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Inflação
Imprensa registra que a inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, fechou 2022 com alta acumulada de 5,79%. Com os cortes de impostos sobre combustíveis e energia elétrica, o IPCA perdeu força em relação a 2021, quando havia subido 10,06%. Apesar da trégua, os preços seguem em um patamar elevado para o bolso dos brasileiros.
Pelo segundo ano consecutivo, o IPCA estourou a meta de inflação perseguida pelo BC. O centro da meta de inflação era de 3,5% no ano passado, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (5%) ou para baixo (2%). A variação de 5,79% também surpreendeu o mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam uma alta menor, de 5,60%.
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou em carta aberta ontem que o estouro da meta de inflação pelo segundo ano consecutivo se deve a cinco principais fatores, como inflação herdada do ano anterior, fenômenos globais e retomada na demanda de serviços e no emprego após a reabertura da economia.
Quanto à influência de pressões vindas do cenário internacional, agravadas pela eclosão da Guerra da Ucrânia, o BC citou a elevação dos preços de commodities, em especial do petróleo, desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos, gargalos nas cadeias produtivas globais e choques em preços de alimentação, resultantes de questões climáticas. O BC também destacou a deterioração das expectativas de agentes do mercado financeiro, afetadas pelas pressões inflacionárias e pela perspectiva da manutenção ou propagação dos seus fatores.
Combustíveis
O Estado de S. Paulo comunica que o Ministério da Fazenda espera “sinal verde” para a volta da cobrança dos tributos federais sobre a gasolina e o etanol, a partir de março, no primeiro pacote de medidas econômicas a ser divulgado pelo governo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trabalha com essa medida para reforçar a arrecadação e reduzir o rombo das contas públicas em 2023. A zeragem dos tributos federais e Cide sobre a gasolina foi prorrogada até 28 de fevereiro.
O fim da desoneração do diesel, gás de cozinha, biodiesel e GLP, é considerado mais difícil, por atingir a população mais pobre. O anúncio do pacote está previsto para amanhã ou sexta-feira (13).
Gás natural
Valor Econômico e O Globo informam que, a partir de 1º de fevereiro deste ano, a Petrobras vai atualizar os preços de venda de gás natural com as distribuidoras terão redução média de 11,1% em reais por metro cúbico, com relação ao praticado em trimestre imediatamente anterior, o período de novembro a janeiro.
Esse recuo, explicou a empresa, não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel — e sim ao preço de venda de gás às distribuidoras, transportado e distribuído por dutos.
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