Monitor – 11 de agosto de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo11/08/23 | nº 965 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Capital S/A (Correio Braziliense) conta que especialistas da área econômica fizeram, ontem, uma análise do cenário brasileiro, no 38º Congresso Nacional de Sindicatos Empresáriais (CNSE). Segundo eles, a flexibilização do teto de gastos, com a lei do novo Arcabouço Fiscal, feita pelo Ministério da Fazenda, tende ao desequilíbrio nas contas públicas. “Se os gastos do governo federal estiverem em patamar alto, a tendência de solucionar o problema das contas será aumentar a carga tributária, e isso não é bom”, avaliou Guilherme Mercês, economista da CNC.
Remessa ConformeManchete no Valor Econômico destaca que o Ministério da Fazenda estuda mexer, ainda neste ano, na alíquota de imposto de importação sobre as remessas internacionais de baixo valor (até US$ 50). Com isso, a alíquota pode, inicialmente, ficar entre 17% e 20% sobre o total da compra. Desde 1º de agosto, essa alíquota de importação é zero para as empresas de comércio eletrônico que aderirem ao programa Remessa Conforme. A cobrança em estudo seria instituída para as remessas feitas dentro do Remessa Conforme. Valor cita que definição de uma nova alíquota é uma demanda das varejistas locais e da indústria nacional.Reforma tributáriaNo Valor Econômico, mesmo com críticas ao volume de itens com tratamento diferenciado no texto da reforma tributária que chegou ao Senado, pesquisadores do FGV Ibre avaliam que, em relação à experiência internacional, o conceito original e a estrutura principal de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) foram preservados. Eles alertaram que a tramitação do projeto ainda é o principal risco para essa avaliação mais positiva, principalmente se forem incluídas exceções a ponto de os efeitos benignos da reforma sobre a economia serem diluídos. Rotativo do cartão Principais jornais informam que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou ontem que acabar com o rotativo do cartão de crédito pode ser a solução para os juros altos e para a inadimplência da modalidade e também sobre a possibilidade de criar uma tarifa para frear o parcelamento sem juros. O parcelamento de compras sem juros no cartão de crédito virou tema de debate no setor financeiro brasileiro depois que grandes bancos apontaram esse segmento como um dos culpados pelas altas taxas de juros do rotativo dos cartões.“A gente tem 90 dias para apresentar uma solução, que está se encaminhando para que não tenha mais rotativo. O crédito vai direto para o parcelamento. Extingue o rotativo, quem não paga o cartão vai direto para o parcelamento ao redor de 9%”, afirmou. Os juros médios do rotativo do cartão de crédito estão em 437% ao ano, mas as instituições chegam a cobrar quase 1.000%, segundo ranking do BC.O Estado de S. Paulo e Valor Econômico acrescentam que, temendo um tabelamento, como ocorreu com o cheque especial – que hoje tem teto de 8% ao mês -, os bancos aceleraram as negociações com varejistas e empresas do setor. O objetivo é encontrar uma “solução de mercado” e evitar medidas mais intervencionistas. A Febraban disse que trabalha por uma solução que “pode incluir o fim do crédito rotativo e um redesenho das compras parceladas no cartão”. A entidade também diz que “deve haver o reequilíbrio” no sistema de parcelamento no País.A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que reúne instituições de médio porte, disse que é preciso um amplo debate para possibilitar melhores condições estruturais para o mercado de crédito. O fim do rotativo teria impactos diferentes para cada instituição financeira. A lógica é que bancos com clientes de renda mais baixa, que usam mais o rotativo, seriam mais afetados. De qualquer forma, não seria nada tão substancial que fizesse alguma instituição lutar contra essa alternativa.Inflação de serviçosO Estado de S. Paulo reporta que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou ontem que os preços de serviços ainda “preocupam um pouco mais” por estarem caindo “mais lentamente”. “Temos preocupação específica com a inflação de serviços, que não tem caído tanto quanto as outras inflações”, disse Campos Neto durante audiência no Senado. O chefe da autoridade monetária ainda defendeu novamente o regime de metas de inflação brasileiro, que, segundo ele, tem se mostrado eficiente para manter a inflação controlada. Folha de S.Paulo avança em frente semelhante.Novo PACO Globo registra que o presidente Lula lança hoje, em evento no Rio de Janeiro (RJ), nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em meio a incertezas sobre o espaço disponível para gastar, sem a aprovação do arcabouço fiscal. O programa será um “guarda-chuva” de praticamente todos os investimentos previstos pelo governo, colocando na conta projetos de estatais, concessões públicas de todas as naturezas e financiamento a estados, municípios e empresas. O investimento total deve girar em torno de R$ 1 trilhão, mas com a maior parte desse volume formada por dinheiro que já estava nas previsões oficiais e que provavelmente ocorreriam com ou sem o programa. Folha de S.Paulo revela que o presidente Lula incluirá no Novo PAC projetos como a Ferrogrão, um trem de passageiros entre São Paulo (SP) e Campinas (SP) e uma ponte entre o Brasil e o Uruguai. As obras paralisadas estão entre as prioridades do governo Lula. A justificativa é aproveitar que parte dos trabalhos já foi executada e aumentar a chance de conclusão de empreendimentos relevantes. Isso inclui a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujas obras foram suspensas na época da Lava Jato, e a usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). Folha de S.Paulo também relata declaração do ministro dos Transportes, Renan Filho, de que o governo decidiu “não deixar nenhuma obra parada para trás”. Ele também disse que os problemas das obras do primeiro PAC resultaram do teto de gastos. O ministro terá sob seu controle R$ 70 bilhões do total de R$ 240 bilhões que o governo pretende investir no PAC até o fim do mandato de Lula. Cerca de 40% do número de obras é da área de transportes.
