13 a 16 de novembro de 2021

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
13 a 16/11/21 | nº 533 | ANO III |  www.cnc.org.br
Valor Econômico e O Globo trazem cobertura do  seminário “E agora, Brasil?”, que discutiu o reaquecimento do setor do turismo. Texto ressalta que, com o avanço da vacinação, o turismo vive uma retomada. O desafio do setor é fazer com que a alta, após meses de isolamento por causa da pandemia, seja sustentável e alavanque um segmento fundamental para a economia, com potencial de promover desenvolvimento verde e inclusivo.

Texto ressalta que a CNC estima crescimento de 20% nas receitas geradas pelo turismo em 2021: se este patamar for confirmado, será a maior taxa de expansão do setor em 11 anos.
“O turismo é fundamental para a economia brasileira. O que vimos nessa última edição do ano do ‘E Agora, Brasil?’ é que a iniciativa privada está atenta e com bons indicadores para acreditar em uma recuperação das atividades após a crise da pandemia”, resume José Roberto Tadros, presidente da CNC. “Mas precisamos que governo e Congresso olhem cada vez mais para o setor, para a formulação de políticas públicas que tenham continuidade e sejam capazes de aproveitar o enorme potencial turístico do país, ajudando a gerar mais renda e empregos.”

Reportagem do Bom Dia Brasil (TV Globo, 15/11) informou que uma pesquisa da CNC aponta para um crescimento de quase 4% nas vendas em comparação ao ano passado. A entidade estima que o faturamento na Black Friday deste ano deve chegar a R$ 3,9 bilhões. Informação também foi abordada no Conexão GloboNews (Globo News) e na coluna Mercado S/A (Correio Braziliense).

Reportagem em O Estado de S.Paulo (14/11) trouxe estudo da CNC que mostra que alta da inflação tem levado consumidores a buscarem mercados de atacarejo, onde a cesta de alimentos pode chegar a valores 18% mais baratos do que em hipermercados. Em determinados produtos, a diferença de valor chega a 33%. Assunto repercutiu no programa Live CNN Brasil (TV CNN Brasil).

Correio Braziliense (15/11) abordou o aumento de famílias endividadas. Reportagem frisou que o índice atingiu novo recorde em outubro, chegando a 12,1 milhões, conforme dados da CNC. Fábio Bentes, economista da entidade, reconhece que as juros mais altos têm atingido de forma mais forte as famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos.

Em texto complementar, o Correio apontou que a taxa de inadimplência no país ainda está baixa. Porém, especialistas alertam para possível crescimento dos calotes no ano que vem. Na opinião de Fabio Bentes, da CNC, não há pressões para a elevação da inadimplência por enquanto. Ele alega que os feirões de renegociação de dívidas têm sido importantes para isso.

Reportagem no Correio Braziliense (13/11) sobre relação entre dívidas e alterações de humor cita dados da Peic. O levantamento da CNC revelou que, em novembro, o número de brasileiros que possuíam alguma dívida cresceu pelo 11º mês seguido.

Na Folha de S.Paulo (13/11), sindicalistas assinam artigo crítico à reforma trabalhista implementada em 2017. Texto menciona dados da CNC sobre fechamento de indústrias brasileiras desde então.

Poder 360 (15/11) publicou artigo do economista-chefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes. Texto afirmou que aumento dos juros precisa equilibrar crédito e inflação. “Na comparação interanual, as vendas do comércio também seguem apresentando resultados negativos. Houve reduções nas vendas de segmentos essenciais, como hipermercados, e nos associados à mudança temporária de comportamento dos consumidores, caso de móveis e eletrodomésticos”, destaca.

Conjuntura
Folha de S.Paulo 
(13/11) revelou que, segundo analistas, o desempenho negativo dos setores de serviços, comércio e indústria em setembro evidencia a perda de fôlego da economia brasileira.

A produção industrial ficou 3,2% abaixo do período pré-crise do coronavírus, ao recuar 0,4% em agosto, segundo o IBGE. Esse foi o quarto resultado negativo em sequência.

CPMF
Painel S.A.
 (Folha de S.Paulo, 14/11) anotou que o projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento de 17 setores vai deixar de fora previsão de um imposto similar à antiga CPMF. A possibilidade havia sido retomada em discussão recente.

Coluna afirmou que, na iniciativa privada, a recriação da CPMF para desonerar a folha de pagamento tem apoio da Confederação Nacional dos Serviços (CNS). O ministro da Economia Paulo Guedes sempre defendeu implementar um novo imposto como forma de substituir a tributação sobre salários.

