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Varejo
Valor Econômico afirma que, mesmo com Black Friday, o “novembro ruim” terminou com queda de vendas do varejo acima da esperada – após três meses de alta-, sob efeito de inflação e juro alto. Os dois fatores devem ter mantido o impacto em dezembro e espera-se que continuem como desafios à evolução do comércio em 2023, ao menos no primeiro semestre. Apesar da queda em novembro, o varejo restrito deve ter fechado com variação positiva em 2022.
O volume de vendas no varejo restrito caiu 0,6% em novembro, ante outubro, com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo IBGE. Em outubro, frente a setembro, o comércio restrito avançou 0,3%, em dado revisado após divulgação de alta de 0,4%.
Salário mínimo
Na Folha de S.Paulo, reportagem diz que o governo federal deve segurar o reajuste adicional do salário mínimo para evitar o custo extra de até R$ 7,7 bilhões, que precisaria ser acomodado mediante cortes em outras áreas. Dessa forma, o piso deve ser mantido em R$ 1.302. Durante a transição, houve a expectativa de que o valor alcançasse R$ 1.320, tendo uma verba de R$ 6,8 bilhões reservada no Orçamento para esse fim.
O Globo acrescenta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia manter o valor de R$ 1.302 para o salário mínimo pelo menos até maio, segundo integrantes do Executivo. O motivo para o adiamento seria o aumento do número de aposentados no fim de 2022, que fez os gastos com a Previdência crescerem acima do previsto.
Bolsa Família
O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo informam que o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou ontem que o governo deve começar a pagar em março o adicional de R$ 150 do Bolsa Família para cada criança de até seis anos. Dias também disse que há 10 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família com indícios de irregularidades. Desse total, 6 milhões são famílias unipessoais, ou seja, compostas por apenas um membro, de acordo com o ministro.
Ao ser questionado sobre uma possível mudança no orçamento do Bolsa Família com o recadastramento, Dias disse acreditar que há mais famílias irregulares, que deixarão de receber o benefício, do que pessoas aptas a entrar na lista de beneficiários.
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