Produção industrial Valor Econômico reporta que a produção da indústria brasileira cresceu 0,4% em agosto, ante julho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo IBGE. Após o resultado, a manufatura ainda está 1,8% abaixo do patamar pré-pandemia.
Com o resultado, o setor recuperou parte da perda do mês anterior, quando recuou 0,6%. No entanto, também demonstrou também manter uma trajetória oscilante que deve levar à estagnação da indústria no ano. A reportagem detalha que resultado de agosto foi o melhor para o mês desde 2020 (3,3%). Em relação a agosto de 2022, a produção industrial subiu 0,5%. Conforme Valor, a indústria acumula recuo de 0,3% em 2023 e de 0,1% nos 12 meses até agosto.
Tributação de fundos O Globo informa que a Câmara marcou para hoje votação do projeto de lei que muda a tributação dos fundos exclusivos e prevê taxação das offshores. O relator, Pedro Paulo (PSD-RJ), reduziu a alíquota sobre a tributação do rendimento acumulado dessas aplicações de 10% para 6%. A reportagem lembra que o projeto é uma das prioridades do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aumentar a arrecadação. A mudança feita pelo parlamentar já vinha sendo discutida na Câmara e deve reduzir o potencial de receita com a medida. Valor Econômico e O Estado de S. Paulo avançam em frente semelhante. JCP O Estado de S. Paulo ressalta que técnicos da Receita Federal se reuniram ontem para desenhar “meio-termo” para o projeto de lei que acaba com a dedutibilidade (possibilidade de abatimento nos tributos devidos) dos Juros sobre Capital Próprio (JCP). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que uma devolutiva seria enviada ao relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), ainda ontem. Haddad pontuou que a discussão sobre os fundos exclusivos e offshore está mais madura do que a mudança no JCP, que enfrenta resistências de grandes empresas e do setor financeiro. Déficit Valor Econômico reporta que quase 80% da receita prevista pelo governo para arrecadar em 2024 com permissões e concessões depende de teses e do andamento de processos conciliatórios ainda em trâmite no Tribunal de Contas da União (TCU). Os processos envolvem devolução de trechos ociosos de ferrovias e repactuação de contratos no setor, cujo sucesso é incerto na avaliação de especialistas. O veículo detalha que dos R$ 44,3 bilhões previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso, R$ 34,5 bilhões dependem de projetos que ainda precisam de conclusão no órgão de controle externo. Marco de Garantias O Estado de S. Paulo informa sobre a aprovação ontem, pela Câmara, do Marco de Garantias, uma das apostas do Ministério da Fazenda para destravar a concessão de crédito, aumentar o consumo das famílias e impulsionar o crescimento econômico. O projeto já havia passado na Casa, mas voltou para análise dos deputados após ter sido modificado no Senado. O texto agora vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O marco facilita a obtenção de crédito ao permitir que um mesmo bem seja usado em mais de uma operação de crédito. O relator do texto, deputado João Maia (PL-RN), manteve o monopólio da Caixa Econômica Federal em penhoras civis. Folha de S.Paulo também aborda o assunto. Moedas locais Folha de S.Paulo reporta que pela primeira vez, uma operação de comércio entre Brasil e China foi feita em circuito fechado com as moedas locais, com transações financiadas e liquidadas em yuan e convertidas diretamente para real. A informação é do Banco da China Brasil SA, subsidiária do quarto maior banco estatal chinês. Texto situa que foi uma exportação de celulose da Eldorado Brasil, empresa de São Paulo com representação em Xangai. O produto foi enviado em agosto do porto de Santos (SP) para o de Qingdao. As transações financeiras ocorreram no mês seguinte e apontadas como “marco na história do comércio sino-brasileiro”.
