Impactos Valor Econômico veicula que impactos dos ataques do Hamas a Israel devem, pelo menos por enquanto, ser bastante limitados sobre a economia brasileira, segundo técnicos do Ministério da Fazenda. A tendência é que os efeitos se materializem principalmente na forma de oscilação temporária do preço do petróleo. Cenários mais drásticos, no entanto, envolveriam o ingresso de mais países no conflito e sanções da Liga Árabe. Reformas Folha de S.Paulo repercute declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que desafios recentes no cenário global reforçam a importância de o Brasil avançar mais rápido para resolver seus problemas internos. Para o ministro, acelerar a agenda de reformas é a maneira de proteger a economia brasileira dos impactos de um ambiente externo ruim, incluindo o conflito em Gaza, os juros altos nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa. Haddad citou a votação do relatório sobre fundos exclusivos além da Reforma Tributária e um projeto sobre a nova lei de seguros. De acordo com ele, foi o cuidado com a economia que livrou o Brasil de maiores impactos em crises do passado, como a de 2008. Jornada de trabalho Valor Econômico situa que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse ontem que é favorável ao debate sobre a redução da jornada de trabalho no país neste momento. Ele lembrou que já há debates acontecendo no mundo de experimentos em relação a três ou quatro dias de trabalho na semana. Em audiência à Comissão de Direitos Humanos do Senado, o ministro afirmou que chegou a sugerir às centrais sindicais que proponham a discussão ao Congresso.
Marinho ponderou que ainda não tratou do assunto com o presidente Lula, e acrescentou, no entanto, que o chefe do Executivo não se oporia a que o assunto fosse tratado no Legislativo.
Contribuição sindical O Estado de S. Paulo traz que o ministro Luiz Marinho (Trabalho), afirmou que o governo não patrocinará a volta do imposto sindical, mas defendeu a nova contribuição aos sindicatos tanto de trabalhadores sindicalizados quanto para os não filiados. “Existe o debate sobre como criar um mecanismo em que os sindicatos possam estar autorizados a, além da mensalidade, ter outra fonte vinculada à negociação coletiva, vinculada a uma prestação de serviço”, disse. De acordo com Marinho, será necessário que o assunto tramite no Congresso para se definir regras sobre como será feita a cobrança, ainda que as centrais sindicais tenham proposto uma autorregulação. Previdência Folha de S.Paulo relata que o Ministério do Trabalho e Emprego defende acabar com a possibilidade de o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) financiar gastos da Previdência e reivindica a devolução de R$ 80 bilhões ao fundo até 2032. Para viabilizar a medida, a pasta propõe as mudanças via Reforma Tributária. Um dos beneficiários da iniciativa seria o BNDES. Folha detalha que o FAT é uma fonte de financiamento barata para as linhas de crédito da instituição. Em nota, o banco de fomento diz que a medida “resgata o sentido histórico do FAT”, mas ressalta que a negociação é conduzida pelo ministério em diálogo com membros da Junta de Execução Orçamentária. Contrarreforma Folha de S.Paulo apura que a proposta do Ministério do Trabalho e Emprego de tirar recursos da Previdência para irrigar FAT e investimentos via BNDES é criticada pelo pesquisador do Insper Marcos Mendes. Para Mendes, trata-se de “uma contrarreforma da Previdência”. As consequências de um eventual avanço da medida será aumento de impostos ou da dívida pública. “O que se está se propondo é um retrocesso”, disse ele, em entrevista.
