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Conjuntura
A Folha de S.Paulo afirma que a economia brasileira deve crescer 0,6% no terceiro trimestre de 2022, em relação aos três meses anteriores, segundo levantamento com 35 economistas consultados pela agência Bloomberg.
A maioria (21 economistas) projeta crescimento de 0,5% a 0,7%. Nesse levantamento, as projeções variam de 0,3% (Genoa Capital) a 1% (Banco Fibra, Infinity Asset Management e Pantheon).
Com esses dados, a expectativa é que o PIB finalmente supere o patamar anterior à recessão de 2014-2016.
Desemprego
Principais jornais afirmam que a taxa de desemprego no Brasil voltou a recuar e atingiu 8,3% no trimestre até outubro, informou nesta quarta-feira (30) o IBGE. É o menor nível para esse intervalo desde 2014. À época, a economia nacional já dava sinais de fraqueza, e a taxa estava em 6,7%, segundo a Pnad Contínua. Considerando os diferentes trimestres da série histórica comparável, iniciada em 2012, o patamar de 8,3% é o menor desde abril de 2015 (8,1%).
A Pnad ainda indicou que a população ocupada com algum tipo de trabalho voltou a bater recorde no país (99,7 milhões), influenciada pela abertura de vagas com e sem carteira assinada.
Reforma da Previdência
O Globo relata que a reforma da Previdência, que completou três anos este mês, está na mira da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo de trabalho que cuida do tema elegeu dois pontos para serem revistos: pensão por morte e aposentadoria por invalidez. Com as mudanças aprovadas o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), o valor desses benefícios deixou de ser integral.
A ideia do novo governo é mudar as regras de cálculo para aumentar os vencimentos, o que pode reduzir a economia prevista com a reforma nos próximos anos. Segundo integrantes do grupo temático de Previdência, a intenção é que a pensão por morte, hoje equivalente a 50% do valor do benefício mais 10% por dependente, suba para algo entre 70% e 80%. O percentual dos dependentes seria mantido.
Consignado do Auxílio
Folha de S.Paulo afirma que comitê formado por funcionários e ex-dirigentes da Caixa alertou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em documento, sobre o risco de superendividamento de famílias de baixa renda com a concessão de empréstimos consignados para beneficiários do Auxílio Brasil.
O grupo sugere a revisão da taxa de juros aplicada à modalidade de crédito – de 3,45% ao mês na Caixa – ao nível do menor consignado oferecido pelo banco para contratos já concedidos. Embora na Caixa seja mais baixa que o teto de 3,5% ao mês fixado pelo Ministério da Cidadania, a taxa cobrada de beneficiários do Auxílio Brasil é maior do que a do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, de até 2,14% ao mês.
O Globo acrescenta que o Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem que o TCU que investigue a diretoria da Caixa por indícios de mudança de critério na concessão do crédito consignado oferecido a beneficiários do Auxílio Brasil após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.
Depois de liberar cerca de R$ 6 bilhões na nova modalidade, que compromete parte dos futuros benefícios com o pagamento dos financiamentos, a Caixa limitou as linhas de crédito em novembro. Oficialmente, as linhas seguem abertas, mas, diferentemente do lançamento em plena campanha eleitoral, o banco público está muito mais criterioso para conceder os empréstimos, sendo acusado por parceiros e clientes de estar “fechando as torneiras”.
Petrobras
Imprensa registra que a Petrobras divulgou ontem o seu plano estratégico para o período 2023-2027, que trouxe, às vésperas da mudança de governo, o primeiro investimento significativo da empresa na produção de biocombustíveis no País.
Do total de US$ 78 bilhões anunciados para o quinquênio -15% a mais do que no período anterior (2022-2026) -, US$ 600 milhões serão direcionados para programa de biorrefino. Segundo O Estado de S. Paulo, a maior parte desse valor será investida na construção de uma biorrefinaria em Cubatão (SP), no mesmo local da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), com previsão de início de operação em 2028. O valor preciso não foi divulgado para não atrapalhar as licitações para construção da unidade, ainda segundo a Petrobras.
O Globo acrescenta que o plano “nasceu velho”, segundo a avaliação de integrantes da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já indicou que pretende revisá-lo em 2023 para incluir projetos em áreas como as de refino e de energia de fonte renovável.
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