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Serviços
Valor Econômico conta que, segmento que ainda destoava do restante da economia nos últimos meses, apresentando forte dinamismo, os serviços alcançaram o segundo mês seguido sem crescimento em novembro, em mais um sinal de que o país caminhava para uma desaceleração firme do Produto Interno Bruto (PIB) na reta final de 2022.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o volume de serviços prestados no país mostrou estabilidade em novembro na comparação com outubro e alta de 6,3% na comparação interanual. Assim, segue 0,5% abaixo do ponto mais alto da série histórica do IBGE, alcançada em setembro.
O resultado veio ligeiramente pior que a mediana das estimativas colhidas por economistas consultados pelo Valor Data, que projetavam alta de 0,2% no mês e 6,5% frente a novembro de 2021. Já a receita nominal caiu 0,2% na passagem entre outubro e novembro e alta de 12% na comparação com igual mês de 2021.
Três das cinco atividades acompanhadas pela PMS tiveram queda na passagem do mês: serviços de informação e comunicação (-0,7%), serviços (-2,2%) e de serviços prestados às famílias (-0,8%). Em contrapartida, transportes (0,3%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%) ajudaram a média de serviços a permanecer na estabilidade, fora do campo negativo.
Pacote fiscal
Manchete no Valor Econômico destaca anúncio do governo, feito ontem, do primeiro pacote de ajuste fiscal, com foco maior no aumento da arrecadação e menos em redução de despesas.
Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, as medidas podem ter impacto de até R$ 242,6 bilhões, ou 2,26% do PIB. Desses, apenas R$ 50 bilhões representam cortes de gastos.
Nas contas do governo, caso o potencial seja alcançado, o déficit de R$ 235,1 bilhões previsto no Orçamento poderia se transformar em superávit de R$ 11,13 bilhões.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no entanto, admitiu que podem ocorrer dificuldades para implementação e que vai mirar um déficit primário entre 0,5% e 1% do PIB este ano.
Juros
Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo assinalam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou ontem que o pacote de medidas para melhorar as contas públicas em até R$ 242,7 bilhões é uma “carta para o Banco Central”.
A reportagem cita que Haddad é “crítico contumaz do patamar de juros no Brasil”, adicionando que a equipe econômica tem a expectativa de que a redução no rombo seja percebida pela autoridade monetária como um elemento de diminuição dos riscos fiscais.
Conforme Folha, o movimento abre espaço para a redução na taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 13,75% ao ano.
Débito tributário
O Estado de S. Paulo comunica que o governo lançou ontem o programa Litígio Zero para renegociação de dívidas de pessoas físicas e empresas, com descontos e prazo de pagamento de até 12 meses. A medida, aberta até 31 de março, integra o “plano Haddad”, que tem o objetivo declarado de recuperar receitas do governo e levar a um ajuste fiscal.
Salário mínimo
O Estado de S. Paulo também traz que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que o governo ainda avalia se o salário mínimo será ou não reajustado dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320 neste ano. Ele alega que isso envolve “decisão política”.
O ministro ainda declarou que o valor separado no Orçamento de 2023 para o novo reajuste, de R$ 6,8 bilhões, conforme informado pelo relator-geral Marcelo Castro (MDB-PI), já foi consumido pelo aumento dos benefícios previdenciários.
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