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Copom
Principais jornais afirmam que, embora tenha pregado “serenidade” na avaliação dos riscos fiscais, o Copom reforçou, na ata de sua última reunião, que as decisões do governo sobre as contas públicas podem impactar a inflação por diversos canais, não só por meio da demanda, mas também via preços de ativos, grau de incerteza na economia, expectativas e taxa de juro neutra.
O documento, divulgado ontem, trouxe um tom mais duro em relação a planos expansionistas em meio a ruídos em torno da política fiscal do governo eleito. O colegiado afirmou que mudanças em “políticas parafiscais” – como aumento de crédito subsidiado – ou a reversão de reformas estruturais “que levem a uma alocação menos eficiente de recursos” podem reduzir a potência da política monetária.
Reforma tributária
O Globo assinala que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem que o país precisa fazer uma reforma tributária para “corrigir injustiças centenárias”. Ele também criticou a possibilidade de despesas com saúde e educação serem deduzidas do Imposto de Renda, lembrando que a parcela mais pobre da população brasileira usa o SUS.
Conforme pontua o jornal, a reforma tributária é uma das principais demandas do empresariado, apontada por economistas como um dos fatores que poderiam auxiliar o país a retomar o crescimento econômico.
Difal do ICMS
Valor Econômico divulga que a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, atendeu pedido dos governadores e interrompeu o julgamento sobre a cobrança do diferencial de alíquotas (Difal) do ICMS.
Weber apresentou pedido de destaque, levando o caso para julgamento presencial. Com isso, as discussões recomeçam com placar zerado. A decisão veio após reunião com governadores eleitos e reeleitos de 15 estados na segunda-feira (12).
ICMS
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) afirma que os governadores concordaram com os termos de um acordo fechado no Supremo Tribunal Federal para resolver a crise gerada pela mudança na cobrança do ICMS de combustíveis e serviços essenciais. A informação foi confirmada por dois secretários de Fazenda, reservadamente. De acordo com eles, por unanimidade, todos os governadores assinaram o documento.
Como noticiou o Painel S.A., o acordo prevê que, caso haja consenso, seja feito um convênio entre estados e o Distrito Federal para que a cobrança do ICMS seja uniforme e monofásica sobre combustíveis. O prazo vence em 31 de dezembro deste ano. O acerto, no entanto, não vale para a gasolina —que será objeto de uma negociação à parte.
A definição da alíquota cobrada sobre diesel, gás natural e GLP voltará a ser competência dos entes federativos, por meio do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
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