Monitor – 12 de janeiro de 2023

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
12/01/23 | nº 821 | ANO V |  www.cnc.org.br
Mídia online (MSNUOLPEGN e BOL) relata que, depois de registrar expansão nos últimos dois anos, o consumo das famílias deve desacelerar em 2023. Entre os economistas, há quem não descarte uma queda. O Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas calcula que o consumo vai diminuir 0,8% neste ano, após avançar 4,1% em 2022. O Santander, um pouco mais otimista, projeta alta de 1%.

A economista Marina Garrido, do Ibre, destaca que a inadimplência deve continuar subindo até meados deste ano. De acordo com pesquisa da CNC, 30,3% das famílias brasileiras tinham alguma dívida atrasada em novembro. Dos consumidores com renda mensal de até dez salários mínimos, 34,1% atrasaram dívidas, a maior proporção da série, iniciada em 2010.

A coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC e publicada hoje em O Globo, destaca que a confederação emitiu uma nota condenando a ocupação e a depredação das sedes dos três Poderes no último domingo. “O ataque e a destruição dos edifícios do Supremo Tribunal Federal, do Palácio do Planalto e do Poder Legislativo foram uma inequívoca manifestação de ruptura com a democracia”, repudiou José Roberto Tadros.

Conteúdo também informa que o Sesc encerrou o ano de 2022 com 24 novos espaços abertos ao público e que o Senac celebra 77 anos com vocação para transformar vidas pela educação profissional.

Varejo
Valor Econômico 
afirma que, mesmo com Black Friday, o “novembro ruim” terminou com queda de vendas do varejo acima da esperada – após três meses de alta-, sob efeito de inflação e juro alto. Os dois fatores devem ter mantido o impacto em dezembro e espera-se que continuem como desafios à evolução do comércio em 2023, ao menos no primeiro semestre. Apesar da queda em novembro, o varejo restrito deve ter fechado com variação positiva em 2022.
O volume de vendas no varejo restrito caiu 0,6% em novembro, ante outubro, com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo IBGE. Em outubro, frente a setembro, o comércio restrito avançou 0,3%, em dado revisado após divulgação de alta de 0,4%.

Salário mínimo
Na Folha de S.Paulo, reportagem diz que o governo federal deve segurar o reajuste adicional do salário mínimo para evitar o custo extra de até R$ 7,7 bilhões, que precisaria ser acomodado mediante cortes em outras áreas. Dessa forma, o piso deve ser mantido em R$ 1.302. Durante a transição, houve a expectativa de que o valor alcançasse R$ 1.320, tendo uma verba de R$ 6,8 bilhões reservada no Orçamento para esse fim.

O Globo acrescenta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia manter o valor de R$ 1.302 para o salário mínimo pelo menos até maio, segundo integrantes do Executivo. O motivo para o adiamento seria o aumento do número de aposentados no fim de 2022, que fez os gastos com a Previdência crescerem acima do previsto.

Bolsa Família
O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo 
informam que o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou ontem que o governo deve começar a pagar em março o adicional de R$ 150 do Bolsa Família para cada criança de até seis anos. Dias também disse que há 10 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família com indícios de irregularidades. Desse total, 6 milhões são famílias unipessoais, ou seja, compostas por apenas um membro, de acordo com o ministro.

Ao ser questionado sobre uma possível mudança no orçamento do Bolsa Família com o recadastramento, Dias disse acreditar que há mais famílias irregulares, que deixarão de receber o benefício, do que pessoas aptas a entrar na lista de beneficiários.

Lojas Americanas
Em manchete, Valor Econômico destaca que o mercado recebeu como uma bomba fato relevante divulgado na noite de ontem pela Americanas. A companhia encontrou “inconsistências” estimadas em RS 20 bilhões até 30 de setembro em sua conta de contas de fornecedores de exercícios anteriores, incluindo 2022.

O conselho de administração nomeou interinamente João Guerra para diretor-presidente e diretor de Relações com Investidores. O executivo atua nas áreas de tecnologia e recursos humanos da Americanas e não tem envolvimento anterior na gestão contábil ou financeira, destaca fato relevante divulgado pela Americanas ontem. Rial agora atuará como assessor, ajudando acionistas no processo de apuração do caso. O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo tratam do tema.

Varejo de construção
Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) destaca que, passado o período de bonança vivido na fase mais aguda da pandemia, as grandes redes de varejo de material de construção reavaliam a sustentabilidade dos projetos num cenário menos favorável. O potencial do modelo das chamadas lojas de bairro foi colocado no divã num momento de rearranjo de forças no setor, em que nomes tradicionais tentam negociar suas operações.

Em processo de venda, a Telhanorte, do grupo francês Saint Gobain, decidiu fechar unidades nesse formato e redesenhar a estratégia. A francesa Leroy Merlin também pisou no freio e reduziu a ambição para o formato. Num contexto de juros em alta e inflação, o varejo de material de construção amarga queda de 8,9% no acumulado de janeiro a novembro de 2022, segundo dados mais recentes do IBGE.

Democracia
Manchetes de O Globo e Folha de S.Paulo compartilham que 93% dos entrevistados pelo Datafolha repudiam os ataques promovidos por extremistas de direita às sedes dos Três Poderes no último domingo (8).

Dos 1.214 entrevistados, 77 % creem que os terroristas serão punidos e 42% esperam penas duras. Na visão de 63% e 61%, respectivamente, a segurança do DF e Ibaneis Rocha foram omissos. Sobre Lula, 37% dizem que ele deveria ter feito mais.

A manchete de O Estado de S. Paulo evidencia que o Gabinete de Segurança Institucional está no centro dos acontecimentos que levaram à invasão do Palácio do Planalto. No sábado, cerca de 20 horas antes do ataque de bolsonaristas radicais, o GSI dispensou, por meio de documento formal, o pelotão de homens do Batalhão da Guarda Presidencial que reforçava a segurança do palácio.

Fazenda
O Globo 
comunica que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lançará hoje uma série de medidas para reduzir sensivelmente o rombo nas contas públicas. O pacote, cuja maior parte é do lado das receitas, deve ter um impacto de mais de R$ 100 bilhões, podendo chegar a R$ 150 bilhões. A reportagem ressalta que a dimensão das ações e o cálculo exato ainda estão sendo fechados.

Planejamento
Principais jornais também registram que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quarta-feira (11) a composição de sua equipe de secretários ressaltando “as linhas de pensamento econômico diferentes” e pregando harmonia com os ministros da Gestão, Esther Dweck, e da Fazenda, Fernando Haddad.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,40%, cotado a R$ 5,18. Euro caiu 0,19%, chegando a R$ 5,57. A Bovespa operou com 112.517, alta de 1,53%. Risco Brasil em 261 pontos. Dow Jones subiu 0,80% e Nasdaq teve alta de 1,76%.

Valor Econômico
Americanas revela rombo de R$ 20 bi e perde Rial como CEO

O Estado de S. Paulo
GSI dispensou reforço de guarda no Planalto horas antes da invasão

Folha de S.Paulo
93% condenam ataques a três Poderes

O Globo
Datafolha: atos golpistas são condenados por 93%

Correio Braziliense
Brasília entra em alerta máximo contra extremistas

Leia também

Rolar para cima