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BC
Manchete na Folha de S.Paulo repercute declaração do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que a autonomia do Banco Central (BC) é uma “marca mundial” e que o país não pode retroceder na legislação para ampliar a influência do governo.
Segundo Lira, uma possível proposta para interferir na independência do Banco Central seria rejeitada no Congresso. Ele ainda afirmou que o Congresso vai analisar a medida provisória de Lula que transferiu o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Banco Central.
A reportagem cita que a equipe econômica do governo considera que a revisão das metas de inflação diminuiria as tensões com a atual diretoria do BC. O presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, seria a favor da alteração.
Folha de S.Paulo acrescenta que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, está do lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a meta de inflação é inexequível.
Ela defendeu ainda que a política monetária obedeça à linha defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quando o banco tem a decisão de manter as taxas nos níveis atuais, joga contra o Brasil”, avalia.
Segundo a petista, o debate sobre a permanência do presidente do Banco Central não pode ser interrompido e deve ocorrer se não houver alteração na política monetária.
Revisão das metas
O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico assinalam que a equipe econômica já tinha sinalização positiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para ajuste nas metas de inflação quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva endureceu críticas à condução da política monetária.
Segundo o diário paulista, Campos Neto e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trataram reservadamente sobre a necessidade de mudança nas metas de 2024 e 2025 – consideradas muito justas pelo governo petista.
Perdas
Manchete em O Estado de S. Paulo traz que empresas já calculam prejuízos que terão com decisão do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu que sentenças antes consideradas definitivas em disputas sobre o pagamento de impostos podem ser alteradas.
A reportagem detalha que, em caso de mudança na lei, a sentença favorável à empresa poderá ser revista e ela terá de fazer pagamentos retroativos referentes ao período em que ainda discutia com o governo na Justiça.
O julgamento que discutiu a manutenção da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também afeta decisões vinculadas a outros tributos, como IPI na revenda de mercadorias importadas.
Arrecadação
O Estado de S. Paulo ressalta que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a cobrança retroativa vai ajudar a reforçar o caixa do governo. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, admitiu que o resultado pode aumentar a arrecadação.
De acordo com Ceron, essas empresas podem aproveitar o incentivo da chamada denúncia espontânea, tirando toda a incidência de multa sobre esses débitos – o STF permitiu a cobrança de juros e multas.
Já o procurador especial tributário do Conselho Federal da OAB, Luiz Gustavo Bichara, informou que deve entrar com o chamado embargo de declaração na Corte para pedir esclarecimentos sobre temas que ficaram com lacunas na decisão.
Inflação de alimentos
Imprensa informa que a inflação oficial do Brasil teve alta de 0,53% em janeiro, o primeiro mês do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A maior pressão veio do grupo alimentação e bebidas, que avançou 0,59%, segundo divulgado ontem pelo IBGE.
Jornais pontuam que o resultado mostra uma desaceleração do IPCA ante dezembro, quando a alta do índice havia sido de 0,62%. Conforme o levantamento, em 12 meses, o IPCA acumulou avanço de 5,77% até janeiro.
Crédito consignado
Folha de S.Paulo e O Globo relatam que o governo federal diminuiu de 40% para 5% a fatia de benefício de programas sociais, como o Auxílio Brasil, que pode ser descontada para efetuar o pagamento de prestações de crédito consignado. Além disso, passará a valer uma taxa de juros inferior à determinada no ano passado, de 3,5% para 2,5% ao mês.
E a medida limita o número de parcelas mensais e sucessivas a seis —hoje podem ser até 2 anos. As medidas restringem o endividamento das famílias. A mudança consta em portaria publicada nesta quinta pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comandado por Wellington Dias.
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