Selic
O Estado de S. Paulo e O Globo afirmam que a expectativa de queda da Selic mais cedo do que o esperado já figura nos cenários de alguns economistas. Essa possibilidade decorre do risco de piora do mercado de crédito com a crise da Americanas, em meio à desaceleração já contratada para a atividade econômica. Segundo analistas, a ameaça ao crédito poderia ser o aceno “técnico” do BC, e não político, ao governo de que o corte de juros não está tão distante. A possibilidade não é majoritária pela incerteza em torno da âncora fiscal, ainda mais em meio à chance de mudança das metas de inflação e à desancoragem das expectativas.
Nos últimos dias, o Banco Alfa e o Banco Fibra anteciparam as expectativas de início do ciclo de cortes, citando o risco de piora do mercado de crédito. Saindo de um cenário de juros estáveis em 13,75% até dezembro, o Fibra diminuiu a sua projeção de Selic no fim de 2023 para 12,5%, incorporando à estimativa cinco cortes de 0,25 ponto porcentual a partir de junho.
Âncora fiscal
Principais jornais reportam que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse ontem que a nova âncora fiscal, que substituirá o atual teto de gastos, vai agradar a todos, inclusive ao mercado. Tebet participou de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na qual foi apresentado o novo mecanismo fiscal. A ministra afirmou que a moldura, as regras e os números sobre o novo arcabouço serão anunciados por Haddad, após serem apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Empregos
O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Correio Braziliense repercutem dados do Ministério do Trabalho, divulgados ontem, que apontam a criação de 83.297 vagas com carteira assinada no Brasil em janeiro. O resultado ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (167.269 vagas).
De acordo com os números da pasta, o resultado em janeiro foi puxado pelo desempenho do setor de serviços, com a criação de 40.686 postos formais, seguido pela construção, que abriu 38.965 vagas. Na indústria em geral, houve abertura de 34.023 vagas em janeiro.
Igualdade salarial
Valor Econômico registra que projeto de lei anunciado pelo governo sobre a igualdade salarial por gêneros é visto com ressalvas por especialistas.
De acordo com o veículo, a insuficiência da proposta para aplacar as desigualdades de gênero, a possível criação de distorções no mercado de trabalho e o temor da judicialização são alguma das preocupações apontadas.
Na avaliação de Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, o projeto é um movimento positivo, mas não muda a questão estrutural da desigualdade de gênero.
NBD
Folha de S.Paulo relata que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fez reuniões virtuais com ministros de Finanças dos países dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). As sabatinas com as autoridades estrangeiras fazem parte do processo de nomeação da ex-mandatária para a presidência do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), instituição financeira criada pelo grupo.
Os ministros de Finanças e pastas equivalentes dos Brics —entre eles o brasileiro Fernando Haddad (Fazenda)— fazem parte do Conselho de Governadores do NDB, a mais alta instância decisória do banco e colegiado responsável pela designação do presidente da instituição. |