Monitor – 10 de outubro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
08 a 10/10/22 | nº 756 | ANO IV |  www.cnc.org.br

O Globo (08/10) informou que as vendas do comércio recuaram 0,1% em agosto na comparação a julho, apontam os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgados pelo IBGE. Trata-se da terceira queda seguida, levando o setor ao menor patamar do ano, acumulando perda de 2,5% nestes três meses.

Reportagem destacou que economistas avaliam que o comércio pode se beneficiar da Copa do Mundo do Catar, que começa em novembro. Segundo a CNC, o megaevento deve movimentar R$ 1,48 bilhão no varejo brasileiro. A melhora do mercado de trabalho em conjunto com estímulos fiscais do governo, como o aumento do Auxílio Brasil, que começou a ser pago em agosto, também deve ajudar o desempenho nos próximos meses.

Reportagem de O Globo Niterói (09/10) contou que comerciantes da cidade fluminense estão otimistas com o cenário econômico para os últimos meses de 2022. O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Niterói estima que este ano as vagas de trabalho temporário na cidade ultrapassem a marca de três mil postos. Com essa projeção, a expectativa é que o empresariado consiga retomar os números de antes da pandemia.

Texto ressaltou que o presidente do sindicato, Charbel Tauil, destaca que a estimativa inicial era de que essas contratações fossem 8% menores que no ano passado devido ao endividamento do brasileiro, agravado pela pandemia, que atinge hoje 78% das famílias, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Ainda sobre trabalho temporário, o Correio Braziliense (09/10) trouxe que a previsão de oportunidades deve ser divulgada nos próximos dias pela CNC e também pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). A Fecomércio-DF, no entanto, trabalha com a previsão de 3,5 mil oportunidades temporárias, o dobro das contratações firmadas no ano passado. Ainda de acordo com o levantamento, 29,82% dos lojistas entrevistados indicaram que irão aderir a essa modalidade.

Em artigo no Poder 360 (10/10), o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes sustenta que o resultado das eleições não altera o sucesso do desempenho econômico do Brasil. Segundo ele, o ambiente é propício para que o país cresça acima das expectativas.

Renda 1
Valor 
(10/10) informa que o rendimento do trabalho voltou a crescer, por uma combinação de menor inflação e composição dos empregos gerados, com mais postos de trabalho com carteira assinada. O movimento sinaliza uma mudança no comportamento da renda, que vinha sendo achatada desde a retomada das atividades presenciais.

Dados da Pnad Contínua Mensal mostram que a redução da inflação tem tido papel de aumentar o poder de compra da renda, mas as variações nominais também mostram aceleração, segundo o economista Daniel Duque, do FGV Ibre.

Renda 2
O Globo (10/10) conta que, no Brasil, 38,7 milhões de pessoas vivem em lares sem qualquer renda do trabalho. Elas representavam 17,9% da população em 2021, segundo maior patamar já registrado desde 2012.

O país ainda tem 2% da população, cerca de 4 milhões de pessoas, que não recebem qualquer tipo de remuneração: não têm emprego, recursos de aposentadoria nem benefícios sociais.

Endividamento das empresas
Folha (10/10) relata que o patamar elevado da taxa de juros e as dificuldades financeiras causadas pela pandemia, pela guerra na Ucrânia e pelo risco de desaceleração global têm se refletido no nível de endividamento das empresas com ações negociadas na Bolsa.

Além disso, os planos de investimento para expandir as operações também contribuem para o grau de endividamento.

Segundo levantamento da plataforma TradeMap, empresas de educação e de energia aparecem com maior nível de endividamento. O setor imobiliário também aparece entre os destaques.

Câmbio
Valor Econômico (10/10) atenta que as apostas no fortalecimento do real aumentaram depois do resultado do primeiro turno das eleições. O nível elevado dos juros brasileiros e avaliação de que a Selic ficará inalterada nos próximos meses já estavam presentes no cenário, mas os números do pleito abriram espaço para uma melhora do humor em relação às perspectivas para a moeda brasileira.

Pobreza
Folha de S.Paulo
 (09/10) relatou que, em 2021, 9,2% dos domicílios brasileiros tinham renda por pessoa (per capita) de até RS 210 por mês, o valor da linha de pobreza para que uma família se qualifique para ser atendida pelo Auxílio Brasil. O percentual correspondia a quase 6,7 milhões de lares em um universo de 72,2 milhões. Em número de pessoas, quase 22,3 milhões estavam em situação de pobreza (10,5% da população total), indica um levantamento do pesquisador André Salata, coordenador do laboratório de estudos PUCRS Data Social.

O recorte utiliza micro dados da Pnad Contínua com recorte anual. Essa versão da Pnad, divulgada pelo IBGE, vai além do mercado de trabalho e contempla outras fontes de renda, incluindo programas sociais.

Combustíveis
Folha de S.Paulo
 (08/10) revelou que depois de 14 semanas consecutivas de forte queda, os preços dos combustíveis começam a se estabilizar nos postos brasileiros, segundo pesquisa de preços da ANP, divulgada ontem.