Cimento Valor Econômico noticia que a comercialização de cimento em setembro somou 5,2 milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), queda de 5,1% ante o mesmo mês de 2022. Em relação a agosto deste ano, a queda é de 12,6%, mas o mês teve 3 dias úteis a mais do que setembro. No acumulado do ano, as vendas recuaram 2%, para 46,8 milhões de toneladas. Além disso, fabricantes de materiais de construção sofreram recuo como um todo: o Índice Abramat, feito pela FGV para a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, apontou queda de 0,1% no faturamento no mês em relação há um ano. Sobre agosto, a queda é de 0,2%. BYD Valor Econômico veicula que a chinesa BYD, em evento na antiga fábrica da Ford, em Camaçari (BA), formalizou ontem planos para iniciar a fabricação de carros elétricos no Brasil. A intenção é que a produção comece entre fins de 2024 e início de 2025. A BYD promete investir R$ 3 bilhões na sua primeira fábrica de carros híbridos elétricos fora da Ásia. Os chineses dizem que serão criados mais de 5 mil empregos. Projeto da fábrica no Brasil tem sido objeto de intensas discussões. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o presidente Lula telefonou para o CEO global e fundador da companhia, o bilionário Wang Chuanfu, para cumprimentá-lo pela iniciativa. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou durante o evento que a futura fábrica se encaixa no que o governo tem chamado de neoindustrialização, com desenvolvimento e sustentabilidade. Pnad Contínua Valor Econômico revela que mesmo após o retorno das entrevistas presenciais, o volume de pessoas que respondem à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, ainda não voltou ao patamar pré-pandemia. De acordo com economistas da LCA Consultores, a taxa de resposta ao fim do segundo trimestre era de 81,4%. O patamar é seis pontos percentuais inferior ao da média entre 2012 e 2019 (87,4%).
Indústria na balança Em editorial, O Estado de S. Paulo destaca queda dos investimentos do setor produtivo, destacados pela rubrica Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), na balança comercial brasileira.
A projeção é que, neste ano, o resultado seja 2,1% menor do que o pífio avanço de 0,9% de 2022. A queda tem sido constatada especialmente no setor de máquinas e equipamentos, o principal indicador da atividade industrial. Segundo Estadão, a indústria, que respondia por quase 50% das exportações nos anos 2000, não chega a bater 30% atualmente. Para o jornal, a agropecuária tem dado suporte fundamental à economia, mas sem a indústria o PIB brasileiro não conseguirá se firmar.
Emprego Em editorial, Valor Econômico pontua que “resiliência do mercado de trabalho tem surpreendido desde o início do ano”. Segundo Valor, reforço dos programas de benefícios poderia estar levando mais pessoas a deixar de procurar emprego, reduzindo o desemprego. Além disso, economia mais forte do que se esperava também pode ter animado o mercado de trabalho. O veículo destaca que “parece estar havendo uma combinação de todos esses fatores, com efeito incerto ao longo do tempo”. De acordo com o texto, parece pouco provável que o ano repita o feito de 2022, quando 2 milhões de vagas formais foram abertas. Para chegar lá seria necessário abrir 700 mil vagas em três meses, ritmo muito superior ao atual. |
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Turismo em família Nota de abre na coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) evidencia que o governo de São Paulo lança nesta terça (10) um programa para estimular o turismo familiar, batizado de “SP Pra Crianças”. Estão previstas a criação de rotas amigáveis a famílias com filhos pequenos e que unam educação e turismo.
Agências de viagens, parques e atrações turísticas serão parceiras e querem discutir a qualificação de mão de obra para que espaços e equipamentos sejam mais atraentes e seguros às famílias. O SP Pra Crianças terá um site onde serão organizadas informações como a programação de parques para o Dia da Criança e o feriado.
O setor de parques e atrações turísticas estima ter fatura do R$ 7,1 bilhões em 2022 e recebido 89 milhões de visitantes. O perfil predominante é de famílias com crianças e das classes C e B. O setor espera receber 18% mais consumidores em 2023.
Hotelaria Na Folha de S.Paulo, a coluna Painel mostra que o governo do Pará tem iniciativas planejadas para abrir 15 mil vagas para hospedagem de participantes da COP3o, que ocorrerá em Belém em 2025. A escassez de quartos de hotel é um dos principais gargalos para a conferência climática da ONU.
Serão 6.000 leitos em navios de cruzeiro que ficarão ancorados no porto a cidade, a ser reformado para permitir a entrada de embarcações de grande porte. Outra ideia é antecipar o calendário escolar e liberar 9. 000vagasem escolas e universidades. Além disso, um prédio pertencente ao INSS que está desativado desde 2010 será reformado e transformado num local para receber os visitantes.
Círio de Nazaré Painel S.A., na Folha de S.Paulo, traz que o faturamento de comércio e serviços, em Belém (PA), subiu 55% na semana que antecedeu a celebração do Círio de Nazaré, em relação ao mesmo período em 2022.
