Monitor – 14 de fevereiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
14/02/23 | nº 843 | ANO V |  www.cnc.org.br
Mídia online (BroadcastTerra) registra que, para encontrar oportunidades e criar campanhas que possam aumentar a lucratividade, solidificar o posicionamento da marca e melhorar a interação com os clientes, é essencial que empresas montem um calendário focado nas principais datas comemorativas que ofereçam gatilhos para um boost nas vendas. Só em 2023, serão nove feriados nacionais, muitos deles representando oportunidades óbvias para o comércio. O primeiro deles sendo o tão esperado Carnaval, que, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), deve gerar uma movimentação R$ 8,1 bilhões no país neste ano – representando um aumento de 26,9%, em relação ao ano passado. Mas, além dos feriados, é preciso considerar também outras datas que trazem boas oportunidades para os negócios.

Band News TV informa que a expectativa da CNC é de crescimento modesto do varejo em 2023, em relação a 2022. No ano passado, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro aumentou 1%, na comparação com 2021, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

Meta de inflação
Manchetes em O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico destacam que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, negou ser a favor de mudanças na meta de inflação.

O dirigente afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a alteração teria o efeito contrário ao esperado pelo governo, ou seja, provocaria aumento das expectativas de inflação e consequentemente, da taxa básica de juros.

No entanto, em aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Campos Neto disse que as eleições de outubro foram legítimas e que gostaria de conversar mais com o chefe do Executivo sobre a política monetária no país.

Valor Econômico acrescenta que nas duas reuniões feitas pelo BC, ontem (13), com economistas de mercado, o nível das metas de inflação dominou a pauta e escancarou a preocupação dos agentes com os possíveis efeitos de um aumento das metas.

A reportagem menciona alertas em relação a uma alta expressiva das expectativas de inflação de médio prazo, que foram emitidos nos dois encontros, enquanto outros temas, como a situação fiscal e o cenário externo, ficaram em segundo plano.

O veículo inclui que, segundo um analista, a visão consensual é de que uma alteração nas metas não gera benefícios e uma revisão pode ser contraproducente até mesmo para a atividade.

Reforma tributária
O Globo e Valor Econômico 
relatam  declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de que a reforma tributária é a única “bala de prata” para diminuir o custo de produção, reduzir a burocracia, dar competitividade às empresas e promover a melhoria da economia.

De acordo com Tebet, conforme a discussão avança no Congresso, haverá uma sinalização positiva ao mercado, o que se refletirá na queda de juros.

“Queremos viabilizar (a reforma tributária) até o final do ano. Não será em quatro ou cinco meses. Mas cada avanço trará sinalização positiva ao mercado”, declarou em evento da Amcham.

Arcabouço fiscal
O Globo 
revela potencial foco de conflito dentro do governo após o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciar que vai promover um seminário para sugerir ao Executivo um novo arcabouço fiscal.

Conforme o diário carioca, o anúncio de Mercadante chamou a atenção dos auxiliares dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet.

A reportagem cita temor de que Mercadante torne pública uma proposta que seja diferente ou mesmo divergente daquela da Fazenda.

BNDES
Folha de S.Paulo 
ressalta que o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse ontem (13) que a instituição pretende debater política fiscal, mas negou que irá competir com o Ministério da Fazenda na elaboração do novo arcabouço para as contas públicas.

Segundo Mercadante, o banco de fomento promoverá um seminário a partir do fim de março para analisar experiências internacionais em áreas como política fiscal.

Em entrevista na semana passada, Mercadante declarou que o BNDES tem liberdade para apontar caminhos para o Brasil em diferentes assuntos.

Lei trabalhista
Valor Econômico 
reporta que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, pretende apresentar propostas concretas de revisão da atual legislação trabalhista até o fim deste semestre.

Ele se reuniu ontem (13) com empresários na sede da Fiesp e reafirmou que o objetivo não é revogar a reforma, mas informou estar criando grupo técnico formado por representantes de empregadores e trabalhadores para rever alguns pontos.

De acordo com Marinho, a valorização de negociações coletivas deve fazer parte dessa discussão, assim como a preocupação com a grande rotatividade de trabalhadores nas empresas.

Classe média
Folha de S.Paulo e O Globo 
informam que a classe média foi quem mais perdeu rendimentos durante parte da pandemia do coronavírus, o que levou ao aumento da desigualdade de renda no Brasil. Entre os mais pobres, os rendimentos mantiveram-se praticamente inalterados, graças principalmente ao pagamento do Auxílio Emergencial.

Segundo dados inéditos da FGV Social com base em declarações de Imposto de Renda de 2020 e pesquisas do IBGE, a classe média (brasileiros localizados entre os 41% mais pobres e os 10% mais ricos) perdeu 4,2% de sua renda no primeiro ano da pandemia. No 10% mais rico, a queda nos rendimentos foi bem menor, de 1,2%. Entre os 40% mais pobres, houve praticamente estabilidade (ganho de 0,2%).

