Rússia x Ucrânia
O avanço do conflito entre Rússia e Ucrânia segue ocupando as manchetes dos principais jornais. Folha de S.Paulo noticia a tomada de Kherson, cidade-chave por seu acesso direto à Crimeia, no sul ucraniano. Com isso, fica facilitado o corredor entre a região separatista do Donbass e a península anexada pela Rússia.
O Estado de S. Paulo e Valor Econômico focam nas consequências econômicas da guerra. O petróleo já ultrapassou a faixa de US$ 110 o barril, e analistas preveem piora no cenário da inflação.
Já O Globo relata que na Assembleia Geral da ONU, 141 dos 193 países – incluindo o Brasil – votaram a favor da resolução que condena a Rússia pela invasão da Ucrânia. O documento exige a retirada imediata das tropas russas.
Pacote do governo
O Globo e O Estado de S. Paulo relatam que o governo lançará, a partir da próxima semana, uma série de medidas como objetivo de impulsionar a economia. O pacote vai liberar mais de R$ 150 bilhões no ano eleitoral, sendo que a maior parte desse dinheiro estará fora do Orçamento e sem impacto sobre as contas públicas. A intenção do governo é lançar pelo menos uma medida por dia, em eventos no Palácio do Planalto.
Para a população, a ação de maior impacto virá da liberação de recursos do FGTS. A medida deve beneficiar 30 milhões de pessoas e injetar R$ 30 bilhões na economia.
Inflação
Valor reporta que as expectativas de inflação de 2023, principal alvo da política monetária, dão sinais de deterioração, mostra um conjunto de dados divulgados pelo Banco Central (BC). Caso essa tendência se firme nas próximas semanas, poderá ser necessária uma dose mais forte de juros para cumprir a meta de inflação. A mediana das expectativas de inflação subiu milimetricamente na última semana, de 3,5% para 3,51%.
Combustíveis 1
Principais jornais afirmam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu ontem que “mais do que nunca” é necessário “impedir” a elevação das tarifas nos postos de gasolina diante do novo aumento no valor do barril de petróleo. Para isso, disse, o Senado vai retomar, na semana que vem, os debates sobre os projetos que tratam de frear os preços dos combustíveis no país.
Combustíveis 2
Valor Econômico observa que, com o pico dos preços do petróleo nos últimos dias, a defasagem da Petrobras para a paridade internacional se acentuou e, segundo estimativas de mercado, já atinge o R$ 1 no diesel – o maior patamar desde que a empresa começou, em 2016, a vender combustíveis com preços alinhados à paridade de importação.
A estatal está há 49 dias sem mexer nos preços nas refinarias e um novo reajuste é questão de tempo, à medida que o agravamento da guerra na Ucrânia pressiona a cotação da commodity, de acordo com analistas.
Petróleo
O Estado de S. Paulo relata que o avanço dos preços de matérias-primas básicas indica que o impacto da guerra russa na inflação e no bolso do consumidor brasileiro deve ser forte. O preço do petróleo subiu 16,6% e fechou ontem em US$ 112,93 o barril. Se essa alta for repassada pela Petrobras aos preços da gasolina, o litro do combustível poderá subir de R$ 6,56 para R$ 7,15. Na Bolsa de Chicago, a cotação do trigo aumentou 19,7% e a do milho, 6,5%.
Ataques hacker
Reportagem de O Estado de S. Paulo traz estudo da Roland Berger que mostra que a cada um segundo uma empresa brasileira recebe uma tentativa de ataque hacker. Com milhares de tentativas, o Brasil já está no 4º lugar entre os países com maior volume de tentativa de ataques de ransomwares, sendo que ocupava a 9ª posição em 2020.
Se globalmente esses números de ataques dobraram, no Brasil o aumento foi de nove vezes. A estimativa é de que existam ao menos 17 grupos hackers atuando em ciberataques no Brasil, o que coloca o País na liderança desse tipo de criminalidade na América Latina. |