Monitor – 13 de setembro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo13/09/23 | nº 979 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Capital S/A, no Correio Braziliense, destaca que a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) realizou ontem um almoço, na sede da CNC, em Brasília, para tratar do texto da reforma tributária. A nota salienta que o presidente do Sistema Fecomércio-DF José Aparecido Freire, que também é vice-presidente da CNC, representou o presidente da Confederação, José Roberto Tadros.Na Folha de Londrina (PR), a economista Izis Ferreira, responsável pela Peic, elaborada pela CNC, comentou o crescimento do índice de inadimplência no Brasil em agosto. “Estamos falando de um consumidor (por exemplo) que tem dois, três cartões de crédito e um crédito pessoal ou consignado, um financiamento. Com mais modalidades de dívida, está difícil de esse consumidor conseguir pagar todas dentro do prazo de vencimento”, avaliou.Jornal de Itatiba (SP) aponta que o início do processo de redução da Selic e das taxas de juros de mercado trouxe certo alívio. De acordo com a publicação, isso repercutiu no otimismo dos comerciantes de bens duráveis, chegando a 105,3 pontos no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), elaborado pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Sistema SEm artigo em O Estado de S. Paulo, Felipe Gomes da Silva Vasconcellos, advogado, expõe ter acompanhado debates que resultaram na Recomendação nº 208 da OIT, sobre aprendizagem de qualidade. A recomendação prevê que deve-se assegurar a participação das entidades de empregadores e de trabalhadores em todas as etapas do desenvolvimento, implementação, monitoramento e avaliação das políticas e programas de aprendizagem. O advogado defende ser urgente repensar o Sistema S, cujo “sistema é fechado para as entidades de trabalhadores”, e garantir a participação efetiva das entidades representativas no desenvolvimento e gestão de todos os programas e políticas nessa área.ServiçosO Estado de S. Paulo veicula que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que tem puxado o apoio à reforma tributária e que considera o texto aprovado pela Câmara positivo, discorda de que o setor de serviços será o mais prejudicado com a reforma. Segundo o economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, a indústria da transformação já abarca uma gama grande de serviços, e as reclamações do setor redundam em desinformação. “Esses dados são irreais e não vamos perder. Primeiro que 90% dos serviços estão no Simples Nacional, que não vai mudar nada”, justifica Rocha. Ele lembra que, apesar do apoio, a entidade pediu a retirada no texto do artigo 19, que abre espaço para que estados possam criar uma contribuição sobre produtos primários e semielaborados.Recuo no varejo Valor Econômico indica que o cenário para o comércio segue estabilizado, apesar da queda na atividade. Embora o Índice Stone do Varejo de agosto tenha recuado 3% frente ao mesmo período do ano passado, na comparação com julho houve queda de apenas 0,5%, na série dessazonalizada. O recuo ante igual mês do ano passado representa mais uma queda em um ano em que não houve resultados positivos nessa comparação.Para o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, responsável pelo levantamento, a inadimplência, principalmente no rotativo do cartão de crédito, aparece atualmente como o maior limitador ao consumo. Os resultados do Índice Stone de Varejo na comparação anual mostram que, em 2023, o indicador flutuou entre a queda de 1% em janeiro e a queda de 7,5% de abril.Comércio com EUAValor Econômico expõe que o México tomou o espaço da China no mercado americano e agora é o maior fornecedor externo dos Estados Unidos. De janeiro a julho deste ano os embarques chineses para os EUA caíram 24,8% ante igual período do ano passado, enquanto os dos mexicanos avançaram 5%. As vendas do Brasil encolheram 1,3%. As importações totais dos EUA caíram 6,2% em igual período, segundo dados oficiais do governo americano. Ainda segundo dados do governo americano, de janeiro a julho do 2022 o Brasil