Balança comercial Valor Econômico avança que a balança comercial registrou superávit de US$ 8,9 bilhões em setembro, recorde para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), resultado de US$ 28,4 bilhões em exportações e US$ 19,5 bilhões, em importações. A magnitude do saldo reforça a perspectiva de superávit comercial recorde para o ano, dizem especialistas, ainda que muito influenciado por queda nas importações, principalmente de bens intermediários.
No acumulado do ano, o superávit alcançou US$ 71,31 bilhões, bem superior aos US$ 47,4 bilhões de iguais meses de 2022 e acima dos US$ 61,5 bilhões de todo o ano passado. As exportações somaram US$ 253 bilhões, com alta de 0,4%. Já as importações alcançaram US$ 181,7 bilhões, com queda de 11,3%.
Inflação Folha de S.Paulo expõe que economistas revisaram marginalmente para cima a projeção de inflação para 2024, segundo mostrou a pesquisa semanal Focus publicada ontem pelo Banco Central, que não trouxe grandes alterações nas estimativas. Prognóstico de inflação para o ano que vem teve alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior, 3,87%. No entanto, a estimativa de inflação de 2023 ficou inalterada em 4,86%, enquanto de 2025 e 2026 continuou em 3,50%. Atraso O Estado de S. Paulo traz que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, considera que deve haver um pequeno atraso na votação do texto da Reforma Tributária no Senado. Ela ressalta que, se o texto for aprovado até meados de novembro, haverá tempo suficiente para a Câmara analisá-lo neste ano. O governo espera ainda que a reforma seja promulgada neste ano e com um número limitado de exceções. Segundo a ministra, esta é a primeira vez em que há uma convergência pela aprovação do texto que envolve os presidentes da Câmara e do Senado, aliada a uma determinação do governo e a um anseio da sociedade. Meta fiscal Folha de S.Paulo informa que a ministra Simone Tebet, depois de encontro com representantes sindicais para discutir a Reforma Tributária ontem, disse que o governo irá perseguir a meta de déficit zero para 2024. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva conta com a aprovação até o fim do ano de um conjunto de medidas para elevar a arrecadação e, assim, manter a meta de zerar o déficit nas contas públicas já em 2024. Ela ainda defendeu maior rigor “no controle de gastos públicos, gastar onde precisa gastar, garantir a qualidade desses gastos públicos e cortar aquilo que não é essencial para o Brasil”. Manutenção da meta Folha de S.Paulo publica que o Banco Central apoia que o governo mantenha seu objetivo de cumprir a meta fiscal estabelecida no novo arcabouço, segundo o presidente da autoridade monetária Roberto Campos Neto. “Temos apoiado bastante o governo no sentido de persistir na meta fiscal, é muito importante persistir”, disse. Ele destacou que é importante o país “ter arcabouço fiscal, no qual o mercado acredite que vai gerar situação fiscal mais equilibrada à frente”. Arrecadação O Globo inclui que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu ontem a aprovação das medidas de arrecadação propostas pelo governo e tramitando no Congresso. Para ele, propostas são necessárias para estabilidade e controle das contas públicas. Na última semana, Campos Neto já havia adiantado que apoia a tributação de fundos offshore e de fundos exclusivos no Brasil. O governo quer estabilizar a dívida pública abaixo de 75% como proporção do PIB, até 2026. Em evento, o dirigente da autarquia reforçou a necessidade de cortes estruturais de despesas. Ele lembra que acompanhou o tema por 15 anos, no mínimo, e presenciou “poucas vezes” reformas com corte de gastos estruturais.
Sindicatos em greve O Estado de S. Paulo noticia que funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) agendaram greve conjunta para esta terça-feira.
As categorias protestam contra o plano de privatizações de linhas e da estatal de saneamento, uma das principais promessas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governo do Estado classifica a mobilização como “política”.
Os sindicatos, por sua vez, afirmam que o objetivo é ampliar a participação da sociedade e evitar a piora dos serviços. A Justiça determinou 100% de operação do metrô e da CPTM em horários de pico. O sindicato dos Metroviários promete recorrer da decisão por considerá-la um “ataque ao direito constitucional de greve”. Folha de S.Paulo também reporta.
Vagas formais O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e O Globo indicam que a economia brasileira gerou 220,844 mil postos de trabalho com carteira assinada em agosto, número que veio acima das expectativas do mercado, mas 23,33% menor em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.
No primeiro semestre deste ano, foi aberto cerca de 1,388 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. Nessa comparação, também houve queda em relação a 2022. A expectativa do governo é terminar o ano com um saldo positivo próximo de dois milhões de vagas.
