Haddad
Manchete da Folha de S.Paulo de sábado destacou entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em que ele afirmou que planeja propor novas regras para o crescimento de despesas obrigatórias e vinculações orçamentárias ao presidente Lula até o final deste ano. A ideia é acabar com o “vai e vem” de decisões sobre essas questões a cada governo “conservador” ou “progressista”.
Haddad disse que ainda não pode adiantar o que será objeto de “regras mais estáveis”, mas devem estar em análise reajustes do salário mínimo, de servidores, pisos e vinculações para saúde e educação. A revisão de desonerações deve ocorrer depois da reforma tributária, a qual imagina aprovada na Câmara em junho ou julho e no Senado em setembro ou outubro.
Classe média
Manchete em O Globo expõe que depois do lançamento, nestes primeiros 100 dias, de programas sociais voltados aos mais pobres, o governo Lula prepara uma série de medidas que miram na classe média.
A reportagem ressalta que a promessa eleitoral para quem ganha mais de dois salários mínimos, de aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, não deve sair do papel tão cedo.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que cuidará da facilitação do acesso ao crédito quando voltar da viagem à China e aos Emirados Árabes, no dia 16.
Banco Central
Manchetes na Folha de S.Paulo, O Globo e Correio Braziliense de sexta-feira repercutiram novas críticas do presidente Lula ao Banco Central. Ele disse ser “humanamente impossível” o país crescer com o atual patamar da taxa básica de juros.
Folha mencionou que Lula citou a possibilidade de mudar a meta de inflação, com o objetivo de segurar a taxa de juros no Brasil. Após encontro com jornalistas, ele disse que se referia a uma hipótese e que não quer discutir a meta.
Já o Correio Braziliense destacou que Lula, em discurso, afirmou que sua obsessão é o crescimento, defendendo “estabilidade, credibilidade e previsibilidade”.
Arcabouço fiscal
Folha de S.Paulo (07/04) registrou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano fiscal proposto pelo governo exigirá queda da taxa básica de juros – hoje fixada em 13,75% ao ano.
A reportagem pontuou que, por plano, Haddad refere-se não apenas ao arcabouço fiscal proposto, mas também ao pacote de medidas que pode elevar a arrecadação federal entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões por ano, nas contas do governo.
Folha de S.Paulo acrescentou que o ministro Fernando Haddad disse considerar o sistema tributário brasileiro “muito injusto” e que o governo pretende corrigir distorções taxando grandes empresas para reduzir privilégios de superricos que estão “mamando no Orçamento público”.
A reportagem incluiu que Haddad vem defendendo que é preciso cobrar impostos de quem não paga e quer restringir empresas que contam com benefícios fiscais concedidos por estados via ICMS de abaterem IRPJ e CSLL, dois tributos federais, ao fechar brechas legais para essa opção quando a atividade é de custeio.
Crédito
O Estado de S. Paulo noticia que o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou série de iniciativas que apoiam países de baixa renda em meio à forte demanda por empréstimos e taxas de juros mais elevadas.
Conforme o Estadão, entre as ações, está o fortalecimento do Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento (PRGT, na sigla em inglês), principal veículo do organismo para concessão de empréstimos a nações subdesenvolvidas.
A reportagem adiciona que o FMI defende maior participação dos países ricos para construir uma carteira que mantenha um ritmo de liberação de novos financiamentos.
Crédito direcionado
Valor Econômico registra que o crédito direcionado, com recursos ou taxas estabelecidas pelo governo, tem crescido mais que o crédito livre. Entre empresas, movimento é puxado por um aumento nos desembolsos do BNDES e programas como Pronampe e FGI-Peac.
Conforme Valor, tendência gera receios de que o governo possa estar ensaiando um uso dos bancos públicos para estimular a economia, como fez na administração Dilma Rousseff.
O crescimento mais forte da modalidade, no entanto, começou na metade do ano passado, durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Crise
Valor Econômico acrescenta que, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), grandes companhias no país estão preocupadas com impacto de uma crise de crédito e, por isso, já estão tomando medidas para mitigar possíveis consequências aos negócios.
Conforme o levantamento, mais da metade das empresas (56%) tomaram medidas para evitar que a crise bancária internacional, bem como as consequências do caso Americanas, tenham impacto sobre os negócios.
A reportagem detalha que entre as ações tomadas pelas empresas, estão principalmente refinanciamento de dívidas, busca de condições mais favoráveis de pagamento com fornecedores e revisão de estratégias.
Poupança
Folha de S.Paulo (07/04) relatou que, depois de registrar um saque líquido recorde para o mês em fevereiro, a caderneta de poupança fechou março com um volume ainda expressivo de resgates. A aplicação financeira mais procurada por brasileiros sofreu um saque líquido de R$ 6,087 bilhões no mês passado, após uma perda de R$ 11,515 bilhões em fevereiro.
O maior saque líquido já registrado para março foi de R$ 15,356 bilhões em 2022, ano que terminou com um resgate total recorde de R$ 103,237 bilhões. No mês passado, os saques superaram os depósitos no SBPE em R$ 5,665 bilhões. No ano, a poupança acumula uma perda de R$ 51,233 bilhões.
Combustíveis
Folha de S.Paulo (07/04) noticiou que o presidente Lula desautorizou o ministro de Minas Energia, Alexandre Silveira, nas discussões de uma mudança na política de preços da Petrobras.
Conforme Folha, declaração respondeu a anúncio feito por Silveira na quarta-feira (5), de que a estatal mudaria apara um novo modelo, o PCI (preço de competitividade interna), que reduziria o preço do diesel em até R$0,25 por litro.
O Estado de S. Paulo (07/04) acrescentou que o conselho de administração da Petrobras reagiu a declarações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre eventuais mudanças na política de preços de combustíveis da companhia e reduções no valor do diesel.
De acordo com o diário paulista, o colegiado enviou carta a Silveira cobrando a apresentação dessa nova diretriz para os preços, citada pelo ministro em entrevista na quarta-feira (5). |