Valor Econômico, O Globo e Folha de S. Paulo destacam que a Americanas admitiu que o rombo de R$ 20 bilhões omitido de seus balanços se deveu a fraudes intencionais, abandonando o discurso das “inconsistências contábeis” adotado desde que o escândalo veio à tona.
Em comunicado ao mercado, a companhia culpou diretamente sete ex-executivos pelo esquema. Ouvido pela CPI sobre o caso na Câmara, o atual CEO da varejista, Leonardo Coelho Pereira, detalhou o passo a passo da fraude, que incluía falsificação de assinaturas, e apresentou documentos indicando que as auditorias contratadas pela Americanas, KPMG e PwC, ajudaram na maquiagem.
Folha de S.Paulo comenta que a existência de fraude em nos balanços da Americanas vai muito além dos R$ 20 bilhões em “inconsistências contábeis” apontados pelo ex-CEO da companhia, Sérgio Rial. A fraude beira os R$ 50 bilhões, segundo pessoas próximas às negociações dos bancos credores com a Americanas.
De acordo com o comunicado divulgado nesta terça, a Americanas revelou que havia fraude na suposta contratação de bônus junto à indústria. Esses lançamentos atingiram o saldo de R$ 21,7 bilhões em 30 de setembro de 2022, segundo o relatório.
Além disso, as operações de financiamento de compras — risco sacado, forfait ou confirming — somam R$ 18,4 bilhões e as operações de financiamento de capital de giro alcançam R$ 2,2bilhões, em números preliminares, diz o texto.
Valor aborda que a fraude ocorrida na Americanas, por meio de contratos de verba de propaganda cooperada, no valor de R$ 21,7 bilhões, envolve um esquema de criação de contratos totalmente “frios” de bonificação para a rede se apropriar, no seu resultado, da redução do chamado custo de mercadoria vendida (CMV).
A informação dada nesta terça-feira pela Americanas, em comunicado, fala em acordos de bonificação sem contrato com fornecedores, e “sem lastro”, ou seja, indica a existência de criação de verbas totalmente fictícias.
Em geral, pelos casos já noticiados no setor, essa manipulação de dados nas demonstrações podem envolver contratos completamente inventados ou manipulação do valor das verbas de acordos existentes. |