Monitor – 11 de novembro de 2021

Compartilhe:

Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
11/11/21 | nº 531 | ANO III |  www.cnc.org.br
Projeções da CNC para o setor de turismo são destaque na Agência Brasil e nos principais portais. A expectativa é de que o segmento contrate 478,1 mil trabalhadores formais entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022. Desse total, 81,7 mil serão voltados, especificamente, para atender à demanda da alta temporada, segundo a CNC. A CNC projeta de R$ 171,9 bilhões pelo setor ao longo da próxima alta temporada.

Nos jornais de hoje, a coluna Mercado S/A (Correio Braziliense) destaca a estimativa de contratação de 478,1 mil trabalhadores para a alta temporada.

TV CNT também repercutiu as projeções, com declaração do economista Fabio Bentes, além da Rádio Nacional.

A coluna Comércio em Pauta, publicada hoje em O Globo, destaca a realização da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul, evento sediado pela CNC.

O presidente da entidade, José Roberto Tadros, destacou que o Mercosul precisa se unir cada vez mais para reduzir a pobreza nos países e melhorar o poder aquisitivo da sociedade. O vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro Paulo Guedes também participaram.

A coluna também repercute o Prêmio Sesc de Literatura e o lançamento da plataforma Senac Empresas.

Desoneração da folha
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que o TCU pode rever seu entendimento sobre a necessidade de medidas compensatórias para iniciativas em que o Executivo abre mão de receitas fiscais. Uma nova resolução do tribunal sobre o assunto deve ser votada na próxima semana.

Com a medida, seria possível prorrogar a desoneração da folha de pagamento para 17 setores sem necessariamente usar o espaço fiscal aberto pela possível aprovação da PEC dos Precatórios, informa a Folha.

Valor e O Globo destacam que o deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG), relator do projeto na CCJ da Câmara, protocolou ontem um parecer favorável à prorrogação até 2026 da desoneração da folha de 17 setores, que detêm seis milhões de postos de trabalho. A Comissão deve analisar a proposta na semana que vem.

Inflação
Jornais informam que o IPCA acelerou mais do que o esperado em outubro, pressionado por serviços, combustíveis e o aumento da demanda decorrente do avanço da vacinação.

O índice teve aumento de 1,25% em outubro, após elevação de 1,16% em setembro, segundo o IBGE. Em 12 meses, atingiu a marca de dois dígitos, chegando a 10,67% – maior taxa desde janeiro de 2016.

A alta disparou um alerta para impactos na inflação de 2022 e gerou a sensação de que o BC pode acelerar ainda mais o ritmo de elevação da Selic. Algumas instituições já projetam aumento de 2 pontos percentuais em dezembro, no cenário-base.

Em entrevista ao Estadão, o coordenador de Índices de Preços da FGV, André Braz, avalia que a inflação começará a desacelerar apenas em maio, “com a ajuda de energia elétrica”.

Gás natural
Valor Econômico destaca que a Petrobras quer aumentar, de duas a até quatro vezes, o preço do gás natural em 2022 nos novos contratos em negociação com concessionárias estaduais, segundo a Abegás. A entidade pretende entrar com uma representação no Cade para que as bases dos contratos em vigência sejam mantidas.

Em entrevista à Rádio Cultura do Espírito Santo, Jair Bolsonaro disse que a Petrobras é um “monstrengo” que trabalha para que seus acionistas “nunca tenham prejuízo”. Ele voltou a criticar a política de preços da companhia e, sem detalhes, repetiu que pretende privatizá-la parcialmente.

Gasolina
Relatório da consultoria S&P Global Platts prevê que a demanda por gasolina no Brasil deve retornar no ano que vem aos níveis registrados em 2019, antes da pandemia. No caso do diesel, o consumo no país está acima do registrado antes da crise sanitária e, de acordo com o relatório, o Brasil puxa a demanda pelo combustível na América Latina.

Etanol
As vendas de etanol por usinas do Centro-Sul totalizaram 2,14 bilhões de litros em outubro, o menor volume desde abril de 2020, informa o Valor. A queda foi de 29,8% em relação a outubro de 2020 e de 13% em comparação com setembro deste ano.

Captações externas
Manchete do Valor destaca que a piora das condições fiscais do país teve impacto no mercado de captações externas, esfriando a disposição de empresas para emitir títulos de dívida no mercado internacional. O aumento do risco Brasil pressiona o custo dessas operações, levando companhias a adiarem os planos ou a optarem por emitir dívida local.

