Monitor – 13 de junho de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
11 a 13/06/22 | nº 674 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Reportagem do Correio Braziliense (11/06) relatou que o volume de vendas do varejo brasileiro cresceu 0,9% em abril, após alta de 1,4% no mês anterior, conforme dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. Foi o quarto aumento consecutivo do indicador, mas o ritmo de expansão do setor vem desacelerando. Em janeiro, por exemplo, as vendas do setor haviam crescido 2,4%.

Na média, o comércio varejista ficou 4% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, mas essa recuperação é bastante desigual, lembrou Fabio Bentes, economista sênior da CNC. “Apenas quatro entre 10 segmentos apresentaram dados acima do patamar pré-pandemia. No caso de hipermercados e supermercados, que estão relacionados aos itens essenciais, a variação é muito pequena, de 1,4%, e não podemos comemorar uma recuperação completa do patamar de antes da pandemia”, alertou.

Na avaliação de Bentes, a inflação elevada e os juros em alta jogam contra o aumento do consumo daqui para frente, mas o que deverá continuar ajudando o comércio a crescer nesta primeira metade de 2022 são as liberações de recursos como o FGTS e a antecipação do 13º salário dos aposentados “O cenário atual não é favorável para a ampliação de vendas. A inflação está em alta, os juros estão subindo e o mercado está evoluindo de forma lenta. Os quatro meses de alta no volume de vendas foram uma surpresa, mas sabemos que, no segundo semestre, não haverá muitos estímulos para o consumo”, alertou Bentes.

Em referência ao impacto previsto da política monetária na economia, ele lembrou que os efeitos das altas da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,75% ao ano, são esperados na segunda metade de 2022.

Reforma tributária
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
relata que a FecomercioSP enviou mensagem às lideranças do Senado e ao Ministério da Economia para reiterar sua posição nas novas conversas sobre reforma tributária.
“A FecomercioSP vê com preocupação a notícia de que o governo federal e o Congresso estariam alinhando nova proposta sobre a tributação de lucros e dividendos, com alíquota de 10%. A medida prejudicaria a retomada econômica, ao desestimular os investimentos nos negócios, uma vez que elevaria os custos ao empresariado. Para exemplificar, a empresa tributada pelo regime de lucro real teria aumento na carga de 34% para 37%”, diz a entidade.

Renda
Manchete de O Globo de sábado evidenciou que a renda média dos brasileiros recuou ao menor patamar em dez anos, conforme a Pnad Contínua do IBGE, divulgada sexta-feira, que incluiu o rendimento de todas as fontes de 2021.

No ano passado, a renda média mensal domiciliar per capita foi de R$ 1.353. Esse é o menor valor desde 2012, início da série histórica. Em 2021, a retração foi de 6,9%, também a maior queda do levantamento.

Todas as famílias nas diferentes faixas de renda perderam desde 2012, mas entre os 5% mais pobres o rendimento despencou 48%. O 1% mais rico, por outro lado, perdeu 6,9% no período.

FGTS
O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo
 (11/06) mostraram plano do governo para o rateio entre as pessoas físicas que manifestaram interesse de usar dinheiro do FGTS no processo de privatização da Eletrobras. Trabalhadores poderão usar 66,8% dos recursos para a operação.

De acordo com integrantes do Executivo, a demanda pelo uso do fundo somou R$ 8,971 bilhões, reunindo mais de 370 mil trabalhadores. Como o valor ficou acima do teto de R$ 6 bilhões estabelecido pela estatal, o rateio será necessário entre investidores.

Inadimplência
O Estado de S. Paulo 
conta que quase 66 milhões de brasileiros estão com as contas vencidas, a maioria há mais de 90 dias. O valor médio dos débitos supera os R$ 4 mil, perto da máxima histórica. Diante do combo renda em baixa, juros altos e inflação, consumidores relatam conviver com “efeito ioiô”, entrando e saindo da lista de inadimplentes.

ICMS 1
O Estado de S. Paulo 
(11/06) informou que estados discutiram em mais uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal proposta para que alíquotas do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo voltem ao patamar atual em janeiro de 2023, após o Congresso aprovar o teto de 17%.

Depois disso, a queda das alíquotas em direção ao limite máximo se daria de forma gradual até 2024, caindo em etapas nos 24 meses seguintes. Essa seria uma forma de mitigar os efeitos da queda do tributo nas finanças estaduais.

ICMS 2
O Estado de S. Paulo 
(11/06) trouxe declaração de Jair Bolsonaro de que o projeto que cria teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, transporte público e telecomunicações “tem tudo para ser aprovado” no Congresso.

“Está bastante adiantado isso, espero que vá para frente, para baixar o preço do diesel, gasolina e álcool no Brasil”, afirmou em transmissão nas redes sociais.

