Trabalho 1
Manchete de O Globo no sábado destacou que, após três anos do início da pandemia, mulheres ainda sentem mais o impacto no mercado de trabalho, segundo pesquisa da Sociedade de Economia da Família e do Gênero, com base em dados da Pnad Contínua, do IBGE.
A reportagem situou que o número de adultas fora da força de trabalho no fim de 2022 foi o dobro do de homens, cuja participação já voltou ao patamar pré-pandemia.
Elas ainda estão atrás dos números anteriores a 2020 porque foram as mais atingidas pelo desemprego e têm maior dificuldade de voltar a trabalhar.
Conforme a pesquisa, a pandemia interrompeu a tendência de maior inserção feminina na vida profissional, e a recuperação foi mais rápida para homens.
Trabalho 2
Manchete no Valor Econômico hoje ressalta estudo do FGV Ibre que aponta que grupos mais jovens, menos escolarizados e de renda mais baixa são os principais responsáveis pela queda recente da taxa de participação agregada no mercado de trabalho brasileiro.
A taxa chegou a 62,7% em setembro de 2022, ainda abaixo do pico de 63,8% em 2019, mas voltou a cair depois do terceiro trimestre do ano passado, recuando para 61,3% no primeiro trimestre de 2023 – 61,4% no trimestre móvel até abril.
“Essa queda da taxa de participação pode não só atrapalhar a leitura da taxa de desemprego como termômetro da geração de empregos pela economia”, escreve Luiz Guilherme Schymura, diretor do FGV Ibre, na carta mensal de junho.
Além disso, segundo Schymura, “pode também reduzir os efeitos benéficos, em termos de PIB e de bem-estar das famílias, de melhoras no funcionamento do mercado de trabalho”.
Reforma tributária
Valor Econômico situa que o modelo escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para discutir a reforma tributária deve dificultar o acréscimo de dispositivos legais à proposta de emenda constitucional (PEC).
O parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) será apresentado direto no plenário da Câmara. O rito, considerado inusual, torna mais complicada a aprovação de emendas.
Segundo Valor, a discussão apenas num grupo de trabalho foi possível porque a reforma já chegou a ser debatida por uma comissão especial de 2019 a 2021 e estourou o prazo de 40 sessões.
Simplificação
O Estado de S. Paulo publica entrevista com o economista Marcos Lisboa, doutor em Economia pela Universidade da Pensilvânia, para quem a reforma tributária pode solucionar a insegurança jurídica que assusta os investidores estrangeiros.
“Mais preocupante no atual governo é o reforço da agenda de rever jurisprudência antiga, reforçar interpretações criativas da norma para aumentar a arrecadação, tratando as divergências sobre a norma como uma questão de sonegação ou de fraude”, disse.
Tributação
O Globo (10/106) publicou entrevista com a procuradora-geral da Fazenda, Anelize Almeida, que defendeu tratamento diferenciado entre os contribuintes que têm dificuldades para honrar os seus compromissos fiscais.
Para a procuradora, isso garantiria melhores condições para devedores com poucos recursos, olhando para quem precisa escolher, por exemplo, entre pagar imposto ou o gás de cozinha.
Ela também explicou que, se a reforma tributária adotar um IVA único ou um IVA dual, a sistemática do Simples Nacional terá de ser repensada. De acordo com Almeida, “a tributação não pode ser só o Estado querendo arrecadar”.
Déficit
Manchete em O Globo destaca que meta de zerar o déficit nas contas públicas em 2024, definida pelo Ministério da Fazenda e presente no novo arcabouço fiscal, ainda depende de aumento de receitas que não foram aprovadas ou divulgadas.
Pelas contas do governo, será necessário incremento de R$ 110 bilhões, mas o mercado avalia que pode superar isso.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também tem lançado medidas paulatinamente e conseguido aumentar a arrecadação por decisões judiciais.
Mercado
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo (10/06) relataram que o cenário externo, China e Estados Unidos, e a trégua na inflação em maio fizeram o mercado viver um dia de euforia ontem, reforçando a expectativa de um ciclo de redução da taxa básica de juros.
Dólar e juros futuros caíram, e a Bolsa brasileira fechou em alta de 1,33%, aos 117.019,48 pontos. A moeda americana caiu ao longo do dia e fechou a R$ 4,84, uma queda de 0,97%.
Na semana, a Bolsa fechou com ganhos de 3,96%, os maiores desde a semana de 14 de abril, quando teve alta de 5,41%. |