Inflação
Manchetes na Folha de S.Paulo e O Globo destacam desaceleração da inflação em março, que veio abaixo do esperado pelos economistas e causaram disparada na Bolsa e o dólar com a menor cotação em dez meses.
Segundo Folha, analistas passaram a enxergar uma porta para um corte de juros pelo Banco Central com os preços em desaceleração. Nos mercados futuros, os juros também reagiram em retração.
O IBGE informou que o IPCA subiu 0,71% em março com a pressão da gasolina mais cara. Em fevereiro, o índice havia subido 0,83%. O ritmo menor se deve à perda de força dos preços de produtos e serviços diversos da cesta de consumo.
Com o novo resultado, o IPCA acumulou inflação de 4,65% em 12 meses – o avanço era de 5,60% até fevereiro.
Mercado
O Globo, Folha de S.Paulo e demais jornais destacam que o mercado brasileiro teve um dia de otimismo ontem. O Ibovespa subiu 4,29%, no melhor pregão desde 3 de outubro. Já o dólar fechou na menor cotação desde 10 de junho. Analistas veem a desaceleração da inflação no mês de março como o principal motivo a influir no mercado. A informação de que o texto final do arcabouço fiscal terá limite ao aumento de investimentos também teria contribuído.
Salário mínimo
Valor Econômico reporta que o Ministério da Fazenda começou a discutir propostas para a nova política de valorização do salário mínimo. Há quatro propostas na mesa, e uma delas considera o PIB per capita como referência para o crescimento real anual.
A reportagem menciona que esta é a preferência da equipe econômica, tendo em vista que traz um impacto fiscal menor do que as demais propostas. No entanto, a classe política e o Ministério do Trabalho divergem, que preferem fórmula que considera a inflação (medida pelo INPC) mais o crescimento do PIB de dois anos anteriores.
FMI
O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo relatam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, em comunicado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que nova regra fiscal ajudará a reduzir a inflação e, por consequência, as taxas de juros no Brasil.
No documento, Haddad reafirmou o compromisso de deixar o país com contas no azul ao fim do último ano da gestão petista e rebateu críticas quanto aos riscos de elevação da carga tributária.
O ministro ainda defendeu que a norma tem como objetivo estabilizar a dívida pública ao longo do tempo e condicioná-la a um caminho claro de queda.
Micros
Valor Econômico noticia anúncio da Caixa Econômica Federal, feito ontem, de que reduzirá juros para cerca de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas. Em convênio firmado com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, o banco público estima que as linhas de crédito vão contar com uma redução de até 33% nos juros. Além disso, empresas associadas terão linha de capital de giro para contratação com taxas de juros a partir de 1,21% ao mês. Já investimentos para compra de máquinas e equipamentos poderão ser contratados com taxas a partir de 1,34% ao mês. |