Monitor – 14 de julho de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo14/07/23 | nº 945 | ANO V |  www.cnc.org.br
Reportagem na Folha informa que associações ligadas ao turismo se preparam para propor mudanças ao Senado no trecho da reforma tributária que trata do setor. A queixa é que as alterações feitas de última hora na semana passada, após articulação dessas entidades, não atendem ao mercado de turismo como um todo, apenas uma parte.O setor se mobilizou de quarta a sexta-feira da semana passada na Câmara para propor um regime diferenciado para turismo e lazer, o que foi aceito pelo relator na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).Uma parte do setor foi contemplada pelas mudanças: serviços de hotelaria, parques de diversão e temáticos, bares e restaurantes, além da aviação regional. Companhias aéreas que operam voos em escala não regionalizada, agências de viagens, empresas de eventos e de transporte privado, por exemplo, ficaram de fora.Segundo a CNC, os segmentos de hotelaria e de parques de diversões, contemplados na reforma, respondem por 19% de toda a cadeia do turismo. Bares e restaurantes têm outras finalidades além de atender turistas, por isso não foram considerados nesse levantamento.O economista Guilherme Mercês, diretor de Economia e Inovação da CNC, é ouvido em reportagem de O Globo sobre o início do Desenrola. Para ele, o programa é importante para “abrir espaço no orçamento” das famílias com acesso ao crédito, especialmente nas de renda mais baixa. Ele lembra que o endividamento atual ainda é reflexo dos impactos da pandemia.Mercês pondera que a renegociação de dívidas tem potencial de impulsionar o consumo junto com o processo de retomada da atividade econômica, mas ressalta que é importante incluir dívidas com prestadores de serviços públicos e varejo.Correio Braziliense e TV Cultura repercutem a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin em evento da CNC. Ele se mostrou preocupado com a isenção de tributos federais para compras online de até 50 dólares. “Vamos buscar uma reforma de reverter esse efeito negativo, pois, realmente afeta o nosso comércio e a nossa indústria”, disse.Em nota com foto da presidente da CNC, José Roberto Tadros, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a coluna Capital S/A (Correio) conta que o Congresso manteve o presidente do Lula referente aos dispositivos que pretendiam direcionar 5% das contribuições do Sesc e do Senac para a Embratur. Tadros e os presidentes das 27 federações do comércio se reuniram ontem com Pacheco e agradeceram o apoio do Parlamento ao Sistema S.Reportagem na IstoÉ Dinheiro repercute os planos do Banco Mercantil de oferecer produtos digitais para o público acima de 50 anos. Texto cita que, segundo a CNC, a chamada economia prateada engloba quase 55 milhões de pessoas e movimenta mais de R$ 1,5 trilhão ao ano.
DesenrolaEstadão relata que o programa federal de renegociação de dívidas, batizado de Desenrola, terá início oficialmente na próxima segunda-feira, quando os bancos começam a limpar o nome de 1,5 milhão de consumidores negativados que devem até R$ 100.A primeira etapa também vai possibilitar a renegociação de dívidas bancárias de pessoas que têm renda de até R$ 20 mil mensais — não há limite para o valor das dívidas. Neste primeiro momento, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 50 bilhões de 30 milhões de brasileiros.Reforma tributáriaO ministro Fernando Haddad afirmou ontem que, ao longo do tempo, a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pode ficar em um patamar inferior a 25%, nível máximo defendido pelo Ministério da Fazenda, sem que isso leve a perda de arrecadação. Ele também revelou que ainda não foi procurado pelo presidente Lula para tratar das medidas de incentivo a produtos da linha branca. Haddad também defendeu “uma reforma um pouquinho mais enxuta” do que o texto aprovado pela Câmara, “com menos excepcionalidades”. IPCAReportagem no Valor destaca que, apesar da melhora no índice cheio de inflação e na média dos núcleos, o indicador IPCA-EX3, que tem maior ligação com a ociosidade da economia, vem desacelerando mais devagar.O índice é acompanhado para decisões da política monetária e compreende, segundo o Barclays, cerca de 37% da cesta do IPCA.O EX3 desacelerou de 0,44% em maio para 0,42% em junho. Em 12 meses, foi de 8% para 7,4%, acima da média dos cinco principais núcleos – que passou de 6,7% em maio para menos de 6%. EletrodomésticosO Globo afirma que o projeto do governo para reduzir a carga tributária de eletrodomésticos deve enfrentar resistência da equipe econômica. Na Fazenda, a avaliação é que o ministro Fernando Haddad vai resistir à ideia.

