Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 06 e 08/01/24 | nº 1066 | ANO VI | www.cnc.org.br |
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Correio Braziliense informa que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, encontra hoje o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desde o anúncio da Medida Provisória 1202/2023, que reonera a folha de pagamentos para 17 setores da economia. A reportagem lembra que diversas entidades representativas do empresariado, incluindo a CNC, divulgaram conjuntamente nota expressando “insatisfação” com a medida.
Capital S/A, no Correio Braziliense, volta a ressaltar que confederações empresariais da agropecuária, do comércio, da indústria, dos serviços e dos transportes, se uniram para reagir à Medida Provisória 1202/2023. Em nota, afirmaram que receberam “com surpresa e inconformismo as medidas de aumento de tributação anunciadas” e criticam falta de diálogo prévio com as entidades e em oposição a posições recentes tomadas pelo Congresso. Assinam o manifesto: CNI, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Confederação Nacional do Transporte (CNT). O tema também é repercutido em A Gazeta (MT).
Em outra frente, Capital S/A (Correio) atenta que a Abrasel entrou, em conjunto com a CNC, com uma ação no Supremo Tribunal Federal em 2023 para ampliar o alcance das empresas que poderiam ser beneficiadas pelo Programa de Re tomada do Setor de Eventos (Perse).
No Diário de Pernambuo (PE), a coluna Economia e Negócios em Foco sublinha que o número de brasileiros endividados em novembro chegou a 76,6% e o de inadimplentes totalizou 29,0%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela CNC.
No Estado de S. Paulo, reportagem situa que as ações da Casas Bahia registraram uma desvalorização de 81,03% no ano passado – a maior derrocada entre os papéis que compõem o Ibovespa, segundo dados da Economatica. O tombo acontece na esteira de um balanço aquém do esperado: nos primeiros nove meses de 2023, a antiga “Via” acumulou prejuízo de R$ 1,6 bilhão.
Com o juro em patamar restritivo, o endividamento das famílias disparou – segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), 68,7% das famílias brasileiras estão endividadas – e as despesas financeiras da varejista aumentaram. |
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Captações externas Manchete no Valor Econômico aborda avanço de grandes empresas sobre o mercado de dívida internacional em 2024, com melhora das condições para captação de recursos no exterior, decorrente da leitura de fim do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos e alívio das taxas longas. Bancos de investimento estimam que até oito operações podem ser anunciadas na primeira “janela” do ano, que se encerra no início de fevereiro. Segundo Valor, concretização de operações vai depender das condições de preço e da redução da volatilidade no mercado americano. A reportagem detalha que emissões da América Latina feitas na semana passada encontraram demanda. No Brasil, podem ser anunciadas ainda nesta semana. Não está descartada, por enquanto, a possibilidade de o Tesouro Nacional puxar a fila. Impactos para empresas O Estado de S. Paulo revela que além da regulamentação da Reforma Tributária, série de medidas importantes pautadas tanto no Legislativo quanto nas cortes superiores do Judiciário podem afetar a vida das empresas ao longo deste ano. A lista inclui desde a obrigatoriedade de publicação semestral de relatórios de transparência salarial entre homens e mulheres, para empresas com mais de 100 funcionários à regulamentação da internet pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A reportagem menciona que outro tema sensível, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), é o da desconsideração da personalidade jurídica, que permite responsabilizar sócios ou administradores por atos ilegais em empresas. Dívida pública O Estado de S. Paulo comunica que a dívida pública brasileira voltou a subir em novembro. Segundo dados do Banco Central, a Dívida Bruta do Governo Geral ficou em R$ 7,9 trilhões, o que representa 73,8% do PIB – pouco acima do patamar de 73,7% em outubro. Conforme a reportagem, pico da série da dívida bruta foi alcançado em novembro de 2020 (87,6%), impulsionada pelas medidas fiscais adotadas no início da pandemia. No melhor seu momento, em dezembro de 2013, chegou a representar 51,5% do PIB.
China Em O Estado de S. Paulo, o Brasil ultrapassou pela primeira vez, em 2023, a marca de US$ 100 bilhões em valores exportados à China, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC). Ao todo, foram US$ 105,7 bilhões em vendas ao país asiático no ano passado, alta de 16,5% em relação a 2022. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, resultado foi ajudado pelas exportações de minério de ferro, que surpreenderam. Além disso, Brandão ressaltou também crescimento das exportações de minério para a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), equivalentes a 7,2 % das vendas ao exterior em 2023 – mais do que ao Mercosul, que responde por 6,9% das exportações. Valor Econômico avança em frente semelhante.