Evasão tributária
Reportagem na Folha informa que, no ano passado, o varejo brasileiro deixou de pagar aos cofres públicos de R$ 95 bilhões a R$ 125 bilhões devido a transações sem nota fiscal, especialmente em canais digitais. A estimativa consta de estudo da consultoria McKinsey produzido para o IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo).

Segundo o levantamento, a perda de arrecadação ocorre principalmente nos segmentos de vestuários e calçados, seguidos de alimentos e bebidas, farmácia e varejo de beleza e eletrônicos e celulares.

Da evasão fiscal no varejo, 22% ocorreram em canais digitais. O cross-border – transação internacional anunciada em canais que operam nacionalmente – representou 70% dos casos, o que significa até R$ 20 bilhões.

E-commerce
Reportagem no Valor explora iniciativas de empresas de tecnologia que usam inteligência artificial para evitar os carrinhos de compra abandonados no mercado on-line.

A brasileira Omnilogic, que desenvolveu um algoritmo próprio de inteligência artificial para o varejo, teve um salto na demanda neste ano. Milena Leal, diretora de negócios de nuvem computacional do Google no Brasil, notou uma busca expressiva de varejistas interessados em acelerar a adoção de algoritmos inteligentes neste ano.

Bem-estar sexual
Reportagem do Estadão conta que o segmento de bem-estar sexual deve movimentar US$ 125 bilhões no mundo até 2026, segundo a consultoria KBV. O nicho entrou de vez para o radar dos marketplaces: em outubro, a Magazine Luiza anunciou o lançamento de uma categoria para o setor. Em abril, a Amaro fez parceria com empreendedores para venda desses produtos.

Carrefour
Às vésperas de completar um ano do assassinato de João Alberto Freitas, espancado por seguranças no estacionamento do Carrefour, a empresa realizou um evento para falar de combate ao racismo e das ações que vem implementando. Em junho, o Carrefour assinou com a Justiça um TAC de R$ 115 milhões. Notícia do Painel S.A. (Folha).

Valor Econômico destaca que o Carrefour decidiu congelar até janeiro de 2022 os preços dos produtos de marca própria, que chegam a 18% de participação nas vendas do varejo alimentar da rede. “Existe demanda crescente dos consumidores por preço. Preço é chave no momento da economia brasileira”, afirmou o presidente do GPA, Jorge Faiçal.

Nestlé
Painel S.A. (Folha) conta que a Nestlé lança nesta semana um chatbot no WhatsApp para tirar dúvidas de agricultores sobre o cultivo de cacau no campo.

Sérgio Moro
No noticiário político, a principal manchete é a filiação de Sérgio Moro ao Podemos. Em discurso, o ex-ministro da Justiça falou como candidato, atacou Bolsonaro e o PT e defendeu a operação Lava Jato.

Tentando se firmar como principal nome da terceira via, Moro falou na criação de uma nova força-tarefa, desta vez para erradicar a pobreza.

Principais jornais repercutem a filiação do ex-juiz Sérgio Moro ao Podemos. Em discurso com tom de candidato, ele defendeu a Lava-Jato e atacou Lula e Bolsonaro. Moro falou em combate à corrupção e esboçou propostas.

Pesquisa de opinião
Nova rodada da pesquisa mensal Quaest/Genial Investimentos mostrou uma nova piora na avaliação do presidente Jair Bolsonaro. A avaliação negativa passou de 53% para 56% em um mês, e a positiva oscilou de 20% para 19%. Na simulação de voto para a eleição presidencial de 2022, o ex-presidente Lula ganharia no primeiro turno nas duas simulações feitas.

O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,10%, cotado a R$ 5,50. Euro caiu 0,86%, chegando a R$ 6,31. A Bovespa operou com 105.967 pontos, alta de 0,41%. Risco Brasil em 341 pontos. Dow Jones caiu 0,66% e Nasdaq teve queda de 1,66%.
Valor Econômico
Captação externa perde força com a piora fiscal

O Estado de S. Paulo
Moro fala como candidato e ataca mensalão e rachadinha

Folha de S.Paulo
Inflação tem pior avanço para outubro desde 2002

O Globo
Inflação generalizada pressiona por alta maior da taxa de juros

Correio Braziliense
Medidas para Brasília crescer de forma rápida e sustentável

Leia também

Rolar para cima