Projeto abre crédito de R$ 164 bilhões para cobrir gastos de pessoal e manutenção

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Proposta enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional (PLN 9/21) abre crédito suplementar de R$ 164 bilhões para o governo respeitar o teto de gastos e cumprir a chamada “regra de ouro“. Desses recursos, R$ 28,5 bilhões vão para despesas com pessoal e encargos sociais, e os R$ 135,5 bilhões restantes para gastos correntes com manutenção de atividades de 20 órgãos do Executivo, além de encargos financeiros da União e transferências a estados, Distrito Federal e municípios.

Segundo o Ministério da Economia, o crédito decorre de solicitações já formalizadas no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), e a proposta apenas reclassifica as programações para permitir a execução das despesas, com a emissão de R$ 164 bilhões em títulos da dívida pública.

Relatório
O relator do PLN 9/21, deputado
Hildo Rocha (MDB-MA), observa que dados recentemente publicados pelo Poder Executivo mostram que a arrecadação tem superado a receita orçamentária estimada pela Lei Orçamentária para 2021. Por isso, o relatório dele propõe apenas a aprovação do crédito de R$ 28,5 bilhões para gastos com pessoal e encargos sociais, e não autoriza a emissão de títulos da dívida pública para financiar os R$ 135,5 bilhões com outras despesas correntes.

Hildo Rocha considera mais coerente e responsável evitar emitir passivos para financiar despesas correntes. “Aprovar o crédito com autorização para a União efetuar a emissão de títulos públicos representaria desnecessária e injusta transferência, às próximas gerações, do ônus relativo ao pagamento do principal e dos juros da dívida pública a ser contratada neste exercício financeiro”, argumentou.

Órgãos

Os recursos do crédito suplementar estão divididos entre os seguintes órgãos:

Ministério da Economia – R$ 136,994 bilhões;

Ministério da Defesa – R$ 11,612 bilhões;

Mistério da Educação – R$ 7,836 bilhões;

Mistério da Justiça e Segurança Pública – R$ 1,427 bilhões;

Ministério da Agricultura – R$ 1,203 bilhões;

Ministério da Saúde – R$ 667 milhões;

Advocacia-Geral da União – R$ 502 milhões;

Ministério da Infraestrutura – R$ 487 milhões;

Ministério das Relações Exteriores – R$ 403 milhões;

Ministério do Desenvolvimento Regional – R$ 340 milhões;

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – R$ 285 milhões;

Ministério de Minas e Energia – R$ 242 milhões;

Ministério do Meio Ambiente – R$ 199 milhões;

Ministério das Comunicações – R$ 146 milhões;

Controladoria-Geral da União – R$ 136 milhões;

Presidência – R$ 134 milhões;

Ministério do Turismo – R$ 69 milhões;

Ministério da Cidadania – R$ 47 milhões;

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – R$ 11 milhões;

Vice-Presidência – R$ 2 milhões;

Encargos Financeiros da União – R$ 715 milhões;

Transferências a Estados, DF e Municípios – R$ 593 milhões.

Tramitação

O PLN será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta de Câmara dos Deputados e Senado Federal).

Crédito da imagem _ Anderson Riedel _ PR

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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