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Varejo 1
Valor e Estadão repercutem dados da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo IBGE, que mostra crescimento de 1% no volume de vendas do varejo restrito no país, frente a fevereiro. Foi o terceiro aumento seguido na série com ajuste sazonal, após 2,3% em janeiro e 1,3% em fevereiro.
Considerando o primeiro trimestre, o volume de vendas de varejo restrito avançou 1,9% ante o anterior, na primeira alta trimestral desde o segundo trimestre de 2021 (2,2%).
No varejo ampliado, que inclui vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas subiu 0,7% na passagem entre fevereiro e março.
Reabertura da economia, base de comparação baixa e desemprego estável combinado com uso de estoque de poupança e aumento da renda média contribuíram para um desempenho do comércio melhor que o esperado. Embora medidas como a liberação do saque do FGTS possam ajudar no curto prazo, os economistas avaliam que fatores como inflação, juros altos e endividamento das famílias devem jogar contra ao longo do ano.
Varejo 2
Valor também repercute dados dos índices Getnet, que mostram que os setores varejistas e de serviços brasileiros começaram o segundo trimestre em crescimento. A expectativa é de que a primeira metade do ano seja positiva para o consumo das famílias.
O IGet do varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, avançou 0,5% em abril, vindo de 2,7% em março, na séria com ajuste sazonal. Já o IGet restrito cresceu 1,9%, após forte queda de 4,8% em março. Quatro atividades mostraram crescimento na margem em abril: combustíveis (3,4%), supermercados (2,6%) e partes e peças automotivas (2,2%).
O IGet de serviços, por sua vez, subiu 4,1% em abril, após avanço de 1,5% em março. Foi a terceira alta consecutiva e reforça a superação das perdas observadas em janeiro, segundo o Santander.
Varejo 3
Coluna do Broadcast (Estadão) conta que as empresas ligadas ao consumo fecharam em alta na B3, a reboque de indicadores de vendas e inadimplência melhores do que o esperado e da ata do Copom, que sinalizou a possibilidade de redução no ritmo de alta da Selic em junho. Destaque para ação ON da Natura & Co., que teve ganho de 8,73% com o “Natura Day” em Nova York.
Via
A Via abriu a temporada de balanços do primeiro trimestre das varejistas de bens duráveis mostrando vendas fracas em lojas e aumento na inadimplência de curto prazo, mas com sinais mais animadores na demanda nos últimos meses e rentabilidade acima do previsto.
Segundo reportagem do Valor, o mercado avalia que a Via buscará defender margens em 2022, mesmo com eventual retorno da venda. E a base de comparação alta no braço digital, pressão inflacionária e a escalada dos juros ainda não devem trazer trégua ao desempenho até o fim do ano.
Assaí
Depois de um desempenho forte em abril, a direção da rede Assaí espera que as vendas no segundo trimestre cresçam mais de 30%. “Crescemos próximo a 40% na base total em abril. Foi um mês atípico por ter Páscoa e um Carnaval fora de época”, disse o presidente do grupo, Belmiro Gomes, acrescentando que o movimento das lojas tem crescido sequencialmente. Registro do Valor.
Mesbla
Reportagem no Estadão conta que a marca Mesbla foi resgatada por Marcel Jerônimo e Ricardo Viana, filhos de ex-funcionários da varejista, que desembolsaram R$ 500 mil para licença de uso da marca. O novo formato será apenas online, por meio de um marketplace.
Centauro
Valor informa que o Grupo SBF, dono da varejista Centauro e da Fisia (distribuidora da Nike no Brasil), registrou de janeiro a março vendas líquidas de R$ 1,34 bilhão, com aumento de 65% em relação ao primeiro trimestre de 2021.
Dia das Mães
Painel S.A. (Folha) relata que os lojistas de shoppings atravessaram o Dia das Mães com desempenho positivo. A inflação corroeu parte do potencial da data, mas ainda foi possível alcançar um crescimento real perto dos 10% em relação ao ano anterior, segundo a Ablos, associação que reúne lojas satélites.
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