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ICMS 1
Manchete em O Globo destaca aprovação pelo Senado, na noite de ontem, do projeto que cria um teto de 17% para a alíquota do ICMS de combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo, classificando-os como produtos essenciais.
Após mudanças, o texto voltará a ser analisado pelos deputados, o que está previsto para ocorrer na próxima segunda-feira (20). O projeto é peça-chave de um pacote anunciado na semana passada para subsidiar o diesel até o fim do ano.
Estimativa do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), relator do projeto, apontam que as medidas reduzirão em R$ 1,65 o litro da gasolina e em R$ 0,76 o litro do óleo diesel.
ICMS 2
Ainda em O Globo, o Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda, horas antes da aprovação do teto do ICMS, propôs acordo para tentar reduzir perdas aos estados, pedindo compensação integral na arrecadação e implementação gradual do limite.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deu 24 horas para o governo federal, a Câmara e o Senado se manifestarem sobre a proposta.
Mendonça havia concedido liminar atendendo a um pedido de Jair Bolsonaro (PL) para que os estados adotem alíquota única de imposto.
Combustíveis 1
Valor Econômico reporta que Jair Bolsonaro cobrou agilidade na aprovação de projetos pelo Congresso que reduzem os impostos e visam a diminuição dos valores dos combustíveis para os consumidores finais.
A reportagem cita estimativa do presidente de que o teto do ICMS, somado ao corte de imposto federal, significará redução de aproximadamente R$ 2 no litro da gasolina e R$ 1 a cada litro de diesel.
Combustíveis 2
O Estado de S. Paulo repercute dados da ANP que apontam aumento de 0,4% no preço médio da gasolina comum para o consumidor, na semana passada em relação à anterior – o custo médio foi de R$ 7,247 por litro, na semana de 5 a 11 de junho.
Selic
O Estado de S. Paulo expõe que o Copom, em reunião que começa hoje, deve elevar a Selic em 0,50 ponto percentual – de 12,75% para 13,25% ao ano.
Para o mercado, o colegiado ainda não deve indicar uma data para o encerramento do ciclo de aperto monetário, devido à inflação e à intensificação dos riscos fiscais.
Mercado financeiro
Principais jornais relatam que investidores negociaram ontem sob o temor de que o descontrole da inflação global leve as principais potências econômicas à recessão. No Brasil, o dólar teve forte valorização de 2,48%, a R$ 5,1130, a maior cotação da moeda americana desde 12 de maio. O Ibovespa caiu 2,73%, a 102.598 pontos. Merecem destaque os tombos da Eletrobras (-2,20%), da Vale (-3,17%), da Petrobras (-1,28%) e do Itaú (-1,20%).
Os resultados domésticos refletiram o dia negativo no exterior. Na Bolsa de Nova York, o indicador de referência S&P 500 mergulhou 3,88%. O Dow Jones e o Nasdaq desabaram 2,79% e 4,68%, respectivamente. O mercado financeiro mundial permanece abalado pela inflação americana, cuja alta acima do previsto pode influenciar autoridades monetárias em todo o mundo a acelerar ainda mais suas respectivas taxas de juros.
Salário mínimo
Valor Econômico pontua que o salário mínimo deixou de ser suficiente para comprar uma cesta básica, mostrando como a inflação tem corroído o poder de compra de grande parte da população. Em maio, o valor da cesta divulgada pela Fundação Procon de São Paulo subiu 1,36%, para R$ 1.226,12, superando em R$ 14,12 o piso salarial do país, de R$ 1.212, destaca Fernando Montero, ex-secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica (SPE) do antigo Ministério da Fazenda, hoje na corretora Tullett Prebon.
Em janeiro, o salário mínimo teve um reajuste de mais de 10%, aumento já totalmente corroído pela inflação acumulada ao longo deste ano. Em dezembro de 2021, o conjunto de itens básicos custava R$ 1.088, R$ 12 a menos que o piso salarial então vigente, de R$ 1.100.
Com o reajuste de 10,2%, o mínimo aumentou para R$ 1.212 a partir de janeiro, o que fez o valor ficar R$ 112,02 superior ao da cesta básica da Fundação Procon-SP, reunindo itens de alimentação, limpeza e higiene pessoal. O levantamento é feito em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Balança comercial
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico informam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,9 bilhões em maio, menor resultado positivo para o mês desde 2019. O saldo é resultado de exportações que somaram US$ 29,6 bilhões em maio, uma alta de 8% na comparação com maio de 2021, menos US$ 24,7 bilhões em importações (35,5%).
O superávit em maio ficou 44,7% menor do que o registrado no mesmo mês de 2021, quando alcançou US$ 8,5 bilhões. No mês passado, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) avançou 18,3% e totalizou US$ 544 bilhões.
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