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Gestão do caixa
Manchete no Valor Econômico situa que a escalada dos juros e a retomada ainda gradual do consumo têm despertado maior atenção do mercado com a gestão do caixa pelas companhias.
A questão tem sido foco das conversas entre analistas e diretorias das empresas semanas antes da divulgação de resultados do segundo trimestre, paralelamente à discussão sobre o peso da inflação nos custos.
Levantamento do veículo a partir do balanço de 15 indústrias e varejistas líderes de cinco segmentos mostra que, de janeiro a março, o consumo de caixa atingiu R$ 5,66 bilhões, quase o dobro (alta de 93,9%) do verificado no mesmo período de 2019.
Inadimplência
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que mais da metade dos pequenos e médios empresários afirmam que a redução da inadimplência é um desafio para o bom desenvolvimento dos negócios, segundo estudo da Boa Vista. Apesar dos obstáculos, 65% dos empreendedores dizem estar confiantes ou muito confiantes com a retomada econômica.
Cerca de 40% deles também esperam expandir a atuação no mercado com vendas por ecommerce e redes sociais. O sentimento de otimismo representa uma melhora de 11 pontos percentuais em relação ao período da Páscoa, segundo a Boa Vista.
Informais
Folha de S.Paulo (03/07) mostrou que cálculos feitos a partir de dados da Pnad Contínua apontam que o Brasil ganhou 1,42 milhão de trabalhadores informais entre o começo da pandemia e o primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março, o total de informais bateu em 38,203 milhões — o maior número em um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2015.
Formação profissional
O Estado de S. Paulo (03/07) contou que grandes empresas têm apostado em faculdade ou escolas técnicas próprias para seus profissionais de acordo com suas necessidades.
A iniciativa, chamada employer U ou employer university (na tradução livre, universidade conectada ao empregador), é bem-sucedida em outros países, como Estados Unidos, Alemanha e Áustria.
“O objetivo é criar programas de formação que integrem o aprendizado ao trabalho, na tentativa de ampliar a qualificação profissional e atrair talentos”, pontua o jornal.
Inflação
Valor Econômico traz que a nova preocupação do Banco Central é a elevação da inflação de serviços, a mais difícil de baixar. O Copom examina se a aceleração é fruto da queda do desemprego e aumento de salários. Além disso, o quadro pode se agravar com as medidas populistas do governo, que põem o pé no acelerador no curto prazo.
Dólar
Sábado, o noticiário comunicou que o dólar fechou em alta de 1,65% na sexta-feira, cotado a R$ 5,32, diante da preocupação de investidores com o aumento de gastos do governo a três meses das eleições.
Esse é o maior valor da moeda americana desde 4 de fevereiro. A atenção está voltada para a PEC aprovada no Senado, que amplia benefícios e cria novas despesas, como bolsa-caminhoneiro.
Balança comercial
Folha de S.Paulo (02/07) relatou que a balança comercial teve superávit de US$ 8,814 bilhões em junho. O número ficou abaixo da expectativa de US$ 9,994 bilhões, de acordo com pesquisa Reuters. No entanto, a abordagem aponta que o resultado foi o segundo melhor para o mês da série histórica iniciada em 1989.
ICMS
Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo (02/07) informaram que mais estados anunciaram cortes de alíquotas de ICMS que atingem combustíveis. Ao menos dez unidades da Federação adotaram a medida.
Os anúncios ocorrem após Jair Bolsonaro sancionar a lei que limita a cobrança de ICMS de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.
Argentina
O Globo e O Estado de S. Paulo (03/07) informaram que o ministro da Economia da Argentina, Martin Guzmán, renunciou ontem ao cargo. Jornais pontuaram que ação é uma clara derrota do presidente argentino, Alberto Fernández, “na disputa cada vez mais pública e feroz com sua vice, Cristina Kirchner”. |