Vacinação
O Globo e Folha de S.Paulo 
(13/11) informaram que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, anulou eficácia de trechos da portaria do governo que proíbe empresas de demitirem ou vetarem a contratação de pessoas não vacinadas contra a Covid-19. A decisão monocrática será submetida ao plenário e os empregadores podem exigir comprovante de vacinação dos empregados.

Pandemia
Manchete da Folha de S.Paulo (15/11) observou que, com o avanço da vacinação, o país registra recorde na diminuição de casos de Covid nas grandes cidades. Jornal destacou que a queda de registros chega a 80%.

Reformas
Principais jornais (15/11) repercutiram declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo agora precisa acelerar reformas “para garantir o apoio dos liberais” à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

“Nosso governo é de centro-direita, então somos liberais na economia e conservadores nos costumes. Para que os liberais continuem nos apoiando, com uma reeleição do presidente, é preciso ter reformas”, disse Guedes.

A Folha citou otimismo de Guedes com a recuperação econômica, confiante no montante de R$ 700 bilhões em investimentos programados. “Está todo mundo vendo que o Brasil não vai crescer e o que eu estou vendo é o contrário”, ressaltou.

Desemprego
Manchete na Folha de S.Paulo expõe que, segundo análise do economista Bráulio Borges, do Ibre FGV e da LCA, o Brasil pode ter de conviver por uma década com desemprego alto e só voltar ao chamado pleno emprego a partir de 2026.

De acordo com Borges, para o pleno emprego, o país teria de crescer a 2,2% de 2022 em diante, na média, mas isso não acontecerá por conta do aperto de juros, dólar alto, ruído político e a incerteza em relação à próxima eleição.

Comércio eletrônico
Manchete do Valor Econômico traz estudo da FGV que aponta que os brasileiros passaram a comprar mais pela internet e mudaram seus hábitos desde o início da pandemia, a partir de março de 2020. Mesmo com a redução dos casos de covid-19 e a volta das pessoas às lojas físicas, o consumo digital deve permanecer em alta no país.

De acordo com o levantamento, realizado em sete capitais no mês de agosto, as compras on-line não só cresceram no período, como devem continuar nesse ritmo nos próximos 12 meses. Entre as famílias entrevistadas, 59,4% informaram comprar mais por meios eletrônicos desde a pandemia e 44,4% manterão o hábito. O perfil apurado pela FGV também aponta diferença nos gastos por renda. Quem possui ganho mensal acima de R$ 9,6 mil diz ter consumido 71,8% mais pela internet durante a pandemia. Para aqueles que têm ganhos mensais abaixo de R$ 2,1 mil, o percentual de aumento de compra foi de 41,1%.

Estímulo 2020
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
conta que o Estímulo 2020, projeto criado pelo empresário Eduardo Mufarej com o apoio de Abilio Diniz para dar crédito a pequenos e médios negócios na pandemia, decidiu liberar mais R$ 10 milhões com juros de 0,99% ao mês.

O recurso vai ser direcionado a empresas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina com CNPJ ativo há mais de dois anos e faturamento de R$ 10 mil a R$ 400 mil.

Supermercado
Painel S.A. 
(Folha, 15/11) revelou que os brasileiros estão entre os que mais elevaram gastos com supermercados nos últimos 12 meses, segundo pesquisa realizada pela Worldplay em cinco países sobre o comportamento dos consumidores.

Por aqui, quase 70% das pessoas gastaram mais do que nos 12 meses anteriores. Na média dos cinco países pesquisados, que incluem Reino Unido, Singapura, Austrália e Estados Unidos, metade dos entrevistados afirmaram ter elevado os gastos em supermercados, segundo a pesquisa, feita com 4.000 pessoas entre julho e agosto de 2021.

Já os gastos para comer e beber fora de casa seguem em patamar inferior nos cinco países, mesmo com a flexibilização das restrições da pandemia. No Brasil, 57% dos entrevistados dizem que esta foi a categoria em que menos gastaram nos últimos 12 meses. Mas, para o próximo ano, cerca de 40% pretendem investir mais nisso, além das viagens.

Varejo
O Estado de S. Paulo 
(15/11) contou que há um movimento no varejo de criar cada vez mais produtos financeiros. Grandes como Magazine Luiza, Mercado Livre e Via, já atuam na área há algum tempo. Agora, varejistas com capacidade de investimento bem menor querem ter um banco próprio. Empresas e consultorias oferecem a elas o “banking as a service” (BaaS).