Dia dos Pais Coluna do Broadcast (O Estado de S. Paulo) conta que as vendas online do Dias dos Pais devem aumentar 7,3%, segundo a empresa de soluções digitais Infracommerce. “Após a retomada das atividades presenciais, o consumidor manteve os hábitos. A comodidade e as boas experiências de compra fazem com que os consumidores continuem a preferir o ecommerce”, diz o diretor de marketing da empresa, Carlos Moore, citando pesquisa do Google que mostra que 60% das compras para a data devem ser digitais.Varejo Valor Econômico registra que as vendas no varejo brasileiro iniciaram o segundo semestre em queda, na ótica da sétima edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo. Na leitura do indicador referente ao mês passado, cujo resultado foi antecipado ao Valor, o comércio amargou recuo de 2,5% em julho ante junho, com retração de 2,4% na comparação com julho do ano passado.Entre junho e julho, o indicador mostrou queda disseminada de vendas em todas as atividades calculadas no índice. Para o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone Matheus Calvell, o alto endividamento das famílias impede recuperação mais forte do poder de consumo e afeta as vendas. “Difícil imaginar crescimento no setor neste ano”, afirmou ele.ServiçosValor Econômico expõe que o crescimento em junho do volume de serviços prestados no país ficou abaixo da expectativa do mercado, e, segundo economistas, a desaceleração da economia brasileira já pode ser observada no resultado.O setor teve alta de 0,2% em junho na comparação com maio e cresceu 4,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As medianas coletadas pelo Valor Data indicavam crescimento de 0,5% na comparação com maio e de 4,2% em relação a junho do ano passado. Em maio, o setor cresceu 1,4% frente a abril após a revisão anunciada na pesquisa.Regime fiscal anti-filaA coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) registra que o secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, concedeu um regime especial para os comerciantes que vão trabalhar no The Town, megaevento de rock que ocorre no próximo mês.Ao invés de emitirem as notas fiscais a cada compra registrada, os vendedores poderão emitir uma nota única nota, informando as operações feitas na noite anterior. Essa é uma forma de agilizar as vendas e diminuir as filas.Pleito da organização do evento, o regime especial será colocado em teste para ser aplicado nos próximos festivais na capital paulista.
Reforma ministerialFolha de S.Paulo atenta que o presidente Lula (PT) tem reclamado a aliados sobre a estratégia de líderes do centrão para pressioná-lo a concretizar a reforma ministerial que irá colocar o PP e o Republicanos no primeiro escalão do governo. Em conversas com pessoas próximas, o petista afirmou que as negociações vão acontecer e não deveriam se misturar com sinalizações em tom de ameaça e barganha. RepublicanosO Globo expõe que a negociação para assumir um ministério no governo Lula já provoca fissuras internas no Republicanos. Na mais recente delas, o principal nome da legenda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ameaça deixar a sigla caso seus correligionários ingressem na base do petista. A avaliação tanto no Palácio do Planalto quanto no partido, no entanto, é que a oposição de parte da legenda não vai alterar o embarque do Republicanos na gestão de Lula. LiraPrincipais jornais relatam que o ministro Gilmar Mendes, do STF, anulou ontem as provas colhidas na Operação Hefesto – apuração sobre fraudes na compra de kits de robótica por 43 prefeituras de Alagoas que lança suspeitas sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). No início de julho, o decano do tribunal já havia concedido uma liminar no sentido de suspender a investigação. AvaliaçãoO Globo avança que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o integrante do governo Lula com melhor avaliação junto aos deputados, de acordo com pesquisa Genial/Quaest feita entre 13 de junho e 6 de agosto com uma amostra de 185 integrantes da Câmara (36% do total). Haddad teve o trabalho considerado positivo por 52% dos parlamentares entrevistados. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, obteve o pior resultado. Pelo levantamento, 41% dos deputados consideram negativa a atuação de Costa.
O dólar comercial fechou ontem em quedade 0,47% cotado a R$ 4,88. Euro caiu 0,42%, chegando a R$ 5,36. A Bovespa operou com 118.349, queda de 0,05%. Risco Brasil em 394 pontos. Dow Jones subiu 0,15% e Nasdaq teve alta de 0,12%.

Valor EconômicoGoverno estuda alíquota entre 17% e 20% sobre compras no exterior de até US$ 50O Estado de S. PauloRevisão amplia acesso dos mais pobres ao ensino via Lei de CotasFolha de S.PauloEquador adota estado de exceção após presidenciável ser mortoO GloboGoverno decreta redução de voos no Santos Dumont para viabilizar GaleãoCorreio BrazilienseMestra do português e da vida

 

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