Pandemia e transportes Valor Econômico expõe que impactos da pandemia sobre o setor de transportes tiveram um alívio em 2023, mas ainda são sentidos por alguns segmentos. Setores de aviação e de trens urbanos herdaram efeitos estruturais e ainda buscam retomar o patamar anterior à crise sanitária. A reportagem pontua que a indústria tem ampliado a articulação política. Jurema Monteiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), lembrou que um dos principais temas em pauta é o combustível, que representa 40% dos custos operacionais das aéreas no Brasil, contra 30% na média global.
Balança comercial Editorial em O Globo avalia haver “boas notícias no impressionante saldo comercial de US$ 98,8 bilhões registrado pelo Brasil em 2023”. Para o diário carioca, aspectos positivos decerto superam os negativos. A abordagem acrescenta que resultado é bem-vindo devido ao ingresso expressivo de divisas, que contribuiu para a queda da cotação do dólar e da inflação, e ao bom desempenho das exportações, sobretudo de produtos primários. O jornal ressalta que os setores agropecuário e extrativo respondem pelo aumento, enquanto a indústria de transformação, que trabalha com produtos de maior valor agregado, sofreu queda de 2,3% e teve sua participação no total exportado reduzida a 52,2%. |
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Educação Henrique Meirelles, em O Estado de S. Paulo, ressalta a importância do investimento em educação. Ele menciona que “jovens com formação deficiente terão mais dificuldades em obter empregos de qualidade”. De acordo com o colunista, com o fim do bônus demográfico, o crescimento depende do aumento da produtividade. Para Meirelles, trabalhadores devem ter acesso a treinamento técnico, como o proporcionado pelo Sistema S.
Contribuição patronal Em artigo em O Estado de S. Paulo, Claudio Adilson Gonçalez, economista, considera correta a decisão do governo de limitar a desoneração da contribuição patronal. Para ele, a conta do benefício “irá para outros tributos ou para os juros da dívida pública”. Gonçalez acrescenta que os dados do IBGE mostram que os setores beneficiados não são os que mais empregam. Além disso, ele questiona o custo “mesmo que a desoneração tivesse gerado emprego”.
PIB Ontem, O Estado de S. Paulo discutiu as perspectivas econômicas para o Brasil em 2024, salientando a importância do setor de serviços, que deve ser fundamental para sustentar a economia após o forte desempenho do agronegócio no ano anterior.
Com projeções de crescimento reduzidas em relação a 2023, o consumo das famílias é considerado crucial para evitar uma desaceleração mais significativa. O crédito, impulsionado pelos cortes na taxa básica de juros, é apontado como um fator positivo, principalmente para atividades relacionadas à economia doméstica, como alimentos.
A reportagem destacou que o país ainda enfrenta desafios, mas o contexto é favorável para setores ligados ao consumo.
Perspectivas O Estado de S. Paulo registrou, domingo, as perspectivas econômicas para o Brasil nos primeiros meses de 2024. Mesmo com a propensão ao consumo das famílias devido à melhoria no emprego, renda e redução de inflação e juros, economistas preveem uma atividade econômica estagnada até março.
A indústria é a única componente do PIB esperada para crescer, enquanto o setor agrícola enfrenta incertezas devido a uma possível menor safra e cautela nos investimentos.
A redução da taxa de juros é vista como um impulsionador, mas seus efeitos podem se refletir no mercado apenas no segundo semestre. A instabilidade política e os desafios econômicos influenciam as decisões de investimento no setor agrícola. |
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8/1 Manchete em O Globo destaca que, um ano após os ataques golpistas de 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal já condenou 30 pessoas por participação nos atos e deve concluir até abril o julgamento da maioria dos executores. Ao todo, a PGR já apresentou 1.413 denúncias, quase todas por incitação ou execução.
Já em relação aos financiadores e a autoridades, as investigações patinam. Apenas um patrocinador foi denunciado, e inquéritos contra deputados federais estão parados. A PGR ainda avalia a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Golpe Acerca do tema, manchete no Estado de S. Paulo evidencia que nos dias que antecederam o 8 de Janeiro, a cúpula de segurança do governo do Distrito Federal, incluindo servidores da confiança do então secretário Anderson Torres, sabia que a intenção dos extremistas era chegar à Esplanada para “tomada do poder”.
Mas mensagens no principal grupo de WhatsApp dos chefes das forças policiais locais, às quais o jornal teve acesso, revelam uma série de omissões e avaliações equivocadas sobre riscos de tumulto, reforçadas pela ida de Torres aos EUA no dia 6, além de um “apagão” decisório quando a destruição começou. Cerimônias hoje no Congresso, com a presença do presidente Lula, e no STF vão lembrar um ano dos ataques. |
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| Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com alta de 0,61%, aos 132.022 pontos, valor insuficiente para deixar a primeira semana do ano positiva: o acumulado ficou em menos 1,61% no período. O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,8720 na venda, em baixa de 0,72%. O euro também apresentou desvalorização frente ao real. A divisa europeia encerrou com baixa de 0,74%, a R$ 5,331 na compra e R$ 5,332 na venda. |
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