Nos atacados, a receita subiu 179%, segundo a Rede, do ltaú. Também faturaram mais hotéis (58,4%), lojas de roupas (48,4%), postos de combustíveis (30,7%) e farmácias (25,3%). A análise considerou as transações feitas entre o dia 3 de outubro e o domingo (8).
123Milhas Valor Econômico publica que a CPI da Câmara dos Deputados sobre pirâmides financeiras com criptoativos aprovou nessa segunda-feira (9) por unanimidade o relatório do deputado Ricardo Silva (PSD-SP) com o pedido de indiciamento de 45 pessoas por supostos crimes, entre eles o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho, os donos da 123milhas e um sobrinho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que é diretor no Brasil da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo.
A CPI também sugeriu que a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público aprofundem as investigações com auditorias e revisão fiscal da contabilidade dos últimos cinco anos de 12 empresas, como a 123milhas, a Binance e a gestora Infinity Asset.
O relatório foi protocolado na tarde desta segunda-feira e lido em sessão à noite, apesar da semana esvaziada. Silva leu apenas a parte referente à 123milhas e os deputados aprovaram rapidamente o relatório de 509 páginas, sem sequer um pedido de vista. O Globo também noticia.
Ações em queda No Estado de S. Paulo, a Coluna do Broadcast atenta que a alta dos preços globais de energia por conta do confronto israelense criou a expectativa de que os juros fiquem em nível elevado. No Brasil, o varejo foi o mais afetado.
O texto pontua que a ação das Casas Bahia teve a maior queda do Ibovespa, de 4,92%. Também caíram Alpargatas, Assaí e C&A. “A expectativa é de que os juros vão permanecer altos por mais tempo, o que prejudica mais as varejistas”, disse o operador da corretora Geral Luciano Araski. |
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Bolsonaro Folha de S.Paulo, Valor Econômico e demais jornais reportam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga, a partir desta terça-feira (10), mais três ações que podem levar à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro — desta vez, pelo uso indevido das dependências do Palácio da Alvorada e do Palácio do Planalto para realizar atos de campanha.
O Ministério Público Eleitoral (MPE), no entanto, deve se manifestar pela absolvição.
Ataques Golpistas O Globo noticia que a CPI dos Ataques Golpistas chega em sua reta final sem conseguir avançar mais nas investigações sobre o 8 de Janeiro, frustrando tanto a base do presidente Lula quanto a oposição.
O colegiado encerrou a fase de depoimentos sem ouvir os principais alvos inicialmente apontados por governistas — o ex-presidente Jair Bolsonaro — e oposicionistas — o ministro Flávio Dino (Justiça). Agora, a previsão de parlamentares é que as próximas sessões sejam marcadas pela guerra de pareceres.
‘Litigância predatória’ O Estado de S. Paulo veicula que a chamada “litigância predatória” causou um prejuízo estimado de RS 16, 7 bilhões entre 2016 e 2021 em São Paulo, segundo estudo da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado.
O Núcleo de Monitoramento do Perfil de Demandas (Numopede) do Tribunal de Justiça paulista calcula que o fenômeno do ajuizamento de ações em massa gerou, em média, 337 mil processos por ano, causando impacto em todas as varas cíveis do Estado.
Israel Publicações ainda repercutem o terceiro dia de conflito no Oriente Médio. Reportagens detalham que Israel intensificou ontem os bombardeios sobre Gaza. A contraofensiva israelense prepara uma invasão por terra, com a mobilização de 300 mil reservistas do Exército, e inclui o corte de luz, combustíveis e até alimentos para isolar a região.
Em resposta, o Hamas prometeu executar os cerca de 150 reféns sequestrados se Israel não cessar os ataques aéreos. A escalada de violência já tirou a vida de pelo menos 1,5 mil pessoas, sendo 900 israelenses. |
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| A Bolsa brasileira fechou em alta de 0,86%, aos 115.156 pontos, nesta segunda-feira (9), apesar do clima de cautela que se instalou em parte dos mercados internacionais por conta da deflagração da guerra entre Israel e o Hamas. O real se fortaleceu frente ao dólar, que caiu 0,62%, a R$ 5,13 na compra e na venda. O euro também desceu (0,81%), sendo comercializado a R$ 5,422 na compra e na venda. |
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