Combustíveis
Folha de S.Paulo 
(11/06) ressaltou que, com a possibilidade de destinar R$ 46,4 bilhões em recursos para subsidiar combustíveis, o governo também quer buscar distribuidoras e revendedoras para assegurar que o alívio nos preços será repassado aos consumidores.

Há temor de integrantes do Executivo de que as empresas que atuam na cadeia se apropriem de parte do corte de tributos, ampliando suas margens de lucro.

Petrobras
Em O Estado de S. Paulo, o diretor executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Rafael Chaves, defendeu que a companhia continue praticando preços de mercado para os combustíveis.

Segundo Chaves, não se pode “cair na tentação de praticar preços tabelados”. Ele ainda citou a escassez de diesel na Argentina como argumento. “Se a gente achar que tem alguém iluminado, seja do Legislativo, do Executivo ou do Judiciário, que usa a caneta para definir preços, estamos errados”, completou.

Dia dos Namorados
Coluna Capital (O Globo, 11/06) contou que levantamento da Rede, a maquininha de pagamentos do Itaú Unibanco, aponta alta de 66% nas vendas de relógios e joias; de 59% na de calçados e de 40% na de roupas – presentes tradicionais para o Dias dos Namorados.

A comparação é dos dias 1ª a 7 de junho com a semana que antecedeu a data no ano passado (2 a 8 de junho). A alta no faturamento ficou acima da média apurada nas transações no varejo, que foi de 21% em relação a 2021.

Supermercados
O Estado de S. Paulo 
(11/06) trouxe que o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, negou que o setor esteja apoiando congelamento de preços.

A declaração ocorreu um dia após o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento da Abras, pedir que os supermercadistas segurem os preços até o ano que vem.

O executivo garante que a entidade não está falando em congelamento “de jeito nenhum” nem propondo aos associados redução de margens. Ele alega que a cadeia de abastecimento é complexa para que sejam firmados compromissos.

Carrefour
O Estado de S. Paulo 
relata que, após sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Carrefour Brasil vai investir R$ 2,1 bilhões na conversão de 124 lojas – de um total de 374 unidades do Grupo Big (ex-walmart) como parte da integração entre as duas empresas. O anúncio da aquisição da rede, que pertencia ao fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent, havia sido feito há pouco mais de um ano. Segundo o Carrefour, a decisão foi de converter 38 lojas do Maxxi Atacado, 28 do Big e 4 do Tododia para a marca Atacadão, o atacarejo do grupo.

Outras 47 unidades do Big vão virar Carrefour e, por fim, 7 unidades do Big serão transformadas em Sam’s Club. Ao longo desse processo, 35 lojas passarão por um fechamento temporário de dois meses. Outras 89 lojas terão mudanças, ficando fechadas por apenas três dias. O trabalho será iniciado agora e a conclusão está prevista para o fim de 2023.

Eventos
Manchete de O Globo (12/06) mostrou que a alta demanda no setor de eventos é acompanhada da falta de mão de obra e do aumento de 30% nos custos, em relação a 2019. Setor está aquecido ao conciliar agendas que foram adiadas e novas comemorações.

Eleição
Folha de S.Paulo
 repercute avaliação de representantes do setor agropecuário de que a articulação do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) não reduzirá a resistência do segmento à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Membros da bancada ruralista e empresários listam medidas do governo Bolsonaro que ampliaram a boa avaliação de sua gestão no campo, apesar dos percalços ligados à imagem do país no exterior devido à questão ambiental.

O Globo avança que policiais que mantêm ligação com o PT, temendo guinada completa da categoria ao bolsonarismo, querem que o partido inclua demandas da classe no capítulo de segurança pública do programa de governo, melhore a comunicação e abra espaço na agenda do ex-presidente Lula para diálogo com o grupo.

Desaparecimento
Principais jornais chamam atenção para o caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Durante buscas feitas no domingo, equipes de resgate encontraram uma mochila submersa no rio Itaquaí com pertences da dupla. Além de peças de roupa e um cartão de saúde de Bruno, bombeiros relataram um notebook entre os objetos, mas a nota da Polícia Federal não menciona o item.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 1,49%, cotado a R$ 4,98. Euro caiu 0,59%, chegando a R$ 5,24. A Bovespa operou com 105.481 pontos, queda de 1,51%. Risco Brasil em 325 pontos. Dow Jones caiu 2,73% e Nasdaq teve queda de 3,52%.

Valor Econômico
Economistas preveem nova alta da taxa Selic em agosto

O Estado de S. Paulo
Empreiteiras tentam renegociar acordos de leniência bilionários

Folha de S.Paulo
Polícia acha no AM pertences de repórter e indigenista

O Globo
Trocas de chefia comprometem planejamento de vacinação do país

Correio Braziliense
PF diz que objetos achados em rio são de Bruno e Dom

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