Reforma tributária
O Estado de S. Paulo entrevista o secretário extraordinário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, que rebate pedidos de setores por tratamento diferenciado na reforma tributária.
Segundo Appy, “a tributação não é sobre setor, é sobre bens e serviços que são consumidos pelo consumidor final”.
Ele admitiu que politicamente será necessário abrir exceções na reforma, mas espera que sejam as mínimas possíveis.
Arcabouço fiscal
O Globo entrevista o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, que rebate críticas ao arcabouço fiscal e reforça a necessidade de “recuperar a trajetória de sustentabilidade”.
Para Mello, “quanto mais rapidamente recuperarmos a base fiscal, sem criar novos impostos ou aumentar alíquotas, só combatendo privilégios e distorções, mais rapidamente vamos conseguir”.
Inflação
Estudo feito pelo economista-chefe da JF Trust Gestora de Recursos, Eduardo Velho, aponta que a chamada persistência da inflação está acima da meta e das expectativas do mercado para este e os próximos dois anos. Pelas contas do economista, a persistência da inflação brasileira subiu para 4,67% em 2023, dificultando que o IPCA fique abaixo desse nível neste ano e no próximo. Em 2021, estava em 4,33%.
O economista atribui o aumento a uma piora do cenário fiscal do país e ao choque em preços de commodities como petróleo e agrícolas. Nas projeções de Eduardo Velho, a inflação deve ficar em 7,04% em 2023 e 5,22% em 2024. Registro do Valor.
Juros
Folha e Estadão contam que, na avaliação do mercado financeira, o Cupom deve manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano na reunião de hoje.
A expectativa é que a decisão venha com uma mensagem dura, em tom conservador, sobre os juros, em linha com as recentes declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Congresso.
ICMS
O Globo relata que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se ontem com o ministro do STF André Mendonça, que suspendeu os efeitos do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre os benefícios fiscais do ICMS.
O STJ havia tomado uma decisão favorável ao governo, pela exclusão dos benefícios do ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
“Eu creio que nós fomos felizes na explicação, e obviamente que deve ter um desfecho imagino que rápido no STF”, disse Haddad sobre a reunião.
Crédito
Manchete do Valor relata que a participação dos bancos públicos na concessão de crédito no país tem avançado, levando a fatia dessas instituições a superar a dos concorrentes privados nacionais pela primeira vez em sete anos. A ultrapassagem ocorreu em fevereiro, quando os estatais passaram a deter 42,95% do estoque de empréstimos, acima dos 42,27% dos domésticos de capital privado. Há ainda 14,71% nas mãos dos estrangeiros, como o Santander.
No total, os privados mantêm maior participação no mercado, mas o ritmo de expansão dos públicos, que começou a aumentar em abril de 2022, disparou um alerta entre analistas. Com as declarações do presidente Lula de que os bancos estatais podem ajudar a estimular a economia, a expectativa é que o movimento siga em alta. Um dos receios é que isso reduza a potência da política monetária. |