Conforme o jornal, a desaceleração do ritmo de queda reflete a falta de cortes de preços nas refinarias em um cenário de petróleo mais caro. O texto mencionou que a Petrobras tem sido pressionada a não repassar ao consumidor a alta das cotações internacionais.

Inadimplência
Painel S.A.
 (Folha, 10/10) afirma que uma em cada quatro famílias paulistanas estava com dívidas em atraso no mês de setembro, segundo a FecomercioSP – patamar recorde na série histórica iniciada em 2010. Os lares com renda igual ou inferior a dez salários mínimos são os mais afetados.

Além das contas em atraso, o monitoramento da entidade mostra que 77% das famílias estavam endividadas, percentual semelhante a agosto.

Novos produtos
Painel S.A. (Folha, 10/10) conta que o lançamento de produtos no mercado manteve a trajetória de aquecimento em setembro, de acordo com o indicador da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que mede a variação dos pedidos de novos códigos de barras.

No mês, o índice subiu quase 12% em relação a agosto, conforme o dado livre de efeitos sazonais. No acumulado de janeiro a setembro, registra crescimento de 2,4% ante o mesmo período do ano passado.

Segundo a entidade, a estimativa é que 2022 termine em patamar similar ao de 2021, porque o último trimestre tende a apresentar resultados moderados.

Home office
Folha (10/10) conta que brasileiros gostariam, em média, de trabalhar 2,3 dias em casa, enquanto os empregadores pretendem adotar apenas 0,8 dia de home office, segundo dados do estudo Working from Home Around the World. Ao lado do Egito, o Brasil é o país com a maior distância entre o que os trabalhadores desejam e o que as empresas estão dispostas a ofertar. No mundo, em média, as pessoas estão trabalhando hoje 1,5 dia em casa (sendo 1,7 no Brasil).

Galpões logísticos
O Estado de S. Paulo (10/10) mostra que estacionamentos e fábricas ociosas têm se transformado em depósitos para atender especificamente ao e-commerce. Os principais interessados são os representantes do comércio eletrônico, mas há também indústrias de bebida, cigarro e outros bens.

C&A
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo, 09/10) trouxe entrevista com Paulo Correa, presidente da C&A no Brasil, sobre a ACE, linha de roupas esportivas que vai virar uma nova rede de lojas com bandeira própria acoplada às unidades da varejista. Segundo ele, serão abertas dez unidades até dezembro. Chamado de double door, o modelo começou a ser testado há pouco mais de um ano e tem hoje três unidades, em Campinas, Fortaleza e São Paulo. A expansão consolida a ACE como um dos projetos acelerados na pandemia, que deixou mudanças nos hábitos de consumo, como o aumento da prática esportiva.

Na bandeira principal, das lojas C&A, 2022 fecha com 17 novas lojas, ante 27 em 2021, um recuo que Correa atribui os juros. Para 2023, de acordo com Correa, o olhar é “cautelosamente otimista”, com a perspectiva de que os juros vão cair.

Cartel
Manchete da Folha (10/10) revela indícios de fraudes, cometidas por um cartel de empresas de pavimentação, em licitações da estatal Codevasf que somaram mais de R$ 1 bilhão no governo Bolsonaro, conforme auditoria do TCU. Motivada por reportagens da Folha, a investigação apontou a construtora Engefort como maior beneficiária do suposto esquema.

Câmara
O Globo (10/10) ressalta que a Câmara dos Deputados contará a partir de fevereiro de 2023 com 19 representações partidárias, o menor número desde 2002. Na eleição anterior, em 2018, foram 30. Como resposta imediata, partidos que ficarão sem fundo partidário e tempo de televisão deram início a uma temporada de fusões. De acordo com o veículo, PP e União Brasil podem construir uma nova sigla com mais deputados que o PL de Jair Bolsonaro.

Eleições
Os resultados da primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais foram destaque no noticiário de sábado. Manchetes de Folha de S.Paulo e O Globo apontam vantagem de cinco pontos percentuais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 49%, ante 44% de Jair Bolsonaro (PL).

Nulos ou brancos somam 6%. Já os indecisos são 2%. De acordo com a pesquisa, se o segundo turno fosse hoje, o petista venceria com 53% dos votos válidos. Já o atual presidente teria 47%.

No entanto, os números mostram recuperação de Bolsonaro após o primeiro turno, em que o instituto chegou a projetar 54% para Lula no confronto direto. A rejeição ao ex-presidente subiu para 46%.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,05%, cotado a R$ 5,21. Euro caiu 0,52%, chegando a R$ 5,07. A Bovespa operou com 116.375 pontos, queda de 1,01%. Risco Brasil em 276 pontos. Dow Jones caiu 2,11% e Nasdaq teve queda de 3,8%.

Valor Econômico
Setor de infraestrutura testa opções em concessões fracassadas

O Estado de S. Paulo
Bancada de partidos do Centrão aumenta 41% nos Estados e DF

Folha de S.Paulo
Cartel do asfalto burlou licitações sob Bolsonaro, diz TCU

O Globo
Legislativo mais concentrado empurra partidos para fusões

Correio Braziliense
Bolsonaro mira o Supremo. Lula quer crescer em Minas

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