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Varejo
Principais jornais relatam que o comércio varejista engatou uma sequência de cinco meses seguidos de altas, fazendo com que encerrasse maio operando em patamar 6,2% superior ao de dezembro de 2021. No entanto, a sequência de resultados positivos, na comparação com o mês imediatamente anterior, mostra redução de fôlego: janeiro (2,3%), fevereiro (1,4%), março (1,4%), abril (0,8%) e maio (0,1%). Há uma perda de ritmo, confirmou Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE. “A leitura do varejo em maio é de estabilidade”, disse ele.
PEC
Imprensa relata que a Câmara dos Deputados aprovou ontem a PEC que dá aval ao pagamento de novos benefícios à população. A proposta tem sete medidas, entre elas a ampliação do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 até o fim do ano, a duplicação do Auxílio Gás para cerca de R$ 120 e a criação de um vale de R$ 1.000 para caminhoneiros.
O texto prevê ainda um auxílio para taxistas, repasse de recursos para evitar aumento de preços no transporte público, subsídios para o etanol e reforço de verba no programa de aquisição e doação de alimentos. O custo total é estimado em R$ 41,25 bilhões.
O Globo e Valor Econômico, em manchete, enfatizam que a proposta objetiva a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) e que a quantia ficará fora do teto de gastos, além de ferir a legislação.
PEC 2
O Estado de S. Paulo ressalta que o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, entrou com um pedido de medida cautelar contra a PEC.
Ele alega que a medida, que prevê a criação e ampliação de benefícios sociais, “é flagrantemente inconstitucional” e que pode, inclusive, levar à impugnação de mandato eletivo.
Para Furtado, Jair Bolsonaro “criou, possivelmente de forma deliberada, um estado permanente de frustração do planejamento orçamentário para falsear o cabimento de créditos extraordinários”.
Inflação
Valor Econômico pontua que, na avaliação de economistas, a PEC Eleitoral impacta tarefa do Banco Central de baixar a inflação, embute o risco de novas medidas com o estado de emergência e prejudica a imagem do país para investidores.
A medida pode adicionar 0,1 ponto percentual à inflação deste ano, na avaliação da XP. Para Juliana Damasceno, pesquisadora do Ibre/FGV, o estado de emergência encurta o caminho para a aprovação de gastos adicionais ainda este ano.
PIB
O Estado de S. Paulo adianta que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar hoje elevação da previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 de 1,5% para cerca de 2%, na esteira das medidas de estímulo à economia com aumento de gastos e corte de tributos. O anúncio será feito com a aprovação pelo Congresso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de reforço a benefícios sociais.
Combustíveis
Valor Econômico assinala que o cenário externo tem contribuído para manter os preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras próximos aos praticados pelo mercado internacional.
A perspectiva de uma recessão econômica global, aliada ao risco de novo lockdown na China, arrefece pressões sobre a estatal por novos aumentos dos preços, apesar dos estoques externos baixos.
Diesel
Valor Econômico revela que fornecedores da Rússia procuraram empresas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) para conversas sobre importação de diesel. Para o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, no entanto, as operações são inviáveis. Ele alega que as sanções internacionais à Rússia impedem os pagamentos das operações. Segundo Araújo, a compra de combustíveis russos pelo Brasil demanda um acordo diplomático que inclua os Estados Unidos, o que é improvável.
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