Indústria química Valor Econômico assinala que importações de produtos químicos da China, considerando-se cesta de 77 insumos importantes para a indústria química nacional, saltaram 70% no primeiro semestre e elevaram a ociosidade nas centrais petroquímicas e fábricas instaladas no país, hoje em torno de 30%. As informações constam de levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). No mesmo intervalo, a produção nacional de químicos de uso industrial recuou 10%, enquanto as importações em volume avançaram 8%. “O momento é gravíssimo, com surto de importações baseado em preços artificiais”, voltou a alertar o presidente executivo da entidade, André Passos Cordeiro.
Soluções sustentáveis Em suplemento Especial – Biodiversidade, Valor Econômico trata sobre busca do setor industrial por soluções mais sustentáveis. Segundo a abordagem, produtos com menor pegada ambiental tendem a ser mais competitivos no mercado global. A reportagem cita o caso da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que anunciou investimentos de R$ 34 milhões em um centro de descarbonização. “A meta é ter dados suficientes para comparar nossas empresas com as de outros países”, afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
Rotativo A Coluna do Broadcast, no Estado de S. Paulo, avança que as discussões para a autorregulação do crédito rotativo entre bancos, maquininhas e outros agentes da indústria de cartões progrediram pouco. Os bancos continuam a defender que mudanças venham com restrições ao parcelado sem juros, o que contraria empresas de maquininhas independentes e parte das fintechs.
Fontes afirmaram à Coluna que continuam em discussões temas como a troca do rotativo pelo parcelamento de fatura, que tem juros mais baixos, o parcelamento sem juros de prestações ainda não vencidas e até o respeito ao teto de juros imposto pelo projeto de lei do Desenrola, de 100% da dívida.
O conteúdo detalha que o ponto nevrálgico seria a recusa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em se unir a outras entidades em uma proposta única.
Contribuição sindical O Estado de S. Paulo mostra que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem, em votação simbólica (ou seja, quando não há o registro individual dos votos), projeto de lei que proíbe a cobrança de qualquer contribuição sindical sem a expressa autorização do trabalhador.
A proposta, relatada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), foi acrescida de uma regulamentação do “direito de oposição” sobre a chamada contribuição assistencial – que foi objeto de uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vendas em alta O Estado de S. Paulo e Valor Econômico indicam que a Fenabrave, associação que representa as concessionárias de veículos, anunciou ontem que espera um crescimento de 5,6% na comercialização de veículos neste ano no País. A projeção anterior da entidade era de estagnação do mercado em 2023.
Se confirmada a nova previsão, o mercado brasileiro terá este ano vendas de 2,22 milhões de veículos – entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. |
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Atacado Em chamada de capa, Valor Econômico traz que o Pátria Investimentos entrou no segmento de atacado no país com a compra de 56% da rede baiana Atakarejo, maior atacadista da Bahia e sexta maior do país, com 28 lojas e receita bruta de R$ 3,7 bilhões em 2022. Conforme informações do mercado, a transação teria ficado entre R$ 650 milhões e R$ 700 milhões. O fundador da companhia, Teobaldo Costa, continuará à frente do negócio.
Com o movimento, o Pátria amplia sua presença no varejo de alimentos, no qual já atua por meio das redes Avenida, em São Paulo, Superpão e Germânia, ambas de Santa Catarina, e JR, no Maranhão, entre outros ativos. O plano é montar uma operação alocada num novo fundo, por meio, principalmente, da abertura de unidades e aquisições eventuais, disse ontem o comando da gestora. O Estado de S. Paulo também noticia.
Rejeição Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) revela que a Embratur rejeitou a participação de uma empresa brasileira no estande da agência montado na Top Resa, feira realizada em Paris e dedicada ao mercado turístico. O motivo seria a ausência de práticas sustentáveis por parte da operadora de viagens.
A empresa barrada é a Havas Creative Tours, que recepciona estrangeiros desde 1989. Seu dono, Francisco Havas, chegou a se queixar da exclusão durante um workshop realizado pela Embratur no Rio, na semana passada. Segundo pessoas que testemunharam o diálogo, o empresário disse ser a pessoa que mais traz franceses para o país.
Em resposta, ouviu do gerente de Feiras e Mercados Internacionais da Embratur, Bruno Reis, que a Havas Creative Tours não pontuou em nenhum dos critérios d e sustentabilidade presentes no edital de seleção.
