Varejo
Valor Econômico explora os impactos da inflação e do menor volume de vendas para varejistas de diferentes segmentos.
Entre os supermercados, o Grupo Pão de Açúcar e o Carrefour citaram a evolução dos preços e a perda de poder de compra do consumidor em seus relatórios de 3º trimestre.
A Via – que reúne as marcas Casas Bahia e Ponto, entre outras – também reconhece o maior comprometimento de renda da população.
No setor de vestuário, há diferentes leituras para o efeito da inflação. O presidente das Lojas Marisa, Marcelo Pimentel, disse que a inflação e o desemprego fazem o consumidor buscar produtos mais em conta, como os da rede. Com isso, houve recuperação de vendas no terceiro trimestre.
Já o presidente da Renner, Fabio Faccio, avalia que o setor tende a ser menos afetado neste momento do que o varejo de bens duráveis de preço mais alto.
Emprego 1
Painel S.A. (Folha) informa que a geração de empregos no comércio de São Paulo desacelerou em setembro e registrou o menor crescimento mensal desde abril, segundo levantamento da FecomercioSP. O saldo foi 15 mil vagas abertas com carteira assinada. Segundo a entidade, a inflação, os juros e o endividamento podem ter contribuído para o cenário.
No setor de serviços, a geração de empregos cresceu pelo nono mês seguido, com cerca de 52,7 mil novos postos em setembro, com destaque para as atividades administrativas.
Emprego 2
Reportagem no Valor repercute dados do Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), anunciado ontem pela FGV, que subiu apenas 0,1 ponto em outubro ante setembro, para 87,1 pontos. Segundo a Fundação, o resultado acende “sinal de alerta” para o mercado de trabalho.
Cosméticos
Folha de S.Paulo anuncia que a francesa Hermès, terceira grife de luxo mais valiosa do mundo segundo ranking da Interbrand, inicia no Brasil as vendas de sua primeira linha de cosméticos.
Renault
O presidente global da Renault, Luca de Meo, anunciou ontem o novo posicionamento da marca no Brasil, com foco em modelos mais caros. “Não iremos nos transformar em uma marca de nicho, mas teremos que focar em produtos de mais alto nível”, disse. Registro da Folha.
Via
O crescimento de 82% em ações trabalhistas este ano, somado a um legado de processos mais antigos, pesaram sobre o resultado contábil da Via. No terceiro trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 638 milhões, ante lucro líquido de R$ 590 milhões um ano antes. A receita caiu 6%, para R$ 7,35 bilhões. Notícia do Valor.
Magalu
Valor Econômico relata que a deterioração dos indicadores econômicos pesou sobre as operações físicas da Magazine Luiza. Pelo critério “mesmas lojas”, que compara o desempenho de pontos em funcionamento há pelo menos 12 meses, as vendas caíram 8% no terceiro trimestre. A receita líquida total avançou 3,7%, para R$ 8,61 bilhões.
Renner
Reportagem no Valor conta que a inflação não foi suficiente para ofuscar o desempenho da Renner no terceiro trimestre.
De julho a setembro, a receita com a venda de mercadorias somou R$ 2,4 bilhões, alta de 43,5% sobre o terceiro trimestre do ano passado – quando parte das lojas estava fechada por causa da pandemia – e de 22,7% em relação ao mesmo intervalo de 2019.
A companhia está investindo em tecnologia para ampliar vendas, cresce acima do mercado e prevê manter o ritmo positivo nos próximos meses.
Centauro
Valor também informa que a receita líquida do grupo SBF, dono da Centauro, cresceu 140% na base anual, para R$ 1,49 bilhão. O resultado inédito é, em grande parte, apoiado pelo desempenho da divisão Fisia, que abriga as operações da Nike no Brasil e somou R$ 1 bilhão de receita bruta.
Natura
Após trimestres seguidos de crescimento nas vendas, a Natura &Co registrou queda de 4,2% na receita líquida do terceiro trimestre ante mesmo período de 2020, para R$ 9,5 bilhões, e viu seu lucro líquido recuar 28,5%, para R$ 272,9 milhões.
Segundo o Valor, o resultado é reflexo de um cenário macroeconômico mais difícil e também do bom momento vivido pela empresa e pelo setor de consumo no ano anterior.
Shoppings
No momento em que a pandemia arrefece em todo o país, a Aliansce Sonae projeta movimento “bem forte” de vendas no quarto trimestre do ano. A companhia também informou a investidores que planeja expansões em oito empreendimentos no curto prazo, além de novas aquisições e investimentos em startups de tecnologia da ordem de R$ 200 milhões nos próximos três anos, informa o Valor.
Setor aéreo
Valor mostra que as aéreas tiveram um salto no prejuízo líquido no terceiro trimestre. Há forte otimismo com os últimos meses de 2021, mas fatores como petróleo e dólar elevado mantêm um estado de cautela.
A última a divulgar seus resultados foi a Azul, ontem, com um prejuízo líquido de R$ 2,196 bilhões, alta 79% nas perdas na comparação anual. |