Serviços
Folha e Valor informam que o volume do setor de serviços no Brasil recuou 0,2% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo dados do IBGE.
É a segunda retração em sequência, o que leva o setor a perda acumulada de 2% nos dois primeiros meses de 2022.
Segundo a Folha, o resultado frustrou as expectativas do mercado financeiro. Na mediana, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,7%. Mesmo com o novo recuo, o segmento ainda está 5,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).
O gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, Rodrigo Lobo, afirma que o setor passa por uma acomodação nos últimos meses, após alta mais forte até agosto de 2021.
Inflação
Valor publica que a disparada da inflação deve praticamente anular a tentativa do governo de sustentar a renda das famílias com medidas como a liberação de recursos do FGTS.
Os economistas Gabriel Couto e Ítalo Franca, do Santander, estimam que os saques do fundo adicionarão 0,6 ponto percentual neste ano à massa salarial real ampliada. No entanto, o aumento da projeção do IPCA neste ano, de 6% para 7,9%, praticamente anula o ganho com os saques.
Pronampe
Folha informa que a Câmara aprovou ontem o projeto que prorroga até o fim de 2024 o uso de recursos emergenciais para alavancar empréstimos do Pronampe, que busca facilitar o crédito a micro e pequenas empresas. O projeto ainda precisará passar por nova votação no Senado.
Conta de luz
Principais jornais noticiam que a Aneel abriu consulta pública para definir reajustes nas bandeiras tarifárias para bancar usinas térmicas. A proposta reduz o valor da bandeira mais cara, mas eleva o das bandeiras intermediárias.
A expectativa do setor é de que as bandeiras não sejam necessárias até o fim do ano, devido à recuperação dos reservatórios das hidrelétricas por conta das chuvas de verão.
Em reunião ontem, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, destacou que estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico apontam 97% de probabilidade de manutenção da bandeira verde até o fim do ano.
CPMF
O Estado de S. Paulo revela que um grupo de 300 empresários apresentou ontem, em Brasília, três PECs relacionadas ao ambiente de negócios, entre elas a desoneração permanente da folha de pagamento por meio de tributo similar à CPMF.
As propostas foram apresentadas em um seminário promovido pelo Instituto Unidos Brasil. Para compensar a perda de arrecadação prevista na proposta, seria recriada a “Contribuição Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Crédito e Direitos de Natureza Financeira”.
Trabalho infantil
Folha de S.Paulo destaca que o número de brasileiros de 7 a 14 anos exercendo algum tipo de trabalho infantil pode ser sete vezes maior do que apontam as estatísticas oficiais.
Em 2015, dados do WDI (World Development Indicators) mostravam que 2,5% das crianças nessa faixa trabalhavam, o equivalente a 738,6 mil pessoas.
Mas estudo do pesquisador brasileiro Guilherme Lichand, da Universidade de Zurique (Suíça), e de Sharon Wolf, da Universidade da Pensilvânia (EUA), concluiu que esse percentual na verdade seria de 19,15%, ou 5,658 milhões de crianças. O levantamento segue dados agregados pela OIT. |