Monitor – 03 de maio de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
03/05/23 | nº 894 | ANO V |  www.cnc.org.br
Reportagem no Estadão conta que o movimento de vendas do comércio varejista no Dia das Mães deve atingir R$ 13,17 bilhões, queda de 4,1% em relação ao ano passado, segundo estimativa da CNC.

A entidade culpa a manutenção de juros elevados pela cautela do consumidor. “A demora na recuperação das condições de consumo da população tem provocado sucessivas revisÕes nas expectativas de crescimento da economia e do próprio varejo”, afirmou o economista Fabio Bentes.

Segundo a CNC, as lojas de vestuário, calçados e acessórios concentrarão a maior fatia das vendas, com previsão de faturamento de R$ 6 bilhões.

As rádios BandNews-RJ e JB FM-RJ também repercutem as projeções. Na mídia online, o assunto é notícia em portais como Veja Online e R7.

Na coluna Capital S/A (Correio), a CNC afirma que o valor apontado pela Embratur como “superávit” para justificar a retirada de recursos do Sesc e do Senac já está comprometido. “Estão destinados para continuação de obras em diversos estados, bem como para o início da construção de novas unidades por todo o país. Esse orçamento foi pactuado e aprovado pelo Conselho Fiscal do Sesc e do Senac, formado por sete entes: quatro representantes do governo, dois dos empresários e um dos trabalhadores. Recurso empenhado para uso definido e de conhecimento de todos”, disse nota da entidade.

Outra nota conta que a CNC criticou os obstáculos aos turistas internacionais.

Reforma tributária
O Estado de S. Paulo
 entrevista o secretário extraordinário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, que rebate pedidos de setores por tratamento diferenciado na reforma tributária.

Segundo Appy, “a tributação não é sobre setor, é sobre bens e serviços que são consumidos pelo consumidor final”.

Ele admitiu que politicamente será necessário abrir exceções na reforma, mas espera que sejam as mínimas possíveis.

Arcabouço fiscal
O Globo
 entrevista o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, que rebate críticas ao arcabouço fiscal e reforça a necessidade de “recuperar a trajetória de sustentabilidade”.

Para Mello, “quanto mais rapidamente recuperarmos a base fiscal, sem criar novos impostos ou aumentar alíquotas, só combatendo privilégios e distorções, mais rapidamente vamos conseguir”.

Inflação
Estudo feito pelo economista-chefe da JF Trust Gestora de Recursos, Eduardo Velho, aponta que a chamada persistência da inflação está acima da meta e das expectativas do mercado para este e os próximos dois anos. Pelas contas do economista, a persistência da inflação brasileira subiu para 4,67% em 2023, dificultando que o IPCA fique abaixo desse nível neste ano e no próximo. Em 2021, estava em 4,33%.

O economista atribui o aumento a uma piora do cenário fiscal do país e ao choque em preços de commodities como petróleo e agrícolas. Nas projeções de Eduardo Velho, a inflação deve ficar em 7,04% em 2023 e 5,22% em 2024. Registro do Valor.

Juros
Folha e Estadão contam que, na avaliação do mercado financeira, o Cupom deve manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano na reunião de hoje.

A expectativa é que a decisão venha com uma mensagem dura, em tom conservador, sobre os juros, em linha com as recentes declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Congresso.

ICMS
O Globo relata que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se ontem com o ministro do STF André Mendonça, que suspendeu os efeitos do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre os benefícios fiscais do ICMS.

O STJ havia tomado uma decisão favorável ao governo, pela exclusão dos benefícios do ICMS da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

“Eu creio que nós fomos felizes na explicação, e obviamente que deve ter um desfecho imagino que rápido no STF”, disse Haddad sobre a reunião.

Crédito
Manchete do Valor relata que a participação dos bancos públicos na concessão de crédito no país tem avançado, levando a fatia dessas instituições a superar a dos concorrentes privados nacionais pela primeira vez em sete anos. A ultrapassagem ocorreu em fevereiro, quando os estatais passaram a deter 42,95% do estoque de empréstimos, acima dos 42,27% dos domésticos de capital privado. Há ainda 14,71% nas mãos dos estrangeiros, como o Santander.

