Avança proposta que pode derrubar restrições para armas de fogo

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (24) uma proposta que suspende mudanças recentes nas regras sobre armas de fogo. O projeto abre caminho para anular exigências mais rígidas impostas a atiradores, caçadores e colecionadores, além de alterações no controle e na autorização para aquisição e porte. O texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

O Projeto de Decreto Legislativo 190/2023 interrompe os efeitos do Decreto 11.615, de 2023, que redefiniu procedimentos sobre registro, compra e posse de armas e transferiu atribuições do Exército para a Polícia Federal. Para o autor do projeto, senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), o decreto ultrapassa o papel do Executivo ao alterar, na prática, regras previstas no Estatuto do Desarmamento.

A seguir, veja um quadro comparativo com as principais mudanças trazidas pelo Decreto 11.615/2023 em relação ao estatuto:

Tema

Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003)

 

Decreto 11.615/2023

 

Competência sobre armas de uso restrito

Comando do Exército decide   em casos excepcionais

 

Transfere para a Polícia Federal

 

Controle de munições

 

Comércio permitido, conforme regras da lei

 

Restrições mais severas e controle reforçado

 

 

Responsável pelo registro e porte

 

A maior parte de responsabilidade do Exército

 

Centraliza controle na Polícia Federal

 

Validade dos registros

 

De até 10 anos

 

Reduz para 3 anos

 

Tiro recreativo para maiores de 18

 

Permitido sem certificado de registro

 

Proibido sem CR

 

Distância entre clubes de tiro e escolas

 

Sem exigência

 

Mínimo de 1 km

 

Suspensão de porte

 

Existência de processo ou investigação formal

 

Permitida com base apenas em indícios ou suspeitas

 

Classificação de atiradores

 

Não havia classificação por calibre

 

Define níveis com base no calibre das armas

 

O relator, Marcio Bittar (PL-AC), argumenta que as mudanças impactam o acesso legal às armas, o funcionamento do setor esportivo e comercial e o exercício da legítima defesa. Segundo ele, o projeto busca preservar a hierarquia das normas e os direitos já garantidos anteriormente.

O parecer também considerou prejudicados os PDLs 193 e 213, ambos de 2023, por tratarem do mesmo tema.

Crédito da imagem _ koi88

Fonte: Agência Senado

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