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Serviços
Uma combinação favorável de maior circulação das pessoas, mais renda disponível, e boa performance em transportes impulsionou o volume de serviços prestados no país, que subiram 1,7% em março ante fevereiro. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (IBGE), divulgados pelo Valor, Estadão e O Globo.
Foi a maior alta para o mês de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2011, e levou a economia de serviços a uma expansão de 1,8% no primeiro trimestre, ante quarto trimestre de 2021.
O bom momento dos serviços reflete especialmente o desempenho de quem trabalha para empresas, segundo o gerente da PMS, Rodrigo Lobo.
Mas houve aumentos nas cinco categorias pesquisadas, como serviços prestados às famílias (2,4%); serviços e informação e comunicação (1,7%); serviços profissionais administrativos e complementares (1,5%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (2,7%) e outros serviços.
Crédito
Coluna do Broadcast (Estadão) informa que a demanda por crédito pelos consumidores caiu 4,3% em abril em relação ao mês anterior, segundo indicador da Boa Vista. Em março, havia avançado 0,6%. A pesquisa mostrou ainda que, no trimestre móvel encerrado em abril, o indicador caiu 1,7% contra o trimestre anterior.
Supermercados
Painel S.A. (Folha) informa que o volume médio dos estoques no varejo supermercadista brasileiro teve queda superior a 9%, na comparação com abril do ano passado, e de 16% ante o mesmo mês de 2020. Foi o menor patamar mensal desde janeiro de 2020, segundo a Neogrid.
Delivery
Valor informa que as motos de baixa cilindrada, as mais baratas e muito utilizadas na entrega de mercadorias e deslocamentos de curta e média distância nas cidades, estão puxando produção e vendas do setor neste ano. Em abril, de cada dez motos produzidas no Polo Industrial de Manaus e licenciadas no país, oito foram nessa faixa.
E-commerce
Estadão conta que as asiáticas Shopee, AliExpress e Shein estão disputando lojistas com gigantes brasileiras como Magalu, Mercado Livre e Americanas. O cenário é visto pela reportagem como “vantagem” para o lojista, que tenta influenciar o cliente a comprar no marketplace que cobre dele as menores taxas.
Levantamento recente da NielsenQEbit mostrou uma disparada do comércio cross border, de produtos importados, que cresceu 60% em 2021 no Brasil e movimentou R$ 218,9 bilhões – tendência puxada por marketplaces estrangeiros.
Magazine Luiza
Estadão e O Globo informam que o Magazine Luiza lançou ontem a Fintech Magalu, braço financeiro da varejista, com dois produtos: um cartão de crédito para empresas e uma linha de empréstimo pessoal para pessoa física.
A empresa também anunciou que recebeu licença para se tornar uma iniciadora de pagamentos – provedor que conecta os clientes aos bancos – e que deve começar a exercer esse direito por meio do comércio eletrônico Kabum.
Meios de pagamento
Coluna do Broadcast (Estadão) observa que o cenário de inflação alta tem se refletido nas opções de pagamentos oferecidas pelo comércio eletrônico. O Pix, que em janeiro de 2021 era aceito por 16,9% dos lojistas virtuais, chegou a 74,6% de aceitação neste mês, enquanto os boletos ficaram com 76,3% das ofertas.
O Pix deve ultrapassar os boletos na próxima edição da pesquisa bimestral da consultoria Gmattos. Na liderança permanece o cartão de crédito, com 98,3% de aceitação.
Hering
Reportagem no Valor afirma que a maior resiliência do mercado de alta renda e a base de comparação mais fácil nas lojas ajudaram a sustentar o crescimento do Grupo Soma, de janeiro a março. No entanto, ineficiências na produção de Hering vêm afetando a rentabilidade da marca. A Hering atinge recordes de vendas, mas não tem conseguido atender toda a demanda por conta da desindustrialização do parque.
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