No total, os privados mantêm maior participação no mercado, mas o ritmo de expansão dos públicos, que começou a aumentar em abril de 2022, disparou um alerta entre analistas. Com as declarações do presidente Lula de que os bancos estatais podem ajudar a estimular a economia, a expectativa é que o movimento siga em alta. Um dos receios é que isso reduza a potência da política monetária.

Marisa
Valor revela que a rede Marisa iniciou conversas para buscar financiamento por meio de um instrumento de dívida híbrida, que poderia ser conversível em ações. O objetivo é ganhar fôlego financeiro para seus vencimentos de curto prazo, em meio a um processo de reestruturação da companhia, e “consertar a estrutura de capital”, segundo uma fonte.

Outros caminhos em discussão são um financiamento de mezanino — instrumento híbrido que não precisa necessariamente ser convertido em participação — e até uma injeção de capital por parte da família controladora.

Carrefour
Seis anos após a sua abertura de capital, o grupo Carrefour teve o seu primeiro prejuízo líquido no intervalo de janeiro a março, e a segunda perda para um trimestre, após efeitos negativos em despesas financeiras para a aquisição do Big.

Valor acrescenta que investidores têm colocado a ação do Carrefour em “stand by”, em parte, por um conjunto de fatos recentes negativos. Até 2022, grupos com redes de atacarejo fortes mantinham certa resiliência a maiores oscilações de preço, mas o papel do Carrefour perde terreno.

Veículos
Estadão conta que as vendas de veículos tiveram em abril alta de 9,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do crescimento, o mercado segue em ritmo que frustra a indústria e faz as montadoras segurarem a produção na tentativa de evitar um grande acúmulo de estoque.

Em abril, foram comercializados 160,7 mil unidades, volume ainda distante dos resultados de antes da pandemia — quatro anos atrás, as vendas chegaram a 231,9 mil veículos no mesmo mês.

Saraiva

O Globo conta que a Saraiva vai ter de negociar o pagamento de uma dívida de R$ 241 mil com a desenvolvedora de sistemas Websoul, que na semana passada pediu a falência da livraria à Justiça. A dívida é relativa ao não pagamento de um débito por serviços prestados e não está sujeita à recuperação judicial.

O caso piora a situação financeira da rede, que registrou apenas R$ 52,65 no saldo bancário após uma devassa. A Saraiva terminou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 15,29 milhões. No período, a receita operacional líquida foi de R$ 16,93 milhões.

PL das Fake News
O adiamento da votação do Projeto de Lei 2630/2020, o PL das Fake News, é destaque nas manchetes da FolhaEstadão e O Globo.

Apesar da pressão da base governista e do apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o relator da proposta, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), pediu o adiamento alegando não ter tido tempo para examinar as sugestões recebidas.

Big techs como Google, TikTok e Meta, além da oposição ao governo, são contra o PL. O ministro Alexandre de Moraes (STF) ordenou que o Google remova conteúdos impulsionados com ataques à pauta. O sistema de buscas é acusado de omitir informações favoráveis à proposta e estimular acesso a páginas contrárias, algumas com informações falsas.

O dólar comercial fechou em alta de 1,19%, cotado a R$ 5,04. Euro teve alta de 1,07%, chegando a R$ 5,55. A Bovespa operou com 101.926, queda de 2,4%. Risco Brasil em 265 pontos. Dow Jones teve baixa de 1,08% e Nasdaq caiu 1,08%.

Valor Econômico
Bancos públicos superam os privados nacionais no crédito

O Estado de S. Paulo
Incerteza sobre aprovação leva Câmara a adiar voto sobre PL das Fake News

Folha de S.Paulo
PF investiga Google; Lira adia votação do PL das Fake News

O Globo
Moraes determina remoção de ataques a PL das Fake News, e Câmara adia votação

Correio Braziliense
Oposição reage e Câmara adia o PL das Fake News

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