Grandes eventos A coluna Painel S.A., na Folha de S.Paulo, destaca que os shows de Taylor Swift e Paul McCartney e o GPSão Paulo de F1 já levaram a ocupação da rede hoteleira a quase 100%. O extenso calendário de eventos até o fim do ano também aumenta a circulação de pessoas pelas cidades.
Além dos serviços de hospedagem, a Fecomercio-SP vê bares, restaurantes e os serviços de transportes como aqueles que poderão faturar no último trimestre. Na capital paulista serão nove festivais. O Primavera Sound, em dezembro, gera pouca hospedagem, mas puxa serviços, diz a Fecomercio-SP. Movimentou R$ 385 milhões em 2022.
Em outra nota, a coluna acrescenta que os dez dias em novembro impactados por shows de Alanis Morissette (1º), Roger Waters (2), Taylor Swift, (3) e RBD (4), e mais o GP São Paulo de Fórmula1 (4 e 5), são responsáveis por quase dobrar a receita reservada na rede Accor, dona de Ibis e Mercure, na comparação com outubro.
Em novembro, as taxas de ocupação da Hospitality International, dona de Radisson e Transamérica, estão de 82% a 97%, ante uma média de 70% em 2022, puxadas pelo GP São Paulo e os shows de Taylor Swift e Red Hot Chili Peppers. Em dezembro, com Paul McCartney, a lotação também chega a 97%. Em Brasília (DF), a Accor diz que a apresentação de Roger Waters, no dia 24 de outubro, elevará a receita de hotéis na região em 40%.
O gasto médio dos consumidores com comida brasileira subiu 4% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Ticket, cada prato custou R$ 54,49. Em 2022, era R$ 52,32. Os restaurantes de culinária brasileira são os escolhidos por mais de 22% dos clientes da tiqueteira na hora do almoço, diz Jean Castro, diretor de rede de estabelecimentos da Ticket.
123Milhas Valor Econômico atenta que a fundação Procon-SP pediu, em encontro na segunda-feira com representantes da Federação Brasileira de Bancos e Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que as associações recomendem às instituições financeiras que aceitem os pedidos de interrupção do pagamento à 123milhas de parcelas a vencer feitas por consumidores que compraram pacotes na categoria promocional (com datas flexíveis).
Os pacotes em questão são os que seriam consumidos entre setembro e dezembro deste ano e que foram formalmente suspensos pela empresa – desta forma, não haverá a prestação do serviço, o que justificaria a suspensão do pagamento.
Fatias em shoppings Valor Econômico relata que a Allos, empresa combinada entre a Aliansce Sonae e a BR Malls, acertou a venda da totalidade de sua participação no Shopping Jardim Sul e de 43% de sua fatia no Bauru Shopping.
O valor total das duas operações é de R$ 444,4 milhões. A conclusão das transações está condicionada ao cumprimento de alguns precedentes, incluindo auditoria e aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Prejuízo Painel S.A. (Folha de S.Paulo) também aponta que a paralisação dos servidores do Metrô, CPTM e Sabesp na terça (3), contra as privatizações da gestão Tarcício de Freitas (Republicanos), pode ter gerado um prejuízo de até R$ 55 milhões ao comércio da capital paulista e região metropolitana.
O cálculo da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) considera o volume de compras diárias. A entidade diz que a queda na circulação impediu as compras de consumo imediato e por impulso.
Ecoturismo No caderno especial Dia da Natureza, O Globo observa que atrações ligadas à natureza foram o motivo de 25,6% das viagens a lazer realizadas em 2021 dentro do país, de acordo com os dados mais recentes do Boletim do Turismo Doméstico Brasileiro, divulgados pelo Ministério do Turismo.
O índice foi maior que os 20,5% registrados em 2020. Entre os estrangeiros, 18,6% deles viajaram para o Brasil especialmente para ver de perto as belezas naturais. Um número que tende a aumentar com o reconhecimento internacional. Em agosto, por exemplo, a revista Forbes apontou o país como o melhor lugar para ecoturismo no mundo.
