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Varejistas
Manchete do Valor Econômico conta que uma das perguntas que mais circularam entre investidores se referiu ao tamanho da crise que se abateu sobre as empresas de varejo, como Americanas, Marisa e Livraria Cultura. Há uma percepção, nas últimas semanas, da existência de um efeito dominó nas empresas do setor, num cenário de turbulência generalizada. O Valor apurou que duas empresas ligadas ao comércio digital, da última leva de abertura de capital, em 2021, analisam iniciar uma recuperação extrajudicial, para alongar pagamentos a credores.
Especialistas concordam que há uma concentração de casos desde a segunda metade de 2022, porém diretores de redes e consultores não veem problemas estruturais no setor, ou sinais de uma onda de quebradeira de negócios. Além disso, alertam que não dá “para colocar tudo na mesma cesta”
Americanas
Em manchete, O Estado de S. Paulo evidencia que o rombo bilionário que levou a Americanas à recuperação judicial por afetar bancos e grandes empresas atinge também pequenos e médios fornecedores. Um cálculo inicial aponta dívida de pelo menos R$ 875 milhões, com mais de 6 mil micro, pequenas e médias empresas da cadeia de produtos ou serviços às lojas.
Sem receber essas contas e com o caixa desfalcado pela inadimplência, algumas delas já começam a reduzir produção e a fazer cortes no quadro de funcionários. A lista de credores entregue à Justiça inclui diversos setores, como de alimentos, indústrias, editoras de livros e prestadoras de serviços de TI. Só para pequenas e micros, a Americanas deve R$ 109,4 milhões.
O Globo acrescenta que a Americanas passou a pagar à vista os fabricantes de chocolates para garantir o faturamento com a Páscoa. Nos meses de março e abril, a venda de ovos, barras e caixas de bombom representa 35% do faturamento da varejista.
A mudança foi uma condição da indústria para continuar fornecendo à companhia, que está em processo de recuperação judicial há cerca de um mês e chegou ater seu caixa afetado pela crise financeira após a revelação de “inconsistência contábeis” de R$ 20 bilhões pelo então presidente, Sergio Rial.
O Estado de S. Paulo noticia que a Americanas começou a notificar os shopping centers onde tem lojas físicas de que os aluguéis devidos até a data do deferimento do pedido de recuperação judicial, em 19 de janeiro passado, não serão pagos por conta do efeito de suspensão de cobranças de dívidas autorizado pela Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo as cifras que constam na lista de credores do processo de recuperação da varejista, entregue à Justiça do Rio de Janeiro, a companhia deve R$ 11,6 milhões aos shoppings espalhados por diversas regiões do País.
Varejo
Valor Econômico registra que, após desempenho fraco no ano passado, o volume de vendas do comércio no país voltou a subir no começo de 2023, puxado por boas performances em produtos alimentícios, vestuário e material escolar. É o que sinaliza primeira edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, novo indicador que mensura ritmo de vendas do setor, elaborado pela empresa de meios pagamentos Stone e pelo Instituto Propague.
No indicador, cujo resultado de janeiro desse ano foi antecipado ao Valor, o volume de vendas ante janeiro de 2022 subiu 1,02%, após quedas em dezembro de 2022 (-1,02%) e em novembro (-1,84%), também na comparação ante igual mês de ano anterior.
O novo índice, cuja metodologia é baseada na do Consumer Finance do Federal Reserve Board (Fed, o BC dos EUA), pode estar a antecipar sinal de melhora no comércio, ante ano passado. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou alta de 1% em 2022 nas vendas do varejo restrito, que exclui veículos, motos, partes e peças e material de construção: a pior taxa anual desde 2016 (-6,2%).
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