SheinCom chamada de capa, Valor informa que a Shein pretende nacionalizar a produção e aderir ao programa Remessa Conforme, que garante isenção de imposto para compras de até US$ 50. A empresa tem 164 fábricas parceiras no país, sendo 114 em produção, segundo Marcelo Claure, presidente do conselho da Shein na América Latina.Até 2026, a empresa espera nacionalizar 85% das vendas. Para o consultor Alberto Serrentino, a Shein terá grandes desafios, como o custo-Brasil e replicar, com fornecedores locais, a velocidade e o preço da China.Ao comentar as críticas da concorrência, Claure disse que seu diferencial é o modelo de negócio, não a isenção tributária. Em entrevista ao Estadão, ele também refuta a afirmação de que o governo estaria favorecendo a companhia.ViaValor apurou que a Via tem o quadro de pessoal nas últimas semanas. Segundo uma fonte, nesta semana foram dispensadas cerca de 100 pessoas na área administrativa. O enxugamento, ainda em implementação, tem envolvido diferentes departamentos, hierarquias (inclusive médio escalão) e negócios. A intenção é ganhar produtividade e eficiência, com um quadro mais enxuto.A varejista tem números relativamente estáveis de pessoal nos últimos anos, mas ficou mais “pesada” após avançar no marketplace e em serviços. Segundo informações que circulam no mercado desde junho, ao fim desse processo, a redução pode atingir entre 10% e 15% do quadro.

TurismoPrincipais jornais informam que o Palácio do Planalto confirmou ontem a esperada troca no Ministério do Turismo, após mais um mês de negociação, e oficializou o convite para que o deputado federal Celso Sabino (União-PA) assuma o cargo no lugar de Daniela Carneiro. A nomeação sairá no Diário Oficial nos próximos dias.A mudança faz parte das negociações com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de quem Sabino é aliado, para ampliar a base do governo e melhorar a articulação no Congresso. Lula negocia agora com Lira e líderes partidários a entrada do PP, do Republicanos e da fração não bolsonarista do PL no governo. Essas legendas do Centrão reivindicam ministérios como o do Desenvolvimento Social e o do Esporte, além da presidência da Caixa e da Embratur, entre outros.Ontem, o presidente disse que não abre mão do Desenvolvimento Social — “esse ministério é meu” — e nem da Saúde.SegurançaManchete da Folha destaca que que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) propôs criar uma agência de segurança cibernética ao custo anual de R$ 600 milhões. No plano do órgão ligado à Presidência, comandado por militares, a verba seria obtida por meio da cobrança de uma taxa a ser paga pelos usuários da internet. Mas, após a repercussão entre opositores e internautas, a Secom divulgou nota na qual nega a possibilidade de haver esse tributo.

O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,57%, cotado a R$ 4,79. Euro subiu 0,21%, chegando a R$ 5,37. A Bovespa operou com 119.263 pontos, alta de 1,36%. Risco Brasil em 222 pontos. Dow Jones subiu 0,14% e Nasdaq teve alta de 1,58%.

Valor Econômico‘Tempestade perfeita’ na área da saúde trava consolidação no setorO Estado de S. PauloApós troca no Turismo, Lula tenta impor limite ao CentrãoFolha de S.PauloGabinete militar propõe taxar internet, e ministro negaO GloboGoverno tenta destravar Desenrola e vai priorizar dívidas bancáriasCorreio BrazilienseCentrão assume o Turismo e busca mais espaço na Esplanada

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