Turismo consciente No suplemento Biodiversidade, Valor Econômico assinala que o turismo ligado ao meio ambiente e a visitas a comunidades tradicionais vem ganhando espaço na Amazônia. Viagens a locais fora das rotas tradicionais, levam renda a regiões distantes e podem tornar-se uma alternativa capaz de equilibrar preservação ambiental com desenvolvimento e geração de renda.
A reportagem pontua que os 24 empreendimentos turísticos apoiados pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que incentiva o ecoturismo de base comunitária nas reservas de desenvolvimento sustentável do Rio Negro e Puranga Conquista (a 70 km de Manaus), alcançaram um faturamento de R$ 5,4 milhões em 2022, com a passagem de 3.120 turistas.
Voo Na Folha de S.Paulo, Painel S.A. sinaliza que passageiros da classe executiva da Azul poderão escolher antecipadamente o cardápio das refeições servidas durante o voo. A escolha antecipada começará nesta quarta (4) com as viagens partindo do aeroporto de Viracopos (Campinas) com destino a Fort Lauderdale e Orlando (Estados Unidos), Lisboa (Portugal) e Paris (França).
As opções de alimentação estarão disponíveis no aplicativo da Azul de sete dias até 48 horas antes da decolagem. Será possível indicar restrições alimentares e escolher cardápios vegetarianos, sem glúten, sem lactose e pratos para crianças. |
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Greve Manchetes em O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo repercutem a greve promovida por trabalhadores dos sistemas públicos de trens e do metrô de São Paulo. Os sindicatos fizeram a paralisação em protesto contra os planos do governo paulista de privatizar pelo menos parte dos serviços de transporte no estado.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou que a greve é puramente “ideológica”, que os sindicatos querem impedir que o governo sequer planeje as privatizações e que haverá debate público sobre o tema.
Verba apadrinhada O Globo mostra que governo e Congresso reabriram nova batalha em torno da influência que o Parlamento deve ter sobre a destinação de verbas federais. Para driblar o fim do orçamento secreto e aplacar a pressão, o Planalto propôs o aumento de recursos que podem ser indicados por congressistas, desde que abasteçam iniciativas tratadas como prioritárias pelos ministérios.
Do outro lado, deputados e senadores articulam o incremento do volume de emendas de pagamento obrigatório, além da criação de um cronograma de repasses. Hoje, o Executivo define o calendário de execução.
Emendas À Folha de S.Paulo, parlamentares apontam que integrantes do Congresso e do governo Lula têm feito uma espécie de encenação no processo de liberação de dinheiro para obras e projetos apadrinhados por deputados e senadores, para encobrir negociações políticas.
O petista separou cerca de R$ 10 bilhões dos cofres dos ministérios para usar em negociações com o Legislativo. O objetivo é atender a pedidos de congressistas sem que esses recursos tenham o carimbo oficial de uma emenda parlamentar.
Minirreforma O Estado de S. Paulo publica que o senador Marcelo Castro (MDB-PI), que vai relatar o projeto de minirreforma eleitoral em tramitação no Senado, disse ontem que a proposta não será votada pela Casa nos próximos dias. A declaração enterra os planos de aprovação de mudanças na legislação eleitoral para serem aplicadas já na disputa do ano que vem.
Para valer no pleito do próximo ano, a minirreforma eleitoral teria de ser aprovada e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até sexta-feira. Folha de S.Paulo e O Globo também reportam. |
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| O Ibovespa fechou em queda de 1,42% nesta terça-feira (3), aos 113.419 pontos, menor patamar desde o dia 5 de junho. O índice registrou sua segunda queda forte do mês, acumulando uma baixa de 2,70%, impactado, em ambas ocasiões, pela alta dos juros no exterior. O dólar valorizou mundialmente. Frente ao real a alta foi de 1,73%, a R$ 5,154 na compra e na venda. |
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