exportou aos EUA US$ 21,76 bilhões. Este ano, em iguais meses, foram US$ 21,47 bilhões. O Brasil manteve-se quase imóvel no ranking dos maiores exportadores aos EUA, caindo da 17ª posição em 2022 para a 18ª neste ano.Contribuição sindicalFolha de S.Paulo atenta que o STF (Supremo Tribunal Federal) chegou nesta segunda-feira (11) ao total de 11 votos no julgamento que discute se sindicatos podem cobrar contribuição assistencial de trabalhadores não sindicalizados.Os ministros entendem que é válida a obrigação do recolhimento da cobrança. O trabalhador, para não pagar, terá de se valer do direito de oposição — ou seja, terá de dizer que é contra. O processo discute a situação de um sindicato do Paraná. Apesar disso, o caso tem repercussão geral e valerá para todas as entidades do país.Consumo internoNo Estado de S. Paulo, Coluna do Broadcast observa que a inflação de agosto medida pelo IPCA deu ânimo ontem às empresas voltadas ao consumo doméstico. O índice de preços abaixo do esperado levou à altas de 2,38% do índice imobiliário e de 1,56% do índice de consumo da B3. “Os dados têm mostrado um momento positivo e de crescimento ao Brasil, dando subsídios à manutenção da queda de juros. Isso ajuda ativos mais cíclicos”, disse a analista da MyCap Julia Monteiro.
AmericanasValor Econômico revela que há um caminho possível nas negociações entre os bancos credores e Americanas, para o fechamento de um acordo sem as instituições que se opõem aos termos. Segundo o jornal, isso vem sendo discutido nas últimas duas ou três semanas entre os negociadores do grupo, em parte, pelo cenário já instalado de divergências entre Bradesco e a Americanas, para que se abra condições para que o plano de recuperação avance.Conforme o veículo, o Bradesco e o Safra têm um entendimento semelhante neste momento – defendem que seus créditos de fiança bancária (classe III, sem garantias) estariam fora da recuperação judicial.Além deles, o banco Votorantim ainda está mais alinhado a essa posição, diz uma pessoa a par do tema, mas as conversas com a instituição e a empresa avançaram recentemente e a questão está perto de um acordo. No lado oposto da mesa, estão Itaú, Santander e ABC Brasil.ViaFolha de S.Paulo aborda que a Via anunciou na noite desta terça-feira (12) a aprovação, em assembleia geral extraordinária, da mudança de nome da companhia para Grupo Casas Bahia S.A. A empresa também disse que retomará o slogan histórico da Casas Bahia: “Dedicação total a você”. A companhia vai alterar ainda o código da ação negociada em Bolsa, de VIIA3 para BHIA3, a partir do pregão do dia 20 de setembro.Segundo comunicado ao mercado, as mudanças “reforçam a estratégia da companhia de focar no DNA da sua principal bandeira, resgatando o histórico de bons resultados das categorias core [principais], nas quais somos especialistas e reconhecidos como destino de compras”.Também na Folha, Painel S.A. relata que a Via já excedeu em R$ 600 milhões o estimado com reservas de novas ações a serem emitidas pela companhia (follow-on). Nesse ritmo, a varejista deve atingir R$ 2 bilhões, o dobro do esperado inicialmente.O dinheiro servirá para “reforçar sua estrutura de capital”. A Via tem R$ 8,7 bilhões em empréstimos, dos quais R$ 5 bilhões (57% do total) são repasses para instituições financeiras referentes a operações com crediário.Recuperação judicial da M.OfficerNo Valor, abordagem comunica que a empresa de moda M.Officer teve seu pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça de São Paulo no último dia 6. Fundada há 37 anos pelo designer Carlos Miele, a companhia pediu proteção contra os credores apontando uma dívida de R$ 53,59 milhões. O desafio maior, segundo especialistas, é seu passivo tributário de R$ 94 milhões.No pedido de recuperação judicial, a equipe do escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados, que representa o grupo, escreveu que o setor de moda tem enfrentado sucessivas crises ao longo dos últimos anos motivadas por fatores econômicos, pela covid-19 e questões concorrenciais, “primordialmente decorrentes da entrada dos gigantes players asiáticos no cenário nacional”.