Saque-aniversário O Globo aborda que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse ontem que recebeu autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para enviar ao Congresso um projeto para mudar o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segudo o jornal, o projeto vai autorizar trabalhadores demitidos a partir de 2020, e que aderiram ao saque-aniversário, a retirarem o saldo remanescente da conta do FGTS. O impacto da medida para o Fundo seria de R$ 14 bilhões, conforme estimativas da Caixa Econômica Federal repassadas ao governo.
Financiamento No Estado de S. Paulo, a Coluna do Broadcast expõe que a busca por crédito voltou a apresentar queda de dois dígitos no Brasil. Em julho, a procura por financiamento caiu 10% em relação a igual mês de 2022, a sétima queda seguida, de acordo com o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC).
O recuo foi puxado por bancos e financeiras, com declínio de 22%. Um dos motivos para a menor procura é o endividamento alto da população. Na comparação com junho, o INDC registrou alta de 1%.
Vantagem Em editorial, O Globo trata sobre a Reforma Tributária, cujo texto mantém intacta a Zona Franca de Manaus, considerada pelo texto como “uma das maiores distorções tributárias do Brasil”. O diário carioca cita a isenção do IPI para empresas da região e ressalta que, como esse é um dos tributos extintos pela reforma, manter o benefício impõe aos legisladores um desafio. O custo das isenções na região é calculado em R$ 35 bilhões, ou 0,35% do PIB. Na opinião do veículo, “seria perfeitamente possível prever na reforma a harmonização progressiva dos impostos da região com o resto do país”.
Sede do Sesc Folha de S.Paulo informa que o edifício conhecido pelos paulistanos como sede da loja de departamentos Mappin, deverá ser parcialmente reaberto ao público. O local contará com espaço de exposição que apresentará a estrutura e a trajetória do Sesc, que neste ano comprou o prédio por R$ 71 milhões.
Ainda não há uma data definida para a inauguração, mas a expectativa é de que ocorra antes da conclusão da reforma de todo o prédio, prevista para 2027. |
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Zona Franca Em manchete, O Globo ressalta que a seca que castiga a Amazônia deve atingir uma área ainda maior nos próximos meses, estender-se a 2024 e ser a pior já registrada, estima o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As condições atuais, porém, já são devastadoras.
O texto pontua que o Rio Juruá está abaixo das mínimas históricas, com a navegação no limite, comprometendo a logística da Zona Franca de Manaus, onde se fabricam 100% dos aparelhos de ar-condicionado, televisores, lavadoras de louça e microondas do país. Fretes já subiram até 50%, e operadores orientam a indústria a antecipar a produção e o embarque, para não acabar com mercadorias encalhadas. A situação acendeu alerta para a Black Friday. Folha de S.Paulo também mostra.
Hotelaria A Coluna do Broadcast, no Estado de S. Paulo, relata que os empreendimentos hoteleiros devem ter números recordes neste ano, segundo dados da consultoria JLL. A expectativa é que o indicador referência do setor (RevPar) avance dois dígitos em 2023 e supere R$ 200 pela primeira vez na história. O dado combina ocupação e receita média dos hotéis. Em 2022, houve uma recuperação surpreendente, com alta de 88%, para R$ 171, só atrás de 2014 (R$ 173). No pior da pandemia, havia despencado para R$ 57.
As previsões têm como base o anuário da JLL sobre o setor de 2022. O que eles revelam, na prática, é que a retomada do turismo e das viagens corporativas abriu espaço para que as redes pudessem recompor tarifas. Na média, o valor da diária fechou 2022 no maior patamar já registrado pela consultoria, de R$ 289,8.
Venda de carros O Estado de S. Paulo atenta que as vendas totais de veículos novos em setembro caíram 4,8% na comparação com o mês anterior, e somaram 197,7 mil unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O resultado negativo é explicado pelo menor número de dias úteis em setembro, em razão do feriado prolongado do Dia da Independência. Na média diária, os números do mês passado estão melhores.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o resultado foi 1,9% maior, segundo dados preliminares do setor. De janeiro a setembro foram vendidos 1,629 milhão de unidades, alta de 8,5% em relação ao acumulado em igual período de 2022. Dados oficiais serão divulgados hoje pela Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores (Fenabrave).
Azul Valor Econômico situa que a Azul concluiu na noite de domingo a renegociação da dívida com arrendadores de aeronaves. Como parte do pagamento aos credores, a Azul emitiu US$ 370,5 milhões de títulos de dívida sem garantia com vencimento em 2030 a um custo de 7,5%. Os credores ainda vão receber até US$ 570 milhões em ações preferenciais da Azul, que serão emitidas a um valor de R$ 36 por ação.
A companhia estima que a emissão de preferenciais como parte da reestruturação da dívida deve resultar em uma diluição de até 17% da base acionária, afirmou Alex Malfitani, diretor financeiro da Azul. Esse efeito, contudo, será diluído ao longo do período de pagamento aos credores, que vai até 2027.