Pix
Manchete de O Globo no domingo destacou a adesão ao Pix. O sistema de pagamentos instantâneos sem tarifas cresce entre as empresas e, em um ano, já atraiu quase 46 milhões de novos usuários às transações eletrônicas.

Jornal relatou que pesquisa realizada pelo Sebrae apontou que 77% das micro e pequenas empresas adotaram o Pix, principalmente no comércio. O estudo também mostra que os negócios que adotaram o Pix sofreram menos na travessia da crise provocada pela pandemia.

O Estado de S. Paulo acrescentou que, após um ano de Pix, R$ 40 bilhões em espécie deixaram de circular no País de janeiro a outubro deste ano, uma queda de 10,5% em relação ao final do ano passado. O sistema de pagamento instantâneo já tem quase 350 milhões de chaves individuais cadastradas e movimenta mais de R$ 550 bilhões por mês, em cerca de 1 bilhão de transações.

Folha de S.Paulo (15/11) também abordou o aniversário de um ano do Pix, ressaltando que, segundo o BC, foi o sistema de pagamentos instantâneos com adesão mais rápida no mundo. As pessoas físicas respondem por 93,4% dos 112,6 milhões usuários cadastrados e as empresas têm 7,4 milhões (6,57% dos usuários).

O Globo acrescenta que o sistema passará a contar com o Mecanismo Especial de Devolução, que vai facilitar o retorno de valores movimentados em caso de suspeita de fraude ou falha operacional.  A ideia é que a devolução seja feita pela própria instituição em que o recebedor tem conta, seja por iniciativa própria ou por solicitação da instituição em que o pagador tem conta.

Bolsonaro
O Globo 
(15/11) destacou em manchete o adiamento da filiação de Jair Bolsonaro ao PL. A cerimônia, inicialmente marcada para o dia 22, foi suspensa por causa do apoio de alas do partido a desafetos do presidente. Parte da sigla apoia Lula no Nordeste, e Bolsonaro também não admite a aliança com o PSDB em São Paulo.

Principais jornais expõem que o presidente Jair Bolsonaro disse ontem, um dia depois de suspender sua filiação ao PL, que existe a possibilidade de ingressar em outra legenda do Centrão. Ele relatou ainda manter conversas paralelas e que segue vivo o interesse do Progressistas e do Republicanos em abrigar seu projeto de reeleição.

Folha de S.Paulo observa que Jair Bolsonaro enfrenta debandada de aliados e desarticulação de palanques em estados nos quais sua gestão é mais rejeitada. Segundo a Quaest, o governo é avaliado negativamente por 60% dos baianos, e tem mais de 50% de rejeição em 18 estados.

Orçamento
Folha de S.Paulo 
(15/11) informou que o Palácio do Planalto orientou os ministérios a continuar executando emendas de relator do Orçamento de 2020. Do ano passado, quando passou a valer, para cá, esta fatia bilionária dos recursos da União se tornou moeda de troca para congressistas apoiarem pautas do governo Jair Bolsonaro. O STF decidiu na quarta-feira suspender os pagamentos dessas emendas, mas a decisão só atinge as do Orçamento de 2021.

Inep
Desdobramentos em torno da crise no Inep, que resultou no pedido de demissão de 37 funcionários, avançam em manchete do jornal O Globo, que destaca declaração do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que o Enem “começa a ter a cara do governo” e que o exame “não terá questões absurdas”. Servidores denunciaram que 20 questões da prova foram alteradas a fim de atender visão ideológica do atual governo.

O dólar comercial fechou sexta-feira em alta de 0,97%, cotado a R$ 5,45. Euro subiu 0,95%, chegando a R$ 6,24. A Bovespa operou com 106.334 pontos, queda de 1,17%. Risco Brasil em 339 pontos. Ontem, Dow Jones caiu 0,036% e Nasdaq teve queda de 0,045%.
Valor Econômico
Pandemia altera hábitos e acelera comércio on-line

O Estado de S. Paulo
Energia solar gerada no País já equivale a quase uma Itaipu

Folha de S.Paulo
Desemprego deve permanecer alto no Brasil até 2026

O Globo
Após crise, Bolsonaro diz que Enem terá ‘a cara do governo’

Correio Braziliense
Amor que supera até a pandemia

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