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Desemprego
O noticiário de sábado repercutiu dados divulgados ontem pelo IBGE que mostram que a taxa de desemprego no país caiu para 9,3% no segundo trimestre, ante 11,1% nos três primeiros meses do ano.
A retração foi puxada pelo cenário de reabertura de atividades e estímulos à economia. Analistas projetam que a taxa de desemprego tende a seguir em baixa no começo do segundo semestre.
Contas públicas
Manchete em O Estado de S. Paulo traz que o próximo presidente receberá o caixa mais vazio em pelo menos R$ 178,2 bilhões como efeito em 2023 das medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e pelo Congresso.
A perda de recursos sobe para R$ 281,4 bilhões com a redução do caixa dos governadores e dos prefeitos com a desoneração permanente do ICMS e do IPI. Com possível reajuste de servidores federais, o valor pode chegar a R$ 306,4 bilhões.
Selic
Levantamento do Valor Econômico com 120 analistas mostra que a maioria do mercado espera o fim do ciclo de alta da Selic na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom). De 120 instituições, 65 acreditam que a taxa subirá 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano, parando aí. Mas uma fatia expressiva considera que os juros continuarão a aumentar: 32 veem a Selic em 14% em dezembro, enquanto 17 estimam 14,25%.
IPI
O Estado de S. Paulo (31/07) informou que o governo oficializou a redução de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na cobrança de produtos fabricados fora da Zona Franca de Manaus.
A diminuição do imposto deve afetar 4 mil produtos. O decreto publicado pelo governo traz ainda a redução adicional do IPI incidente sobre automóveis, de 18% para 24,75%.
Consumo
Folha de S.Paulo informa que com a redução das medidas de distanciamento, o perfil de consumo passou por transformações, ajudando a frear a boa performance dos segmentos que bombaram durante a quarentena, como produtos para casa, eletrodomésticos e insumos para reformas. Mas a mudança de hábitos não é a única explicação. Em tempos de inflação alta e perda de poder aquisitivo, o consumidor também precisou reconsiderar os produtos que cabem no bolso.
Já do lado dos fabricantes, a elevada taxa de juros, o dólar caro e o cenário internacional encareceram a produção —formando uma conjuntura econômica desfavorável aos negócios.
Gasolina
Folha de S.Paulo (30/07) registrou que o preço médio da gasolina caiu mais 2,5% nos postos esta semana. O valor médio chegou a R$ 5,74 por litro, o menor desde fevereiro de 2021, em dados corrigidos pela inflação.
“A queda reflete cortes de impostos no fim de junho e os dois cortes no preço de refinaria promovidos pela Petrobras em julho”, anotou o jornal.
De acordo com a pesquisa de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo), a queda acumulada no preço da gasolina desde os cortes de impostos chegou a R$ 1,65 por litro.
Diesel
Folha de S.Paulo (30/07) relatou que o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, disse ontem que o preço do diesel não deve cair até o fim do ano. A projeção foi feita levando em conta o cenário de problemas na oferta e a proximidade com o inverno no hemisfério Norte.
ICMS
Principais jornais relatam que o ministro Alexandre de Moraes (STF) autorizou os governos de São Paulo e Piauí a compensar perdas do ICMS da gasolina, energia elétrica e comunicações por meio de descontos nas parcelas das dívidas dos estados com a União.
As decisões liminares acompanham autorizações semelhantes já concedidas ao Maranhão e Alagoas, que alegam perdas de arrecadação com a sanção da lei que fixa teto de 17% ou 18% para as alíquotas de ICMS.
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