Comércio eletrônico
Manchete do Valor Econômico traz estudo da FGV que aponta que os brasileiros passaram a comprar mais pela internet e mudaram seus hábitos desde o início da pandemia, a partir de março de 2020. Mesmo com a redução dos casos de covid-19 e a volta das pessoas às lojas físicas, o consumo digital deve permanecer em alta no país.
De acordo com o levantamento, realizado em sete capitais no mês de agosto, as compras on-line não só cresceram no período, como devem continuar nesse ritmo nos próximos 12 meses. Entre as famílias entrevistadas, 59,4% informaram comprar mais por meios eletrônicos desde a pandemia e 44,4% manterão o hábito. O perfil apurado pela FGV também aponta diferença nos gastos por renda. Quem possui ganho mensal acima de R$ 9,6 mil diz ter consumido 71,8% mais pela internet durante a pandemia. Para aqueles que têm ganhos mensais abaixo de R$ 2,1 mil, o percentual de aumento de compra foi de 41,1%.
Estímulo 2020
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) conta que o Estímulo 2020, projeto criado pelo empresário Eduardo Mufarej com o apoio de Abilio Diniz para dar crédito a pequenos e médios negócios na pandemia, decidiu liberar mais R$ 10 milhões com juros de 0,99% ao mês.
O recurso vai ser direcionado a empresas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina com CNPJ ativo há mais de dois anos e faturamento de R$ 10 mil a R$ 400 mil.
Supermercado
Painel S.A. (Folha, 15/11) revelou que os brasileiros estão entre os que mais elevaram gastos com supermercados nos últimos 12 meses, segundo pesquisa realizada pela Worldplay em cinco países sobre o comportamento dos consumidores.
Por aqui, quase 70% das pessoas gastaram mais do que nos 12 meses anteriores. Na média dos cinco países pesquisados, que incluem Reino Unido, Singapura, Austrália e Estados Unidos, metade dos entrevistados afirmaram ter elevado os gastos em supermercados, segundo a pesquisa, feita com 4.000 pessoas entre julho e agosto de 2021.
Já os gastos para comer e beber fora de casa seguem em patamar inferior nos cinco países, mesmo com a flexibilização das restrições da pandemia. No Brasil, 57% dos entrevistados dizem que esta foi a categoria em que menos gastaram nos últimos 12 meses. Mas, para o próximo ano, cerca de 40% pretendem investir mais nisso, além das viagens.
Varejo
O Estado de S. Paulo (15/11) contou que há um movimento no varejo de criar cada vez mais produtos financeiros. Grandes como Magazine Luiza, Mercado Livre e Via, já atuam na área há algum tempo. Agora, varejistas com capacidade de investimento bem menor querem ter um banco próprio. Empresas e consultorias oferecem a elas o “banking as a service” (BaaS).
Pix
Manchete de O Globo no domingo destacou a adesão ao Pix. O sistema de pagamentos instantâneos sem tarifas cresce entre as empresas e, em um ano, já atraiu quase 46 milhões de novos usuários às transações eletrônicas.
Jornal relatou que pesquisa realizada pelo Sebrae apontou que 77% das micro e pequenas empresas adotaram o Pix, principalmente no comércio. O estudo também mostra que os negócios que adotaram o Pix sofreram menos na travessia da crise provocada pela pandemia.
O Estado de S. Paulo acrescentou que, após um ano de Pix, R$ 40 bilhões em espécie deixaram de circular no País de janeiro a outubro deste ano, uma queda de 10,5% em relação ao final do ano passado. O sistema de pagamento instantâneo já tem quase 350 milhões de chaves individuais cadastradas e movimenta mais de R$ 550 bilhões por mês, em cerca de 1 bilhão de transações.
Folha de S.Paulo (15/11) também abordou o aniversário de um ano do Pix, ressaltando que, segundo o BC, foi o sistema de pagamentos instantâneos com adesão mais rápida no mundo. As pessoas físicas respondem por 93,4% dos 112,6 milhões usuários cadastrados e as empresas têm 7,4 milhões (6,57% dos usuários).
O Globo acrescenta que o sistema passará a contar com o Mecanismo Especial de Devolução, que vai facilitar o retorno de valores movimentados em caso de suspeita de fraude ou falha operacional. A ideia é que a devolução seja feita pela própria instituição em que o recebedor tem conta, seja por iniciativa própria ou por solicitação da instituição em que o pagador tem conta. |