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Carteira assinada
Valor Econômico e O Globo registram que a primeira edição da Sondagem do Mercado de Trabalho, nova pesquisa do Ibre/FGV, lançada ontem e que será trimestral, indica que sete em cada dez trabalhadores que atuam por conta própria gostariam de ter carteira assinada.
Quase um terço dos ocupados está insatisfeito, principalmente, por remuneração baixa. A pesquisa identificou que metade teme não ter a qualificação necessária para obter emprego seguro e com bom salário nos próximos cinco a dez anos.
Petrobras
O Globo relata primeira reunião entre a cúpula da Petrobras e a equipe de transição do governo Lula. O petista é crítico da atual política de preços da estatal, e prometeu mudanças quando tomar posse.
O governo de transição trabalha com a adoção de um preço de referência para os combustíveis, que contemple valores dos mercados interno e externo.
Segundo o senador Jean Paul Prates (PT-RN), coordenador do subgrupo de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da área de Minas e Energia na transição, “foram feitos vários questionamentos sobre a política de paridade internacional”.
Refino
Valor Econômico comunica que o governo eleito pretende estudar as condições do mercado de refino para encontrar caminhos que reduzam efeitos de altas do petróleo internacional sobre o mercado doméstico.
A saída mais provável está ligada à expansão da capacidade produtiva das refinarias da Petrobras, ao invés de construir novas unidades. A estratégia permitiria reduzir a dependência de importações.
Para o coordenador do grupo de trabalho de energia da equipe de transição, Maurício Tolmasquim, qualquer eventual iniciativa a ser tomada, dentro de uma visão estratégica, preservará a rentabilidade e a lucratividade da empresa.
ICMS
Manchete em O Estado de S. Paulo destaca pesquisa do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz), detalhando como governadores devem recuperar receita perdida com corte de alíquotas do ICMS sobre combustíveis e serviços essenciais.
Segundo o levantamento, a alta deveria ser de quatro pontos porcentuais, de 17,5% para 21,5%, a alíquota média padrão do ICMS, a partir de 2023, para compensar a perda de arrecadação.
Antes mesmo do trabalho do Comsefaz, Pará, Piauí, Paraná e Sergipe já haviam encaminhado às respectivas Assembleias Legislativas proposta de aumento de impostos.
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) acrescenta que há consenso entre representantes dos estados e da União sobre os termos para resolver impasse gerado pela mudança na cobrança do ICMS de combustíveis e serviços essenciais.
Técnicos envolvidos nas discussões no Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, votaram favoravelmente à proposta na reunião ocorrida na sexta-feira (2). Agora, segue para apreciação dos governadores, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro. Caso um deles vete, o pacto perde a validade.
O acordo prevê que seja feito um convênio entre estados e o Distrito Federal para que a cobrança do ICMS seja uniforme e monofásica sobre combustíveis.
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