InflaçãoValor Econômico, O Estado de S. Paulo e demais publicações reportam que o IPCA acelerou para 0,23% em agosto, após subir 0,12% em julho. O resultado trouxe notícias favoráveis, como a queda de 1,26% na alimentação no domicílio, o terceiro recuo mensal consecutivo.Também agradou a desaceleração da inflação de serviços, que passou de 0,25% em julho para 0,08% em agosto. Já o avanço de 4,59% nos preços da energia elétrica e o reajuste de 1,24% na gasolina contribuíram para a alta do indicador geral.Corte de gastosO Estado de S. Paulo reporta que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse ontem que a avaliação de políticas públicas vai garantir que o governo possa tratar também do corte de gastos a partir do próximo ano. Tebet voltou a dizer que, para o atual momento, sua preocupação é com a qualidade do gasto público, e não com “tesouradas”. Estadão lembra que a equipe econômica tem recebido críticas ao propor ajuste fiscal focado no aumento de receitas.ICMSO Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Valor Econômico noticiam que o governo vai antecipar para este ano o pagamento de cerca de R$ 10 bilhões em indenizações a Estados e municípios que estavam previstas para 2024.O valor foi anunciado ontem pelo ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e representa a parcela que o governo deveria pagar no ano que vem como ressarcimento por perdas na arrecadação do ICMS.DelaçãoManchete na Folha de S.Paulo evidencia que as revelações sobre corrupção da empreiteira Odebrecht feitas por delação premiada durante a Lava Jato e agora anuladas pelo ministro do STF Dias Toffoli dão base a processos e investigações em outros países onde a empresa atua ou atuou. EUA, Peru, Equador, Panamá, Guatemala, México e Reino Unido têm ou tiveram ações na Justiça.A Associação Nacional dos Procuradores da República argumenta que a ação na qual o ministro deu a decisão é restrita àquele caso, que foi arquivado em fevereiro.Regras eleitoraisO Globo evidencia que dois projetos que alteram regras eleitorais avançam na Câmara sob acordo que une partidos da esquerda, do Centrão e da direita. A PEC da Anistia, que perdoa multas a siglas que descumpriram repasses a candidatos negros e mulheres em eleições passadas, deve ser aprovada em comissão especial.Já a minirreforma eleitoral dificulta, entre outros pontos, o enquadramento de um partido pelo uso de laranjas para driblar a cota de candidaturas femininas. Demais impressos também repercutem.Fraude na intervençãoPrincipais impressos também repercutem que a Polícia Federal cumpriu ontem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a militares que integravam o Gabinete de Intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro, em 2018.A investigação apura compra de coletes balísticos pelo governo Michel Temer (MDB) durante a operação federal. O general Walter Braga Netto – ex-ministro e ex-candidato a vice na chapa à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) – comandou a intervenção e é investigado, mas não foi alvo da ação da PF.
O Ibovespa subiu 0,93%, aos 117.968 pontos – mas, na máxima da sessão, bateu nos 118.107 pontos, por volta do meio-dia. A alta foi puxada pelo motivo do otimismo em relação ao IPCA de agosto, que veio abaixo do esperado. O dólar ganhou 0,44% frente ao real, a R$ 4,953 na compra e na venda. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,05%, 0,57% e 1,04%, respectivamente.

Valor EconômicoUnião poderá contingenciar investimentos em 2024 mesmo com piso para esses gastosO Estado de S. PauloBrasil está entre os 4 piores países em ensino técnico e ‘nem-nem’Folha de S.PauloDelação anulada da Odebrecht gera ações no exteriorO GloboPacote que abranda regras eleitorais une esquerda, direita e CentrãoCorreio BrazilienseJustiça cancela leilão e dá fôlego ao Dulcina

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