Desoneração
Principais jornais trazem que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que vai colocar em votação amanhã o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha salarial para 17 setores que mais empregam no país. A proposta já foi aprovada na Câmara e prevê a ampliação do benefício até 2023. Caso seja aprovada no Senado, irá à sanção presidencial.
Juros
Em manchete, O Estado de S. Paulo situa que o Banco Central promove o mais forte choque de juros em quase 20 anos, com o objetivo de combater a inflação, considerando que a Selic deve variar hoje de 7,75% para 9,25%, durante a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária.
O diário paulista lembra que em nove meses, o aumento acumulado deve somar 7,25 pontos porcentuais, do patamar inicial de 2% – o mínimo histórico.
A reportagem ressalta que, mesmo com o movimento, é provável que o Banco Central continue descumprindo a meta de inflação pelo segundo ano consecutivo.
Economia
De acordo com o Valor, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que 2022 “será um ano difícil”, por causa das elevações da taxa básica de juros promovidas pelo BC, que devem tirar força da atividade econômica. Segundo ele, o Brasil crescerá “bem menos” do que 3% ou 4%. O ministro voltou a afirmar que é “muito cético em relação às projeções apresentadas ano após ano para o Brasil” e a mostrar confiança no crescimento da economia.
FGTS
O Globo revela preocupação de integrantes do Conselho Curador do FGTS com proposta em estudo no governo que permite o uso de R$ 13 bilhões dos recursos do fundo para custear o financiamento de pessoas negativadas.
O diário carioca acrescenta que o entendimento é que a medida representa risco para as contas do fundo, além de favorecer a aprovação de vários projetos no Congresso para ampliar as possibilidades de saque.
Pandemia
Manchete da Folha de S.Paulo noticia que mesmo com a descoberta da variante Ômicron, o governo decidiu não instituir o passaporte da vacina, mas exigirá cinco dias de quarentena a viajantes não vacinados. Além disso, os visitantes terão que fazer um teste para Covid-19 no quinto dia de isolamento, embora não tenham sido dados detalhes de como será feita a fiscalização.
Desigualdade
O Globo e Valor Econômico afirmam que a pandemia serviu para intensificar a concentração de riqueza no mundo. Desde 1995, o 1% mais rico capturou 38% da riqueza global produzida no período, enquanto os 50% mais pobres ficaram com apenas 2% desse montante, segundo o “Desigualdade Mundial”, produzido pelo laboratório de Desigualdade Mundial, que tem entre os coordenadores Thomas Piketty.
A riqueza dos bilionários globais cresceu US$ 3,7 trilhões em 2020, quantia próxima ao montante de gasto público global com saúde no mesmo período, que foi de US$ 4 trilhões.
Auxílio Brasil
Folha de S.Paulo conta que o governo e o Congresso planejam deixar 3,7 milhões de famílias pobres fora do Auxílio Brasil em 2022 afirmando não haver espaço orçamentário para transferir renda a esse grupo, enquanto parlamentares estudam como direcionar um valor que poderia atender toda essa demanda às chamadas emendas de relator.
As estimativas mais atualizadas do governo apontam que, a rigor, 21,6 milhões de famílias teriam direito ao programa social no ano que vem, se as regras aprovadas pela Câmara tivessem sido mantidas. São elas a elevação da linha de pobreza de R$ 200 para R$ 210 (o que amplia o público) e a determinação de que a fila de espera fique permanentemente zerada.
Combustíveis
Principais jornais comunicam que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem a criação do programa de estabilização dos preços de combustíveis, que altera a política de preço e cria um imposto de exportação sobre petróleo.
De autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o projeto cria diretrizes e referências para a política de preços de derivados, levando em consideração não apenas os valores internacionais, mas também os custos internos de produção. |