Impostos Painel S.A., na Folha de S.Paulo, relata que ao comprar uma peça de roupa em uma loja brasileira, o consumidor paga 39,04% em impostos, de acordo com a Abvtex (associação do varejo têxtil).
A nota acrescenta que a competição com compras internacionais sem imposto de importação deve complicar o planejamento para a Black Friday, prevê o setor. As empresas brasileiras perderam, em 2022, R$ 99 bilhões devido às importações de até US$ 50 (R$ 253), conforme a Fiemg (Federação das indústrias de Minas Gerais).
Americanas Na Folha de S.Paulo, reportagem aponta que a Americanas fechou 95 lojas entre 19 de janeiro, quando teve início a sua recuperação judicial, até 17 de setembro. Em oito meses, a empresa encerrou as operações de uma loja a cada 2, 5 dias, em média. Atualmente, a varejista soma 1.785 pontos de venda. Em janeiro, eram 1.880.
Os dados constam de relatório de acompanhamento mensal dos administradores judiciais da varejista, enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no domingo (1º).
Lojas fechadas Folha de S.Paulo informa que empresas do varejo seguem fechando lojas físicas para estancar a crise, em um momento crítico para o comércio brasileiro. Segundo levantamento do Bank of America, em agosto, os shopping centers brasileiros tiveram saldo líquido negativo, com 127 lojas fechadas.
O resultado vem após um julho com saldo positivo, quando houve abertura líquida de 82 lojas. O levantamento foi feito junto a 146 shopping centers espalhados pelo Brasil e operados pelas principais empresas do setor, entre elas Multiplan, Iguatemie Allos (novo nome após fusão da Aliansce Sonae e brMalls).
No topo da lista das companhias com mais lojas fechadas no terceiro trimestre está a Polishop, que encerrou nove estabelecimentos em agosto, seguido pelo Ponto, Imaginarium e Puket, com cinco lojas fechadas cada, entre julho e agosto, e Saraiva, com quatro portas fechadas em agosto. O Estado de S. Paulo também noticia.
Influenciadores digitais O Estado de S. Paulo repercute que a disparada do custo de aquisição de novos clientes para o e-commerce tem levado redes de varejo a apostar nas vendas por meio de influenciadores digitais. Batizado de marketing de afiliados, a estratégia remete ao vendedor ambulante ou representante comercial, que ganhava uma comissão sobre cada negócio fechado.
O presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, calcula que o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) chega a representar, em alguns casos, de 15% a 20% do faturamento do e-commerce. Por isso, as varejistas têm buscado outras alternativas, como aumentar a frequência de compras dos clientes já conquistados ou adquirir novos por meio do marketing de afiliados. Neste caso, a comissão paga é inferior às despesas com as mídias tradicionais. |
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Negociação de emendas Folha de S.Paulo revela que a cúpula do Congresso prepara mudanças na distribuição de emendas parlamentares que reduzem ainda mais o poder do presidente Lula (PT) nas negociações políticas com deputados e senadores.
Para o próximo ano, parlamentares influentes já articulam a criação de um novo modelo de divisão dos bilhões de reais e discutem até a criação de mais um tipo de repasse: a emenda de liderança. A ideia é que os líderes de cada partido possam ser responsáveis por essa fatia da verba.
Minirreforma O Estado de S. Paulo registra que o Senado deve enterrar nesta semana as chances de uma minirreforma eleitoral que seja aplicável já a partir das eleições de 2024.
A proposição foi votada apressadamente pela Câmara, no mês passado, para que pudesse ser apreciada nas duas Casas e sancionada pela Presidência da República dentro do prazo legal, que se encerra na sexta-feira. Qualquer mudança aprovada depois dessa data não poderá ser adotada no próximo pleito.
8/1 no STF O Estado de S. Paulo situa que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu a segunda leva de julgamentos dos réus por envolvimento no 8 de Janeiro. Ele pediu mais tempo para analisar as ações contra Jupira Silvana da Cruz Rodrigues e Nilma Lacerda Alves, e defendeu levar ao plenário físico os casos de João Lucas Vale Giffoni e Davis Baek.
Os julgamentos estão em curso no plenário virtual. Já há maioria para condenar mais cinco acusados a penas de até 17 anos. Demais impressos também reportam.
Mais verba Valor Econômico informa que, após o governo federal solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) aval para descumprir o piso constitucional da saúde este ano, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou estudos sobre o que considera um “subfinanciamento” da União nesta área e afirmou que levará as informações ao órgão em reunião hoje para contrapor esse pedido.
As cidades alegam que estão com dificuldades financeiras por causa de medidas tomadas na capital do país e pela queda recente na arrecadação. |
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| O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira (2) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,067. Já o Ibovespa encerrou a primeira sessão de outubro em queda de 1,29%, aos 115.056,86 pontos. O principal índice da B3 recuou influenciado pela alta nas taxas dos contratos futuros de juros. |
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