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Deflação
É destaque na manchete dos principais jornais que o Brasil teve deflação de 0,68% em julho, na menor na série histórica do IPCA, que começou em janeiro de 1980. A queda ficou concentrada em 2 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados: transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%), influenciados pelos recentes cortes nas alíquotas de ICMS sobre combustíveis e energia.
Os outros sete grupos da pesquisa subiram em julho. Entre as altas, o destaque veio de alimentação e bebidas (1,30%), que se aproximou novamente de 15% no acumulado de 12 meses. Até julho, a alta chegou a 14,72%. A taxa era de 13,93% até o mês anterior. O acumulado mais recente é o mais intenso desde fevereiro de 2021. À época, o grupo registrava inflação de 15% em 12 meses.
Selic
Valor Econômico, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo contam que a ata da última reunião do Copom, divulgada ontem, reforçou a percepção de que o ciclo de aperto monetário chegou ao fim com a Selic em 13,75% e deu apoio adicional à visão de um juro básico que deve permanecer inalterado por um período prolongado. O Copom indicou que projeção de inflação para o início de 2024 estava ao redor da meta e enfatizou os efeitos defasados da política monetária, que devem se intensificar no segundo semestre.
Orçamento 2023
O Estado de S. Paulo conta que o orçamento de 2023 já tem um buraco de R$ 142,7 bilhões, caso todas as principais e mais caras promessas do presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral deste ano sejam atendidas: Auxílio Brasil de R$ 600, correção da tabela do IRPF, reajuste salarial para os servidores e prorrogação da desoneração dos impostos federais sobre o diesel, gás de cozinha e gasolina.
Economistas de fora do governo avaliam que projeto orçamentário, que chegará ao Congresso no fim de agosto, corre o risco de ser transformar numa peça de “ficção” e um instrumento de campanha para as promessas do presidente.
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