Desenrola e IR
Folha de S.Paulo e Valor Econômico 
registram que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que tanto o Desenrola quanto a correção da tabela do Imposto de Renda e do salário mínimo já estão no Palácio do Planalto para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Desenrola deve oferecer condições facilitadas para que pessoas renegociem dívidas até um certo limite, a ser definido pelo governo federal. Com isso, a aposta é de que haja um impulso ao consumo, o que ajudaria na retomada econômica.  Já em relação à correção da tabela do IR, a promessa de Lula durante a campanha eleitoral era de isentar do imposto pessoas com renda mensal de até R$ 5.000, mas isso não deve acontecer neste ano.

Royalties
O Estado de S. Paulo 
revela que o TCU abriu investigação para apurar suspeitas de irregularidades na atuação da ANP em casos relacionados à partilha de royalties de petróleo entre municípios.

A “fiscalização na modalidade inspeção” foi iniciada após parecer da auditoria da Corte, com base em reportagem, que mostrou que advogados usavam a Associação Núcleo Universitário de Pesquisas, Estudos e Consultoria (Nupec) para firmar contratos sem licitação com municípios e representá-los na Justiça e na ANP.

O veículo detalha que a Nupec era usada como espécie de banca de advocacia para dominar o mercado bilionário a partir de uma guerra judicial travada por municípios pelo enquadramento na partilha de royalties.

Carnaval
Valor Econômico
 relata que o Carnaval do Rio deve movimentar R$ 4,5 bilhões neste ano, 12,5% acima o observado na data festiva em 2020 — último ano em que o feriado ocorreu de forma relativamente normal, antes da pandemia iniciada em março daquele ano. A projeção é da prefeitura do Rio de Janeiro, que divulgou hoje (13) segunda edição do estudo Carnaval de Dados, publicação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) em parceria com o Instituto Fundação João Goulart e com a Riotur.

No estudo, os pesquisadores detalham que, do total estimado de movimentação de recursos, a prefeitura espera que somente o carnaval de rua deve ser responsável por movimentar R$ 1,2 bilhão, crescimento de 20% em relação a 2020, último ano em que os blocos desfilaram na cidade sem restrições sanitárias.

Magalu
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
conta que Frederico Trajano, CEO do Magalu, foi a Riad para apresentar, nesta segunda-feira (13), a estratégia da companhia para um grupo de 250 executivos e presidentes de empresas investidas pelo PIF, fundo soberano da Arábia Saudita.

A apresentação foi feita durante o evento anual do fundo que reúne executivos globais e líderes de investimento. No painel do qual o Magalu participou como representante latino-americana, também se apresentaram os CEOs da varejista árabe Noon e da UPL, agrotech indiana.

Americanas
Folha de S.Paulo 
publica que a Americanas revisou sua lista de credores, o que elevou ainda mais o valor de sua dívida, de R$ 41 bilhões para quase R$ 42, 5 bilhões. E boa parte desse aumento diz respeito aos débitos com grandes bancos. Em chamada de capa, Valor Econômico detalha que a Americanas deve apresentar aos bancos na quinta-feira proposta para renegociar dívidas.

Valor Econômico situa que reunião de mediação organizada pela Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) na sexta-feira, terminou com o compromisso da Americanas que não haverá demissão em massa até a apresentação do plano de recuperação judicial, prevista para 20 de março. Apenas as rescisões ordinárias ocorrerão.

Ficou acordado que todas as dispensas de iniciativa da empresa serão realizadas mediante homologação dos sindicatos. Além da PGT, da Americanas, do Sindicato dos Comerciários e da CTB, estiveram presentes Força Sindical, CUT, UGT, CNTC, Contracs, NCST e Ministério do Trabalho.

O sindicato, as centrais e as confederações concordaram em fazer as homologações gratuitamente. Uma nova sessão ordinária ficou agendada para 27 de março, às 14h, para a discussão dos impactos do plano de recuperação judicial.

Comissões
O Estado de S. Paulo 
avança que partidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro, PT e PL encabeçam uma disputa pela presidência de comissões estratégicas da Câmara. A polarização entre as duas legendas que marcou as eleições do ano passado se repete agora no Legislativo. PT e PL pretendem ter o controle de setores da agenda “ideológica” e de fiscalização do governo.

Estatais
O Globo 
expõe que o União Brasil pleiteia, sob resistência do Planalto, o comando de estatais como a Codevasf para entregar ao governo votos no Congresso. A pressão sobre o Executivo aumenta com a negociação entre o União Brasil, o PP e o Avante para formar uma federação, o que daria ainda mais peso no Parlamento para o grupo, que tem a sigla à frente.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,17. Euro caiu 0,44%, chegando a R$ 5,54. A Bovespa operou com 108.836, alta de 0,7%. Risco Brasil em 250 pontos. Dow Jones subiu 1,11% e Nasdaq teve alta de 1,48%.

Valor Econômico
Sem confrontar Lula, Campos Neto diz ser contra nova meta

O Estado de S. Paulo
Apesar de pressão, presidente do BC rejeita mudança para aumentar meta de inflação

Folha de S.Paulo
Medo e planos para deixar o país marcam périplo de garimpeiros

O Globo
Presidente do Banco Central defende manter metas de inflação

Correio Braziliense
Simone, a sexta vítima de feminicídio em 44 dias

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