| Principais jornais informam que as vendas no varejo do Brasil chegaram ao fim do segundo trimestre com a maior queda mensal desde o final do ano passado, recuando mais do que o esperado em junho, com perdas em meio à inflação elevada e o crédito apertado.
Em junho, o setor registrou contração de 1,4% nas vendas na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.
O economista da CNC Fabio Bentes é ouvido em reportagem de O Globo: “Olhando o retrato do primeiro semestre, ficou evidente que do efeito circulação não vem mais ajuda. O principal problema é o IPCA na casa dos dois dígitos. O varejo está pagando a conta disso”, avalia.
O resultado de junho é o segundo seguido no vermelho, com o setor acumulando perda de 0,8% nesses dois meses, na comparação com o bimestre anterior. Também foi a contração mais intensa desde dezembro do ano passado (-2,9%), e mais forte do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de recuo de 1,0%.
Na comparação com junho de 2021, o varejo restrito caiu 0,3% e acumula queda de 0,9% no resultado em 12 meses até junho. Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, foi a primeira vez que a taxa em 12 meses do volume de vendas do varejo restrito fica negativa por dois meses seguidos desde 2017.
As principais influências vieram dos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-5,4%) e de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).
O Globo acrescenta que, na estimativa da CNC, dos R$ 41,2 bilhões injetados na economia com a PEC Eleitoral, R$ 34 bilhões têm potencial para fomentar o consumo entre agosto e dezembro. A maior parte deve estimular o setor de serviços, e somente R$ 16,3 bilhões vão para o varejo.
Bentes avalia que os recursos ajudam no curto prazo, mas “não vai ser via Auxílio Brasil e via voucher caminhoneiro que as vendas do comércio vão bombar”.
Publicada hoje em O Globo, a coluna Comércio em Pauta destaca que o Instituto Justiça & Cidadania lançou, no dia 3 de agosto, o livro Liberdades, com prefácio assinado pelo ex-senador Bernardo Cabral, consultor da Presidência da CNC e coordenador do Conselho de Notáveis da entidade.
O presidente do STF, Luiz Fux, agradeceu a presença do presidente da CNC, José Roberto Tadros, e citou a participação da confederação em publicações sobre temas relevantes para o Brasil.
A coluna também aborda o Circuito Sesc de Corridas e o 3º Fórum Internacional Senac de Educadores. |